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Interrail – Dicas

Sem dúvida que a par com Londres o interrail mudou a minha vida e me deixou com o bichinho das viagens. Em Agosto de 2010 (sim, ha dez anos atras!) embarcamos numa viagem de duas semanas a volta da Europa. Embora eu goste de escrever os posts sobre as viagens na hora achei importante revisitar esta viagem e escrever as dicas que aprendemos antes e durante a viagem:

– Se precisa de poupar tempo opte por viajar de avião até ao primeiro destino e do último destino até casa, especialmente se partir de Portugal.

– É imprescindível fazer esta viagem de mochila as costas. Lamento mas não há volta a dar. Vai andar imenso a pé, subir e descer de combóios, é importante que opte por um estilo de mala deste género

– Com o interrail não pode já levar os bilhetes todos comprados pelo que optamos por fazer algum trabalho de casa para descobrir quais as opções para viajar até ao próximo destino

– Mal chegue ao seu próximo destino marque o próximo comboio e alojamento no destino seguinte.

– Se dormir no comboio irá poupar algum dinheiro em alojamento, no entanto não se esqueça que provavelmente terá de pagar suplemento por ficar numa cabine (o interrail só cobre o bilhete mais básico)

– Tente deixar alguns dias de folga para o caso de algo correr mal: combóios esgotados ou cheios, mudança de planos, etc. Uma vez que não leva todos os bilhetes comprados podem acontecer alguns problemas

– Antes de comprar o bilhete de interrail veja se tem descontos de idade. Até aos 27 podem usufruir de desconto no preço normal

– Faça o seu interrail o mais cedo possível. Normalmente este tipo de viagem é cansativa e sem luxo pelo que é mais fácil de aguentar quando somos mais novos

– Leve um saco cama. Embora alguns combóios tenham roupa de cama muitos não têm pelo que é bom ir prevenido

Nos próximos posts irei também falar um pouco sobre o que ver nas cidades por onde passamos. Nada de muito profundo uma vez que já passaram dez anos mas quero deixar registado por aqui.

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Roma e Vaticano

Roma foi a primeira paragem do nosso interrail. Ficamos apaixonados pela comida e prometemos voltar a Itália, algo que temos cumprido quase anualmente! Aqui está de forma resumida os principais pontos que visitamos na cidade. Certamente visitamos mais mas não queria alongar-me. Vejam este roteiro como o que fazer em Roma e no Vaticano em dois dias.

  • Fontana de Trevi

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  • Coliseu

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  • Forum Romano
  • Piazza Navona
  • Escadarias da Praça de Espanha

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  • Praca de Espanha

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  • Castelo de Sao Angelo

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  • Monumento Vitor Emanuel

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  • Monte Capitolio

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No Vaticano visitamos a Praca de Sao Pedro e o Museu do Vaticano.

 

 

 

 

 

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Interrail – o nosso roteiro

Um dos problemas de começar o Interrail em Portugal e’ a distância do nosso país ao centro da Europa. Claro façam este interrail com tempo nao ha problema nenhum, mas nós já trabalhavamos na altura e tinhamos o tempo contado, como tal decidimos poupar os 2 dias de ida e os 2 de regresso voando para o primeiro destino e do último para Portugal.

Assim, no nosso roteiro ficou:

Voo Lisboa – Roma

Dia 1 a 3 (31/07 a 02/08) – Roma

Dia 4 e 5 (03/08 a 04/08) – Viena

Dia 6 (05/08) – Bratislava

Dia 7 e 8 (06/08 a 07/08) – Budapeste

Dia 9 e 10 (08/08 a 09/08) – Prague

Dia 11 (10/08 a 13/08) – Holanda

Voo Eindhoven – Porto

 

 

 

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Interrail

Há 10 anos atrás embarcamos para a nossa primeira grande viagem. Durante 14 Dias percorremos de comboio seis paises.

Na verdade eu não queria fazer esta viagem. Mas vários amigos fizeram e o J. insistiu muito. Tentei negociar fazermos um interaereo (so com aviao!) mas o máximo que consegui foi viajarmos de avião para o primeiro destino e regressar de avião para Portugal. Passamos por Italia, Austria, Eslovaquia, Hungria, Republica Checa e Holanda.

E então o que e’ o interrail? O interrail e’ um passe que lhe permite viajar de forma livre por toda a Europa sem limite de viagens. O passe mais conhecido e’ o Interrail Global pass que da para viajar em 31 paises da europa. Existem 5 modalidades de bilhete de interrail:

  • 5 ou 7 dias num mes
  • 10 ou 15 dias em dois meses
  • 15 dias seguidos
  • 22 dias seguidos
  • 1/2/3 meses seguidos

Nós optamos por fazer a opção de 7 dias no prazo de um mês que lhe permite utilizar 7 dias de comboio a escolha dentro do período de um mês.

Existem descontos consoante a idade, e devido as características da viagem, sugiro que o façam bem novos, não mais de 25 anos :).

Nos próximos posts irei falar sobre como se preparar para uma viagem destas e os pormenores que tem de preparar.

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Sicília- Palermo a Agrigento

Creio que já falei por aqui que percebemos rapidamente que os 3 dias que íamos passar na Sicília não seriam suficientes para ver toda a ilha. Como o J. tem um amigo cuja família é da Sicília ele deu-nos imensas dicas para fugirmos um pouco do circuito turístico que normalmente fica do lado este da ilha. Ah, e antes que se questionem, o Etna estava em erupção quando fomos lá pelo que estava interdito a visitas.

E então onde fomos? Decidims concentrarn a viagem na Costa norte, oeste e sul (até Agrigento).

Dia 1

piscina do hotel estava óptima pelo que a viagem começou bem mais tarde do que estávamos a espera. Fizemos uma estrada cénica em direção a oeste e paramos para almoçar em Erice, uma vila que parece parada no tempo no topo de uma montanha.

Depois de almoço seguimos até Sciacca onde visitamos o castelo encantado.

Acabamos o dia a dar um mergulho na praia mais próxima

Pernoitamos em Agrigento.

 

Dia 2

Da parte da manhã visitamos o centro histórico de Agrigento e da parte da tarde a livraria dos turcos, uma escadaria natural, feita pela erosão do mar na rocha, o ponto mais conhecido da ilha.

Conduzimos até Cefalu, onde chegamos mesmo a tempo do por do sol

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Dia 3

Começamos o dia a visitar o santuário de Gibimamna, uma igreja bem no tipo de uma colina com vistas de fazer cair qualquer queixo.

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Depois de almoço fomos até Palermo onde percorremos os principais pontos da cidade

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Alojamento na Sicília

Quando começamos a procura de alojamento na Sicília percebemos muito rapidamente que a oferta se concentra muito em alojamento local, em arrendar quartos em casas, o que não é bem a nossa cena. Embora viajemos com um orçamento em mente já não dispensamos a segurança de um hotel. Assim sendo tentamos concentrar a procura em hotéis convencionais mas os preços eram do outro mundo (cerca de 200 euros por noite!). Desistimos então e embora na primeira noite tenhamos ficado num hotel, nas duas noites seguintes ficamos em alojamento local.

A primeira noite foi num hotel nos arredores de Palermo, o Hotel Bel 3. O caminho sinuoso até ao hotel assustou, mas quando acordamos na manhã seguinte percebemos que a vista era fantástica. Assim sendo decidimos adiar os planos da manhã e ficamos a aproveitar a piscina. O pequeno almoço está provavelmente entre os melhores que já comi, com imensa variedade! Não tirei fotos mas vão por mim, vale mesmo a pena!

Hotel Bel 3, Palermo –  £55/64€  com pequeno almoço (óptimo preço!)

Na segunda noite ficamos em Agrigento, num alojamento local que tivemos de marcar a última da hora porque o que tinhamos marcado cancelou dois dias antes da viagem. Este era bem mais simples mas tinha a vantagem de ter uma cozinha (que não usamos!).

B&B IL Gigante – £46/53€ com pequeno almoço

Por fim, na última noite ficamos em Cefalu, uma cidade bem turística (e bonita!). O staff era super simpático mas o alojamento foi uma desilusão. A casa de banho ficava fora do quarto e como fomos os últimos a tomar o pequeno almoço já não havia nada…

Ma&Mi B&B – £57/66€ com pequeno almoço

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Sicilia – Impressoes

Setembro inaugurou uma temporada de viagens. Não as verao por aqui apenas porque foram visitas a familia e afins, pelo que nao ha muitas novidades nestas novidades.

A Sicília não foi escolha minha. Foi-me oferecida pelo J. como prenda de aniversario (a melhor prenda que me podem dar!!) e era já um desejo dele há muito tempo!

Desta vez não teremos o post habitual com os custos apenas porque como foi uma oferta não tenho ideia dos custos todos. No entanto ele pediu-me para olhar para os hotéis que tinha escolhido e os preços andavam a volta das 55~65 libras/euros.

Sobre a Sicília posso dizer muito e tão pouco. Primeiro, alugar carro é imprescindível! Nós alugamos com a interrent (a Ryanair do rent a car). Não se admirem se o carro estiver todo batido, mas não se esqueçam de pedir que todos os estragos estejam assinalados no check in para evitarem doces surpresas quando devolverem o carro. Depois, na verdade precisam de pelo menos uma semana para visitar a Sicília. Nós só fomos 3 dias e vimos uma pequena parte do norte, nordeste e sudeste da ilha. O nosso trajeto incluiu zonas menos turísticas porque foi feito de dicas de um amigo do J. que tem raízes neste ilha. A última impressão é que têm de esquecer a Itália monumental que conhecem do norte. Já perceberam nesta altura que nos nos amamos Itália. Tentamos ir pelo menos uma vez por ano, sendo que este até fomos duas, quando visitamos Bolonha! O sul da Itália e a Sicília são pobres. Não há miséria mas nota-se bem que não há abundância… A um nível que não me recordo de ver em Portugal, com exceção da Madeira.

Mas a Sicília é linda!!! O sol a dourar aquela terra, as cidades pequeninas que têm um charme único, as estradas cénicas…

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Bolonha

Guardamos Bolonha para domingo. Na verdade o plano era levantar cedo e visitar Bolonha de manhã e algo mais a tarde mas o cansaço venceu e levantamo-nos mais tarde…

Percebemos pelas pesquisas que Bolonha não era assim tão bonita, nem tinha muito para ver. No entanto nao queríamos deixar de visitar.

Comecamos pela Plazza Maggiori. E’ aqui que se concentra a maior parte das atrações, pelo que recomendo que fique bastante tempo a apreciar os edificios, estátuas e pessoas.

E’ nesta praça que vai encontrar a Basílica de São Petrônio, o Palazzo d’Accursio e a Fonte de Neptuno.

 

(ADICIONAR FOTO DA FONTE)

Por fim visite a prova que os italianos são grandes arquitetos mas nao sao grandes engenheiros! Até visitar Bolonha pensava que Pisa tinha a unica torre inclinada mas estava enganada. A torre degli asinelli, embora não tenha o mesmo esplendor da torre de Pisa dá-nos a mesma sensação de que vai cair a qualquer momento.

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Acabamos o dia a almoçar na Osteria dell’Orsa. Esta dica foi de uma blogger que sigo ha muitos anos que por sua vez recebeu de uma guia local. A primeira coisa que me vem a memória quando falam em Bolonha e’ sem dúvida esparguete a bolonhesa. Eu amo massas e esparguete a bolonhesa ainda mais! Como tal, mal soubemos deste espaco ficou logo decidido que era ali que iamos almocar. Fica um bocado longe da zona turística (OPTIMO!) e preparem-se para esperar pelo menos uma hora se forem ao fim de semana a hora de almoco. Mas valeu MUITO a pena! Eu comi um esparguete a bolonhesa (que se  chama Tagliatelle al ragu por aqui) e o J uma lasanha. Para sobremesa eu dispensei mas o J. babou-se por um salame (sobremesa preferida dele). Se não se importarem de esperar e’ sem duvida um sítio que recomendo!

 

 

 

 

 

 

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São Marino e Bolonha – impressões e custos

Em março aproveitamos um fim de semana para rumar a sul, a aproveitar o sol de inverno e conhecer mais um micro país, São Marino.

São Marino e’ a república mais antiga do mundo fundada por volta do ano 300 depois de Cristo. Situada a cerca de uma hora de Bolonha e rodeada pela Itália este país é conhecido pela fórmula 1 e por ser um paraíso de compras com tax free.

Como o país em si não tem muita coisa para visitar (embora tenha sido o nosso micro-país preferido se retirarmos o Vaticano da lista) e ficar na cidade de São Marino era bastante acima do que queriamos pagar aproveitamos para ficar em Rimini que usamos como base para o resto da viagem. Rimini e’ uma estância balnear frequentada principalmente por italianos. Como estávamos em época baixa (Marco), apanhamos uma mega promoção e pagamos apenas £32 por um hotel optimo, numa suite fantástico com dois quartos e varanda e um dos melhores pequenos almoços que experimentamos nos últimos tempos. Só temos pena de não ter lá ficado na primeira noite, tivemos de ficar num hotel perto do aeroporto porque chegamos demasiado tarde para conseguirmos alugar carro.

No domingo acordamos bem tarde e seguimos para Bolonha, que nao deixou saudades… Falarei mais desta cidade num próximo post.

Aqui vai o resumo dos custos:

Voo: £114/€133,23 para os dois pela Ryanair. Compramos uma mala de mao que dividimos (ja incluido neste custo)

Hotel primeira noite: £78.67/€91.94

Hotel segunda noite: £32/€37.40

Aluguer de carro: £23.35/€27.29

Custos la: £244.08/€285.25

Total: £492.1/€575.10

Total por pessoa: £246.05/€287.55

Total por pessoa por dia: £82.02/€95.85

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Cinque Terre

Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore! Sao estes os nomes que juntos formam Cinque Terre, o destino que se tornou muito popular nos ultimos anos. Varias historias foram inventadas nos ultimos anos mas Cinque Terre continua aberto a todos os turistas que pretendam visitar. Na verdade existem planos para limitar a entrada de turistas nos percursos a pe pagos mas nao so isto nao esta em vigor como isto sera implementado eventualmente nos trilhos pagos, o que nao impede ninguem de visitar as vilas.

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Esta foi mais uma viagem que tivemos o prazer de partilhar com amigos, mais concretamente com a I e com o G

Existem tres formas de visitar estas vilas:

  • A pe – existem trilhas entre as 5 vilas que sao gratuitas fora da primavera/verao. Como fomos em Marco nao pagamos mas tambem so 2 dos 4 percursos estavam abertos. Convem verificar isto antes de ir
  • De comboio – existem comboios que ligam as 5 vilas, mas vao perder as vistas fantasticas das montanhas
  • Visita guiada – de barco ou de carrinha, para todos os gostos. Aqui vao alguns exemplos para diferentes bolsos

A melhor forma de chegar a Cinque Terre e’ apanhar um voo para Milao e dai um comboio ate Monterosso ou Riomaggiore (dependendo de onde quer comecar). De Milao ate Monterosso sao cerca de 3 horas de comboio.

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Se for fazer o percurso a pe sugiro que fique duas noites na zona para puder recuperar. Se for fazer de comboio muito corrido consegue num dia. No nosso caso que fizemos parte do percurso a pe e o outro de comboio ficamos duas noites e dois dias. Foi suficiente para aproveitarmos bem!

Existe um problema em Cinque Terre que espero que seja solucionado em breve. Nao existem cacifos publicos onde se possam deixar as malar. E em terras como Corniglia em que vai subir CENTENAS de degraus da estacao ate a vila nao vai agradecer ter de carregar as suas malas. Se ficar na zona sugiro que deixe as malas no hotel e as recolha ao final do dia, mesmo que isso implique que ande para tras e para a frente de comboio.

Quanto ao que ver sou sincera, as terras sao pequenas, a atracao turistica e’ a propria vila e a forma como foram construidas no meio das montanhas. Por isso mesmo estamos perante mais um caso de ande, veja, aproveite 🙂

Monterosso

Vernazza

 

Corniglia

 

Manarola