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Singapura – Dicas

Este sera o ultimo post sobre Singapura, prometo. Os seguintes serão sobre o Vietname, a paragem seguinte desta viagem. No entanto não queria deixar de passar algumas dicas. Umas que li antes de ir e outras que me tinham dado TANTO jeito se soubesse!

  • Autocarro – esta e’ a melhor forma de se deslocar entre zonas da cidade porque abrange toda a cidade. No entanto tem de ter dinheiro certo ou pagar com Mastercard. Isto não está em lado nenhum escrito e os motoristas não falavam inglês pelo que tivemos de pesquisar para perceber porque raio não conseguiamos pagar com cartão. O meu Revolut e’ Visa e como tal não passava. Felizmente fiz recentemente um Monzo e e’ Mastercard, pelo que la me safei
  • Dinheiro – Dólares americanos nao sao aceites em lado nenhum. Tem de trocar ou levantar nos multibancos. Não me recordo de os multibancos terem taxas de levantamento mas convém confirmarem :). Na verdade como usamos o Revolut pagamos sempre que possível com cartão.
  • Regras e mais regras – Singapura e’ o país das regras. Desde as mais básicas como proibição de roubar e cuspir no chão até trazer ou usar pastilhas elásticas. Pesquisem bem antes de irem para não terem surpresas.
  • Seguranca – Singapura e’ SUPER segura. Alias, não tivemos problemas nenhuns de segurança mas aqui foi mesmo fantástico! Quando marcamos hotel não fizemos grande pesquisa e depois descobrimos que a zona não era grande coisa. Quando chegamos lá não percebemos o motivo da fama, super porreira a zona, embora um bocado fora de mão.
  • Nivel de vida – Singapura e’ cara, CARA mesmo! Pagamos quase 50 euros por dois ramens no primeiro almoço e ficamos doidos! No entanto como o nosso hotel ficava numa zona afastada aproveitamos e fizemos o máximo de refeições lá que eram substancialmente mais baratas!
  • Aeroporto – O aeroporto e’ super giro. E’ considerada uma das atrações de Singapura. Como o nosso voo era bastante cedo não passamos lá muito tempo mas o que vimos foi muito giro!
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Singapura à noite

Depois do primeiro post sobre Singapura durante o dia aqui fica a segunda parte. Singapura é uma cidade/país de edifícios. Mesmo os gardens by the bay foram criados pela mão humana e percebemos rapidamente que valia a pena explorar a cidade durante a noite. Normalmente nós não somos muito de explorar sítios de noite, a não ser que exista um motivo muito forte. Gostamos de ir para a caminha cedo, dormir bastantes horas.  Com a quantidade de viagens que fazemos ao longo do ano não dá para abusar muito pois sabemos que o corpo vai ceder mais tarde ou mais cedo. Mas em Singapura nós sabíamos que valia a pena.

A primeira dica é sem dúvida passear novamente pela baía. Todos os edifícios envolventes, a city, o marina bay, o museu de arte e ciência e a ponte de Helix são só exemplos de edifícios que ficam lindos de noite! Por uma questão de espaço não pudemos levar a nossa máquina e, como tal, as fotos de noite não ficaram nada de especial…

E depois porque existem dois espetáculos de luz e cor todos os dias, um na marina e outro no gardens by the bay. Ambos gratuitos e com várias sessões por noite.

O espetáculo da marina, o Spectra, acontece de segunda a quinta às 20h e as 21h, e à sexta e sábado às 20h, 21h e 22h. Cada espetáculo dura cerca de 15 minutos e o melhor sítio para ver é do lado do marina bay sands.

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O espetáculo dos jardins acontece nas famosas árvores diariamente as 19:45 e às 20:45. Na noite em que fomos o tema era sobre Retro Fever. Dos dois espetáculos este foi sem dúvida o meu preferido. Não sei se foi do cansaço, do jet lag ou um momento de pura felicidade mas chorei durante este espetáculo. Na verdade acho que foi por me aperceber que estava a iniciar uma das viagens da minha vida e da sorte que tenho em ter estas experiências. Seja qual for o motivo foi LINDO!!

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Podem ver um video que fizemos aqui.

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Singapura de dia

Quando estava a pensar como iria estruturar este post foi muito fácil para mim pensar como iria dividir a temática. Singapura e’ uma cidade completamente diferente de dia e de noite, pelo que faz todo o sentido dividi-la assim. Não por zonas, como habitualmente faco mas por alturas do dia. Nesta cidade faz sentido que se levante um pouco mais tarde para poder ter energia ate ao final do dia. Foi em Singapura que batemos o recorde dos recordes com quase 27 quilómetros percorridos num só dia… E antes que perguntem sim, nos usamos transportes públicos!

A maioria das atrações em Singapura ficam situadas a beira da marina. O Singapore Flyer (apelidado carinhosamente de o London Eye la do sítio), o Marina Sand Bay, o museu de arte e ciência, o Merlion e os Gardens by the bay.

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E a melhor forma de explorar a zona e’, sem dúvida, a pe. Ate porque não há grandes transportes nesta zona.

Nos começamos pela zona norte. Apanhamos um autocarro do hotel até esta zona e caminhamos pela margem oposta onde podem encontrar as principais atrações. Atravessamos a ponte Helix (ótima para tirar umas fotos também), tiramos umas fotos ao museu de arte e ciência e entramos no centro comercial Marina Bay Sands para almoçar e descansar (foi o nosso primeiro dia depois de um voo de 13 horas, não queríamos exagerar).

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Depois de almoço visitamos o Gardens by the Bay, que foi o que mais gostei na cidade toda. Que paraíso na terra! Com 101 hectares e 2 milhões de plantas, prepare-se para ser deslumbrado. A entrada no jardim e’ gratuita, no entanto algumas das áreas são pagas. Das áreas pagas nos visitamos o dome das flores e das nuvens assim como o skyway. Todos eles valeram MUITO a pena!

Passamos a tarde toda no jardim (e ainda voltamos no dia seguinte para fazer o skyway, não tivemos tempo no sábado) e valeu super a pena!

No primeiro dia não fizemos muito mais porque fomos tomar um café com um ex-colega do J. que se mudou para Singapura. Foi super interessante, senti que conheci um pouco da cultura de Singapura mais a fundo!

Finalmente, e uma vez que o Merlion está a ser remodelado passamos num outro bem mais pequeno mas uma cópia exata, so para registar.

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No segundo dia era suposto irmos a Sentosa para o parque da Universal. Mas bateu a preguica, lemos reviews a dizer que havia filas de horas e desistimos. Assim sendo decidimos explorar um pouco mais um lado de Singapura menos conhecido, visitando bairros como Little India e Little China. Valem os dois super a pena se tiverem tempo!

 

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Singapura – impressões

Há poucos sítios no mundo no qual diria “não me importava de viver aqui”. O Dubai foi um deles, Singapura outro. No entanto não conseguiria viver no longo prazo, teria de ser um projeto a mais curto prazo, 2 a 5 anos no máximo (é demasiado longe de Portugal).

A cidade surpreendeu-nos muito! Apenas ficamos 2 dias, mas o motivo foi simples. Singapura, a par com Kuala Lumpur e Bangkok Sao hubs para o resto da Ásia. E como andamos numa altura da nossa vida que queremos explorar muito a Ásia sabemos que mais tarde ou mais cedo vamos lá voltar!

A cidade é super organizada, segura e…. Quente! Foi a primeira paragem desta viagem pelo sudoeste asiático e custou. No primeiro dia paramos várias vezes para descansar, recuperar o fôlego porque já não aguentavamos o calor…

Tenham em atenção onde ficam… Embora o país seja seguríssimo (não se esqueçam que existem aqui as regras mais esquisitas do mundo!) ficamos numa zona de reputação duvidavel e um bocado longe do centro… Não digo que fiquem no marina bay mas escolham algo mais central.

Por fim a arquitetura! Se têm um interesse por esta área este é o vosso destino. Barcos em cima de arranha céus? Check! Árvores de metal? Check! Jogos de luz e cor? Check!

Há muita gente que termina a viagem pela área que fizemos nesta zona. Dizem que é bom para fazer a transição entre a viagem e a realidade. Nós fizemos o oposto e  na verdade também funcionou. Aqui têm a arquitetura e ordem europeia com a comida e costumes asiáticos!

Vamos lá então começar a série de posts sobre Singapura!

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Sudoeste Asiático – vistos para Singapura, Vietname, Cambodja e Tailândia

Comecemos então pelos vistos. Singapura e Tailândia foram super simples. Cidadãos portugueses que fiquem menos de 30 dias não precisam de visto. É só chegar e entrar! Claro que terão de preencher um papel que vos e’ dado no aviao, apresentá-lo na fronteira mas depois é só mostrar o passaporte e levar um carimbo.

Quanto ao Vietname e o Cambodja já não é bem assim. Antes que avance na explicação tenham em atenção que isto apenas é válido para cidadãos portugueses que entrem pelo aeroporto de Hanói (Vietname) ou Siem Reap (Cambodja). E nunca se esqueçam de dar uma passada no site oficial dos países, pois procedimentos mudam com os tempos.

Vietname

O visto para este país divide-se em duas partes: uma pré aprovação/carta convite feita antes e o visto quando se chega. O pré-visto é feito online e pode ser feito por várias agências, sendo que nos fizemos por aqui. Dias depois recebemos a tal carta de convite. Não se assustem se virem outros nomes na carta, e’ assim mesmo, só tem de pesquisar pelo vosso.

Depois a chegada existe a segunda parte. Para esta parte tem de fazer download deste formulario e preenchê-lo. Levem $25 por pessoa em dinheiro que terão de pagar a chegada. Para alem deste formulario tem de apresentar a carta convite, uma foto extra e o vosso passaporte.

Mas há um passo importante que não encontramos em lado nenhum nas nossas pesquisas e que é importante mencionar. Quando aterrarem no aeroporto vão encontrar o serviço de fronteiras. No entanto antes de irem para esta fila têm de ir para uma outra para levantarem o visto propriamente dito. O balcão para fazer isto fica em frente a do serviço de fronteiras. Primeiro entregam o pré-visto e o formulário preenchido, uma foto (embora todos os sítios tenham dito uma foto nós só precisamos de duas), o passaporte e esperam (há uma zona de espera). A vossa foto e nome aparecerá num ecrã depois (esperamos uns 20 minutos porque quase não havia fila) e então recolhem os passaportes e fazem o pagamento dos $25 por pessoa (em dólares, não se esqueçam!). Então aí, com o vosso passaporte na mão é que vão para a fila de emigração. Nós perdemos bastante tempo porque não sabíamos deste passo importante!

Cambodja

O visto do Cambodja e’ super simples. Basicamente apenas tem de pedi-lo com antecedencia neste link, e quando o receberem tem de imprimir e trazer convosco. Nenhuma taxa tem de ser paga a chegada uma vez que já pagaram quando pediram o visto online. Quando chegarem ao aeroporto podem ir diretos para o serviços de fronteiras usando os balcões que dizem e-visa.

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Sudoeste Asiático – Introdução e Itinerario

Esta serie de posts vai ser longa, provavelmente vai durar mais de dois meses, só para avisar 🙂 . Eu pessoalmente prefiro posts curtos e varios do que um longo que nunca vou ler 🙂

Programar uma viagem para esta parte do mundo nao e’ facil, principalmente quando temos pouco tempo. Assim sendo aqui ficam alguns fatores que tivemos em conta quando decidimos o itinerário:

  • Singapura e’ um hub para a viajar na Ásia, sabemos que mais tarde ou mais cedo vamos la voltar pelo que escolhemos não passar muito tempo
  • O objetivo de ir ao Vietname era ir a Ha Long Bay, pelo que não passamos muito tempo em Hanoi
  • No Cambodja apenas queríamos visitar os Templos de Angkor
  • Na Tailândia não queríamos mudar todos os dias de hotel pelo que dividimos o tempo por dois sitios (no sul). Tambem sabiamos que nao queriamos ir a Phuket pelo que apesar de utilizarmos o aeroporto nem la paramos
  • Bangkok também é um hub para viajar na Ásia, motivo pelo qual escolhemos passar apenas dois dias lá

Assim sendo aqui vai o itinerário:

18/04 – embarcamos as 21:35 de Londres para Singapura chegando no dia seguinte ao final do dia (voo direto com a British Airways)

20 e 21/04 – Singapura

22/04 – voamos para Hanoi de manha

tarde de 22 e manhã de 25 de Abril – Hanoi

23 e 24/04 – Cruzeiro na baía de Ha long.

25/04 – voamos para Siem Reap (Cambodja) ao final do dia

26 e 27/04 – Visitar templos de Angkor

28/04 – voamos para de Siem Reap para Phuket  bem cedo. Ficamos duas noites nas ilhas Phi Phi e 3 noites em Ao Nang.

03/05 – voamos de Krabi para Bangkok ao final do dia

4 e 5/04 – Bangkok

06/05 – voamos para Londres às 11:30 hora local chegando às 18:20 do mesmo dia.

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Massada e o Mar Morto

Jamais arriscaria ir sozinha. Quando fui as coisas não estavam muito estáveis entre Israel e a Palestina e para chegar ao Mar Morto sabia que tinha de ir a Palestina. Assim sendo reservei uma visita através do viator. Na altura nao percebi bem porque e’ que nao havia visitas ao Mar Morto sozinhas, todas tinham Massada incluidas. Achei que seria pouco tempo no Mar Morto, que me iria arrepender. Mas nao, as empresas tem razao. Ninguem aguenta muito tempo no Mar Morto, ainda pior neste dia em que estavam 48 graus. Sim, QUARENTA E OITO GRAUS!!

A visita que fiz comeca por Massada. Esta cidade em ruinas fica localizada no cimo de um planalto, cujo acesso, antes de ser construido o teleferico era apenas feito por uma estrada que serpenteia a montanha. A localicazao desta cidade mostra o quao a seguranca era importante na altura da construcao. A primeira ocupacao do local foi feita pelo rei Herodes, que aproveitou as caracteristicas do local para cosntruir um palacio. No entanto, a historia mais conhecida deste local e’ o cerco de Massada. A cidade foi atacada no ano 70 pelos romanos, que construiram uma enorme rampa pelo lado oeste e conseguiram tomar de assalto a cidade. No entanto, os rebeldes que habitavam este local fizeram um suicidio em massa apenas para nao serem capturados.

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De seguida paramos num resort junto ao Mar Morto, onde podemos experienciar este local unico no seu esplendor. O Mart Morto recebeu este nome porque a sua concentracao de sal e’ tao grande (10 vezes maior do que no oceano) que faz com que nao seja possivel nenhum animal sobreviver neste meio. Se algum peixe desagua do Rio Jordao (que alimenta este mar) morrera imediatamente. Se um ser humano beber um copo de agua deste mar o mais certo e’ passar desta para melhor (ou pior!!). Em 60 anos (entre 1954 e 2014)o Mart Morto perdeu cerca de 35% da sua superficie, devido ao aumento de captacao de aguas do Rio Jordao pela Jordania e Israel, uma vez que e’ a unica fonte de captacao de agua doce da regiao, e pela extraccao descontrolada de potassio pelas industrias que se instalaram nas margens deste mar nas decadas de 40 e 50. Devido ao desaparecimento das aguas do Mar Morto, e’ aqui que se situa o desnivel mais baixo da terra a superficie. Em 2014 este desnivel ja era de 427 metros.

E agora a experiencia. Nao esperem dar um mergulho neste mar para refrescar. A temperatura da agua era de mais de 30 graus no dia em que visitei. Depois se tiverem o azar de entrar uma micro gota nos olhos preparem-se para arder MUITO! Mas se compensou? Sem duvida! A sensacao de flutuar no mar morto, fazer uma mascara com lama do mar morto foi unica!!

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No total paguei £69/€77.58 e marquei aqui.

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Yad Vashem

Um dos meus escritores preferidos (Daniel Silva) tem uma colecao de livros sobre um espiao Israelita, Gabriel. Varias vezes durante os livros encontrei referencias ao museu Yad Vashem, pelo que sabia que o queria visitar quando fosse a Israel.

Este museu dedica-se a homenagear todas as vitimas do Holocausto. Estima-se que cerca de 6 milhoes de judeus foi extrerminados em campos de concentracao e impunha-se esta homenagem do estado de Israel.

Este espaco que conta com cerca de 18 hectares inclui o museu de historia do holocausto, o memorial das criancas, a sala da memoria, o museu de arte do holocausto, esculturas, uma sinagoga entre muitos outros espacos que merecem uma visita. Calce algo confortavel e conte com pelo menos uma tarde para visitar este museu.

Antes de entrar lembre-se do quao cruel o holocausto foi. Prepare-se para ser chocado com imagens, videos e relatos de quem ficou para contar a historia. Prepare-se para ver descendentes de sobreviventes chorarem, e nao se admire se deitar uma lagrima ou outra. Nao aconselho de todo que leve criancas para este espaco.

O edificio do museu da historia do holocausto foi construido em forma de prisma triangular. Tem 180 metros de comprimento e a maioria do espaco e’ subterraneo. Os 180 metros de comprimento rasgam a montanha e dao natural ao corredor central.

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Imagem retirada daqui
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Imagem retirada daqui

 

Horario de Abertura

Domingo a Quarta: 08:30-17:00

Quinta:  8:30-20:00

Sexta e vespera de feriado: 08:30-14:00

Fechado ao sabado e em feriados judaicos

Entrada gratuita

 

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Jerusalem – Monte das Oliveiras

Por norma não costumo fazer tantos tours numa viagem só. E’ a limitação das horas, pelo custo e porque gosto de visitar mais independente. Mas o calor e o facto de estar sozinha fez com que decidisse fazer esta tour com a mesma empresa com quem fiz a Free Tour. E tenho noção que neste caso foi muito importante fazer esta visita acompanhada por pessoas que puderam explicar o quão importante e ligada a vida de Jesus esta montanha.

O início da visita começa com uma boleia ate ao topo do Monte das Oliveiras. E e’ muito bem-vinda, especialmente quando a caminhada ate ao topo do monte e’ tão íngreme e estava tanto calor!

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O primeiro ponto da visita foi a Igreja da Ascensão. Tal como o nome indica e’ aqui que se pensa que Jesus Cristo pisou pela última vez a terra e ascendeu ao céu. A igreja foi construída a volta da “pegada” de Jesus Cristo. Uma vez que Jesus e’ também uma figura importante na história islâmica não será de estranhar que na verdade esta igreja está entregue há muitos séculos aos cuidados de uma família islâmica.

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Imagem retirada daqui

O ponto seguinte foi a Igreja do Pai Nosso. Não e’ difícil perceber que foi neste espaço que, segundo a lenda, Jesus ensinou os apóstolos a rezar o Pai Nosso. Para além da gruta onde se julga que este episódio tenha acontecido, o interessante de ver neste espaço são as centenas de azulejos onde se podem ver esta oração em centenas de dialetos e línguas que se podem encontrar no mundo todo.

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O Cemitério Judeu, e’ sem dúvida, o ponto central desta visita. Segundo a crença judaica (e muçulmana) o Dia do Juízo Final irá acontecer aqui, e como tal o cemitério Judeu no monte das Oliveiras e’ disputado por judeus e muitos pagam muitos milhares de euros por um espaço aqui. Outro facto interessante e’ que não irão encontrar muitas flores neste cemitério (se e’ que alguma!). No entanto irão encontrar pedras em cima dos túmulos. Isto acontece porque as pedras são consideradas duradouras e, como tal, a homenagem que os familiares e amigos querem prestar aquela pessoa.

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Imagem retirada daqui

A descida pelo monte continua com uma visita a Igreja Dominus Flevit. Esta igreja foi construída no local onde se acredita que Jesus teve uma premonição que Jerusalem seria destruída. A visão que se tem nesta igreja sobre a cidade velha e’ fantástica!

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Imagem retirada daqui

Embora não faça parte da visita passará pela Igreja Ortodoxa Russa (Igreja de Maria Madalena). Esta igreja de cúpulas douradas e’ lindíssima e merece uma visita, no entanto tem horários super restritos. Quando visitei Jerusalém estava aberta a visitas as Terças e Quintas entre as 10 e o meio dia.

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Imagem retirada daqui

O último ponto da visita e’ a Igreja de Todas as Nações. A ligação entre esta igreja e a vida de Jesus e’ que e’ aqui que este rezou pela ultima vez antes de ser preso. O jardim de Oliveiras desta igreja também e’ fantástico pois estima-se que existam oliveiras com mais de 2000 anos aqui! A igreja em si também merece uma visita, principalmente pelo seu tecto único, cujo objectivo e’ representar a noite em que Jesus rezou pela última vez neste mesmo local.

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Imagem retirada daqui

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Jerusalem – Cidade Velha

Jersusalem foi das cidades pela qual mais me apaixonei. Nao foi uma paixao rapida, subita, mas sim um sentimento de inquietude que se instalou ca dentro e que a cada diz mal podia esperar o nascer do sol para continuar a descoberta da cidade.

Sou sincera, escrever sobre Jerusalem nao e’ facil. Ainda me comovo quando penso na viagem. A minha vontade e’ dizer “andem muito para descobrir!” mas correm o risco de perder algum ponto importante, por isso o meu conselho e’ que comecem por fazer uma tour. No meu caso fiz duas: a free tour e a tour pelo monte das Oliveiras. Ambas foram imprescindiveis para que sentisse que de facto estava a aprender realmente a historia da cidade.

Mas comecemos pelo inicio. A cidade velha de Jerusalem esta dividida em quatro bairros: Bairro Judeu, Muculmano, Cristao e Armenio. Cada um destes tem caracteristicas muito unicas e existem pessoas que vivem nestes bairros que passam dias (semanas, meses!) sem sair deles. E’ aqui que vao a escola, trabalham, vao a igreja (ou a sinagoga, ou a mesquita), fazem as suas compras, passam os seus momentos de lazer. E’ importante visitar os quatro para perceber as suas caracteristicas unicas.

Mais cedo ou mais tarde ira certamente passar pela porta de Jaffa. Esta e’ uma das 8 entradas para a cidade velha mas sem duvida a mais conhecida. E’ aqui que encontrara a torre de David.

Siga depois para a Igreja do Santo Sepulcro. E’ aqui que, segundo a historia, Jesus foi sepultado e cruxificado. O fervor dentro desta igreja e’ dos maiores que ja vi no mundo. Verti umas lagrimas aqui dentro, nao minto. Varios grupos cristaos controlam partes da igreja incluindo catolicos, gregos, armenios, russos e existem missas de forma regular la dentro. Uma vez que a igreja e’ partilhada entre varias confissoes a chave desta igreja e’ guardada pela mesma familia muculmana a seculos. Outro facto engracado e’ a existencia de uma escada na fachada da igreja. Esta escada e’ o simbolo do “statos quo”. Foi colocado na fachada na primeira metade do seculo XIX, no entanto nao se sabe por quem, nem muito menos a que faccao da igreja pertence. Assim, como nao existe entendimento sobre a quem pertence, ninguem se atreve a mexer-lhe, sob pena de alterar a ordem e paz que reina nesta igreja.

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Nao se esquecam de percorrer a Via Dolorosa. Esta rua, que comeca na Porta do leao e percorre toda a parte ocidental da cidade velha, termina na Igreja de Santo Sepulcro. De acordo com a tradição, foi o caminho que Jesus carregou a cruz. A rua possui nove das catorze pontes. Os ultimos cinco estao dentro da Igreja do Santo Sepulcro.

Bem perto podem encontrar a porta de Damasco. Esta que e’ a porta mais antiga de entrada na cidade fazia a ligacao a famosa “estrada de Damasco”.

Nao se esquecam de reservar tempo para os Souks. E’ aqui que vao encontrar a verdadeira essencia de Jerusalem. E e’ aqui que vao encontrar tudo o que podem imaginar: de especiarias a bacias, de tunicas a roupa interior, de tamaras a pizza! Em todos os bairros ha um denominador comum, sao um bocado chatos! Eu so fiz compras nos espacos que nao me chatearam, nao tenho paciencia nenhuma!

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O ponto central da cidade velha, para mim foi sem duvida o muro das lamentacoes. Passei por ali diversas vezes, de dia e de noite. Vi pedidos de casamento, Bar Mitzva, muito choro, muita reza. E sim, tambem meti la o meu papel. O muro das lamentacoes e’ o segundo local mais religioso para os judeus. Segundo a historia, esta parede e’ o unico vestigio do templo de Herodes.

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Por fim e’ importante falar na cupula da Rocha. Esta mesquita que fica colada ao muro das lamentacoes e’ mais uma prova como estas religioes tem de partilhar um espaco tao pequeno e como e’ dificil manter a harmonia neste espaco. E’ dificil dizer quando esta aberta. Segundo as pesquisas que fiz so esta aberta de 2ª a 5ª feira, e apenas entre 13:30 e 15:00.

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Isto nao e’ uma lista exaustiva, ha muito mais para ver na cidade velha. Desde as ruinas do Cardo, as igrejas escondidas, sinagogas, varandas que tem uma vista fantastica sobre o muro das lamentacoes, existe muito mais do que visitar apenas os pontos marcados no mapa.