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Bodrum (Turquia) – custos e impressões

Pela primeira vou trocar a ordem que publico as viagens. A Turquia na verdade aconteceu depois de uma viagem a Itália mas esta vai demorar mais a escrever porque teve bem mais conteúdo interessante para diferentes posts.

Vou começar desde já pelo menos positivo apenas para arrumar o assunto. Sabem o ditado de à terceira é de vez? Pois por aqui também foi. Depois de uma viagem a Grécia e outra a Itália sem problemas estávamos na Turquia quando o governo britânico, sem aviso nenhum, resolve cortar a Turquia dos países sem quarentena o obrigatória à chegada. Não vou comentar sobre esta decisão mas isto fez com que a viagem fosse cortada no último terço. Paciência, são as regras do Jumanji que este 2020 se transformou. O outro ponto menos positivo é que a Turquia, ao contrário da Grécia e da Itália, não me aquece o coração. Entre uma semana de trabalho e uma de descanso na Turquia nem hesito em escolher a segunda, mas nunca me consegui apaixonar. Não aconteceu com Istambul, não aconteceu com Bodrum…

Tirando isso correu tudo bem! Marcamos esta viagem 3 dias antes de viajar, a escolha de hotéis era limitada pelo que estávamos com receio mas tendo em conta que pagamos 500 euros por 7 dias num hotel de quatro estrelas para os dois… Com TUDO incluído não me posso queixar mesmo! Estávamos com algumas reticências mas posso dizer que nao fizemos nenhuma refeição fora do hotel.

O voo foi, uma vez mais, um reagendamento da easyJet pelo que o preço que pagamos não reflete a tarifa que teríamos de pagar quando reservamos.

Quanto a custos no local não tivemos muito. Levantamos 50 libras no início da semana e trouxemos ainda o equivalente a 20 em liras turcas.

Finalmente só uma informação. Bodrum é o paraíso da falsificação de roupa. O J. esqueceu-se dos calções de banho e dos óculos de sol e liga ZERO a marcas… Não teve outra opção se não comprar falsificações, não há artigos sem marca! Ficamos abismados…

Viagens

Quando a vida (ou o governo) te dá uma limonada bem ácida

(post escrito em Outubro/2020)

Bem sabia que corria este risco… Decidi continuar a viajar, mesmo sabendo o risco. Escolhi SEMPRE destinos que o governo achava seguro, nunca fui contra as indicações deste. Conhecia o risco, aceitei entrar no jogo…

Quando o governo do reino unido anuncia, completamente de surpresa, que retirou a Turquia da lista de países autorizados a viajar senti que o chão me fugia. Embora tenha hipótese de trabalhar de casa isso afeta a vida de MUITA gente. Começamos a pesquisar voos e claro, caos… Não havia voos diretos para Londres, os voos com uma escala estavam a preços RIDÍCULOS! O J. ficou para trás para o estrago financeiro não ser tão mau e eu voei de regresso a Londres, 3 dias mais cedo do que era suposto. Interrompemos umas férias fantásticas porque o governo inglês, TRÊS meses depois, resolve que não confia nos números da Turquia. Sem avisos prévios e mudando completamente as indicações que tinha publicado e atualizado durante três meses decidiram que afinal a Turquia já não é segura… Colocaram a vida de milhares de pessoas em risco durante 3 meses dizendo que era um destino seguro. Eu estranhei os números, ri-me até com o meu pai, mas nunca pensei que o governo fosse tão ingénuo durante três meses…

Ao mesmo tempo uma deputada da assembleia após ter feito um teste de Covid decide aparecer em público para fazer um discurso na assembleia e a seguir apanha um comboio até a Escócia sem conhecer o resultado do teste (que, já agora era positivo!!!!). É caso para perguntar “se os nossos políticos não querem saber das regras, para que é que eu as sigo?”. Não se esqueçam que foi neste país que tivemos um primeiro ministro que resolve ir a um hospital cheio de casos de Covid apertar mãos e fica em estado crítico depois de contrair esta doença.