Uncategorized

Blog Vs Vlog

Sei que é estranho numa altura em os vlogs e os canais de YouTube estão a ganhar força eu ter apostado num formato escrito. Existem várias razões para o ter feito. A primeira e o facto de eu não escrever este blog tendo em vista fazer dinheiro com ele. O blog renasceu porque os amigos estão sempre a pedir dicas de viagem. E eu adoro dar dicas, falar sobre viagens, mas passado uns anos já não me lembro de tudo, o que é uma pena. E recorrer aos itinerários que fiz na altura embora ajude não resolve a 100%.

O segundo motivo e porque eu gosto de escrever. Sempre gostei. Para mim escrever é como uma catarse. O meu cérebro anda sempre a mil e escrever é das poucas coisas que eu consigo fazer em que consigo focar-me durante bastante tempo. Por vezes escrevo 3 ou 4 posts por dia, só porque necessito de desviar a minha cabeça de algum problema. E escrever pode ser feito em qualquer lugar, enquanto que filmar não, necessita que se carregue o equipamento, se tenha minimamente um guião, para além de ser muito mais intrusivo.

Outra razão e o facto de eu viver fora de Portugal. Sempre me chateou (mas compreendo) que as pessoas ganhem sotaque, que as construções das frases fiquem esquisitas. E eu comecei a ficar assim. Embora ainda não tenha sotaque a falar, as quase 10 horas por dia que passo a falar inglês estão a fazer com que me esqueça de vocabulário, ou que use palavras esquisita porque tenho dificuldade em me lembrar da palavra adequada e uso uma tradução literal. Para além das palavras que já inventei. E escrever é ótimo para praticar. Tenho plena noção que há muitas frases que gramaticalmente são um desastre de deixar Camões a rebolar no túmulo, facto pelo qual peço desculpa. Também se junta o facto de quando saí do país o acordo ortográfico estava a entrar em vigor mas ainda não era obrigatório, por isso é que vêm por aqui uma misturadela entre palavras com e sem o novo acordo ortográfico.

E a última e simples, embora eu seja consumidora de conteúdo no Youtube (sim, já faço parte do grupo de pessoas que gasta menos de 5% do tempo a ver televisão generalista) eu gosto de ver informações escritas. Embora veja sempre vlogs sobre os locais onde vou é o formato escrito que eu mais uso para planear viagens.

Uncategorized

#adoptdontshop

Não sei se ja surgiu por aqui o facto que termos um gato. Na verdade uma gata, a Shelly. Se me seguem no Instagram ja se depararam com este facto certamente. Se ainda nao seguem sao um ovo podre.

A Shelly na verdade e’ a nossa segunda gata. Adotamos a primeira, a Penny, ha oito anos atras. Na altura que mudamos para o Reino Unido a V. ficou temporariamente com ela, mas o temporario virou demasiado tempo e ela pediu para nao a levarmos mais. Mais do que justo e na verdade, nao ha quem cuide melhor da Penny do que a V e o N. Assim, nasceu a vontade de ter outro gato. E passamos por um longo e penoso processo no Reino Unido para conseguirmos adotar. Varios telefonemas, uma inspecao a casa, formularios, etc. Mas foi assim que a Shelly se juntou a nossa familia. A Shelly veio direta da Romenia para nossa casa. Estranho? Pois, bem sei, mas neste país existem imensos animais a espera de uma casa. É suposto tambem existirem imensos animais a espera de um lar no Reino Unido mas na verdade acabamos por decidir pela World Animal Friends Rehomed que resgata animais na Grecia, Romenia, Chipre, Egipto, so para mencionar alguns. A maioria dos animais resgatados tem algum tipo de deficiencia, motora ou fisica. A Shelly tem uma pequena reducao visual, que nao tem impacto quase nenhum na vida dela.

Mas adotar um gato de rua nao e’ facil, principalmente quando o fazem com gatos adultos. Preparem-se para varios dias em que mal o vao ver. Semanas que nao toleram a vossa companhia ou que aceitem festinhas. Sao avancos e recuos. Mas ha um dia que eles percebem que a nossa casa e’ o lar deles, que nos nao somos o inimigo. E tornam-se doceis, agradecidos. Ficam felizes quando chegam a casa.

20181115_211827.jpg

Muita gente pergunta como fazemos, uma vez que viajamos tanto. E’ simples, em viagens curtas pedimos a amigos para virem ca. Em viagens grandes, ou quando nenhum dos nossos amigos esta por perto contratamos uma cat sitter, que todos os dias passa uma hora com ela, a brincar, dar festinhas, alimentar, tratar da areia. Se viverem na mesma zona que eu mandem mensagem que eu passo o contacto.

Penny, adotada em 2010 atraves da Agir pelos animais

Shelly, adotada em 2016 atraves da World Animal Friends Rehomed

O processo adopcao foi penoso eu quase desisti de adoptar e estava pronta para comprar. Não quero entrar em pormenores mas digamos que se pata ter filhos as pessoas passassem por este processo não existiriam nem metade dos problemas que vemos em famílias. No entanto uma colega minha ao ver o meu desespero encaminhou-me para esta organização e foram fantásticos. Po isso por favor nao comprem animais, adotem!

Uncategorized

(E) migração

Ainda hoje não consigo dizer bem porque decidimos sair do país. Talvez para a minha geração mudar de país é como mudar de cidade. E sinceramente já não me recordo se custou muito ou não.

A palavra emigrante, que faco questao de usar em vez de expatriado (que segundo o dicionário quer dizer o mesmo mas tem um estigma social bem menos pesado), ficará para sempre associada a mim. Se é verdade que não fiz parte da geração que deu o salto, que emigrou sem perspectivas de futuro, que viveu em condições miseráveis para depois vir em agosto num mercedes, a verdade é que não temos neste momento noção do impacto socioeconomico que a emigração de cérebros causou e vai ainda causar a Portugal.

A minha geração emigrou com emprego (não foi o meu caso, eu emigrei para acompanhar o sonho do J), com salários competitivos, para trabalhar nas melhores empresas do mundo. Batemo-nos taco a taco com os nativos pelas melhores vagas, pelos melhores salários. Estamos integrados na sociedade, de igual para igual. Temos amigos ingleses, escoceses, moldavos, espanhois, irlandeses. Vivemos num melting pot. O nosso portugues em casa já e preguiçoso, mistura o inglês com o português. Mas fora da nossa casa falamos um português corretíssimo, sem sotaque. Ouvimos tanto a BBC como a rádio comercial, porque queremos saber o que se ouve cá. Viajamos para Portugal cerca de 6 vezes por ano, chegando a ver a família e os amigos mais vezes do que quando cá vivíamos. Sabemos das gravidezes e dos noivados por WhatsApp mas não faltamos a um casamento e visitamos os novos rebentos.

Este é o retrato do novo emigrante, que na verdade é só um amigo que vive mais longe.

Como amo a globalização….

Uncategorized

Israel – impressoes

Se existem viagens com história, a minha viagem a Israel e’ sem dúvidas uma delas.

Esta viagem não estava de todo nos planos. Mas a empresa do J. pediu-lhe que fosse a Israel uma semana para uma formação e eu colei-me. Mas a última da hora a formação foi alterada e o meu voo não era reembolsável. O que fazer? Pois fui sozinha! Nao disse a família (o meu pai teria tido um ataque cardíaco no mínimo), mantive o registo nas redes sociais apenas no Instagram (nem a minha irmã nem o meu pai tinham na altura) e fui! Não fiquei num hotel tão espectacular como o que a empresa do J. tinha marcado, não sai a noite sozinha (com exceção do Shabat onde fui com umas raparigas que conheci na visita guiada), tomei cuidados extra mas fui. Nao me arrependi de todo!

Israel foi muito mais do que eu estava a espera. Mexeu comigo espiritualmente, tornou-me mais próxima do passado e do caminho que cada religião teve.

Se foi perigoso? Sim e nao. Não, na maior parte do tempo não senti que estava numa região permanentemente em guerra. Sim, vi um tipo quase ser assaltado, fiquei encurralada entre manifestantes e a polícia, não apreciei ter andado por ruas desertas a noite. Mas sobrevivi, sem um único arranhão e estou aqui para contar a história.

Um pequeno problema, nao encontro as fotos dessa viagem. Nao faco ideia onde as pus, nao estao nos locais habituais. Por isso estes posts vao ter apenas fotos que publiquei no Instagram na altura.

1.PNG

Uncategorized

Feminista e com orgulho!

Sempre fui a chata que refilava por tudo e por nada. Várias vezes ouvi da boca dos que me são mais próximos que assim nunca iria “arranjar marido”. Sou também das chatas que não mudou de nome depois de casar e que manteve o facto de ir casar algo escondido (menos das pessoas que queríamos no nosso casamento) porque nunca achei piada a que me dessem os parabens quando o casamento não é algo que se “atinja”, é só um passo normal de uma relação.

Por este motivo sim, fui esquisita na escolha. Tive alguns namorados mas por um motivo ou por outro sabia que não ia dar. Ao meu lado sempre quis um companheiro, alguém com quem compartilhar tudo na vida.

E sim, nós somos a excepção a regra. Partilhamos regras, responsabilidades sobre todas as áreas da nossa vida. Obviamente que temos tarefas que gostamos mais ou menos mas existe sempre muita igualdade na divisao das responsabilidades. Por vezes, por preguiça, trabalho ou cansaço acabam por um de nós ter mais tarefas do que o outro mas conversamos e realinhamos as estrelas.

Claro que nem sempre isto acontece sem algumas discussões ou conversas mais rispidas. Aqui por casa não ha tarefas azuis ou tarefas cor de rosa. Se ele quer as meias sem buracos pode ele cose-las. Mas as meias vao para o lixo. Nem por um segundo sinto culpa…

Por isso meninas e senhoras, não sejam totos e partilhem responsabilidades. E acima de tudo não cobrem. Não chamem a atenção se acharem que a tarefa que ele fez não foi completada de acordo com os vossos padrões. Aceitariam se ele vos fizesse isso? Pois, bem me parece… O chão pode não estar aspirado de acordo com o que queriam mas acima de tudo e menos uma tarefa que vocês terão de completar. No final do dia sentirão que tem mais tempo para vocês e que estão menos cansadas.

Acima de tudo queiram igualdade, queiram ser partes iguais de uma relação, traz muito mais saúde à vossa relação.

Ha pouco tempo a hashtag #porramaridos comecou a ser moda pelo twitter e instagram. E situacoes escabrosas comecaram a ser conhecidas. Cabe a cada uma de nos mudar a nossa casa e tornarmos o mundo mais justo para tod@s, principalmente para nos mesm@s.

relatos_porramaridos_3porramaridos3porramaridos1porramaridosfinal

Uncategorized

Free tour

Já tinhamos ouvido falar nelas através de uma amiga há muitos anos mas não ligamos na altura. Quando fomos a Dublin pela primeira vez alguém nos falou novamente e decidimos que estava na altura. Não era preconceito sobre o conceito de todo, era mesmo não perceber como funcionava, se não havia nenhum truque. A verdade é que há, mas não é nada de especial! As tours gratuitas, ou free tours estão espalhadas por todo o mundo e de facto são gratuitas como o nome indica. Só que no final pode (e deve!!) dar uma contribuição ao guia. São contribuições voluntárias, sem valor mínimo.

Estas visitas são normalmente (mas não necessariamente) dadas por pessoas novas, universitárias ou pouco mais velhas e normalmente atraem um público jovem. Por isso se gostam de visitas guiadas mas não querem pagar meio ordenado aqui está uma óptima opção.

E como funcionam estas visitas?

Primeiro que tudo pesquisem no Google pelo destino que vão visitar + free walking tour (exemplo: St Petersburg free walking tour). Vejam os resultados de pesquisa e cliquem no primeiro que vos pareça relevante. Verifiquem os detalhes (dias de semana, horas, quais os pontos que vão visitar e o ponto de encontro) e apareçam! Normalmente as pessoas estão sinalizadas com tshirts, chapéus ou outros objetos (no site normalmente encontram esta informação). Nunca fui a nenhum sitio que nao tivesse uma destas tours, pelo que aproveitem 🙂

Se estiverem a viajar sozinhos esta é a forma ideal de conhecerem pessoas. Quando fui a Israel conheci duas pessoas na free tour que me convidaram a ir a um jantar de Shabbat e irmos ao muro das lamentações depois. Se não fossem elas nunca teria tido está experiência! Nunca iria de noite sozinha ver o muro das lamentações numa quinta à noite!

Algumas dicas:

– Levem água e algumas barras / bolachas, às vezes estas visitas prolongam-se por horas de refeição.

– Não tenham vergonha, quando chegarem ao local apresentem-se ao guia

– Levem calçado confortável!

– Levem dinheiro certo para a gorjeta.

– Jamais deixe de fazer a sua gorjeta. Se não puder ficar até ao fim fale com o guia antes de sair do grupo e ofereça a sua gorjeta.

english-free-tour-01.jpg
Imagem retirada daqui.

Alguns exemplos de free tours:

Uncategorized

Cinque Terre

Monterosso, Vernazza, Corniglia, Manarola e Riomaggiore! Sao estes os nomes que juntos formam Cinque Terre, o destino que se tornou muito popular nos ultimos anos. Varias historias foram inventadas nos ultimos anos mas Cinque Terre continua aberto a todos os turistas que pretendam visitar. Na verdade existem planos para limitar a entrada de turistas nos percursos a pe pagos mas nao so isto nao esta em vigor como isto sera implementado eventualmente nos trilhos pagos, o que nao impede ninguem de visitar as vilas.

doveSono_5terre-en.png

Esta foi mais uma viagem que tivemos o prazer de partilhar com amigos, mais concretamente com a I e com o G

Existem tres formas de visitar estas vilas:

  • A pe – existem trilhas entre as 5 vilas que sao gratuitas fora da primavera/verao. Como fomos em Marco nao pagamos mas tambem so 2 dos 4 percursos estavam abertos. Convem verificar isto antes de ir
  • De comboio – existem comboios que ligam as 5 vilas, mas vao perder as vistas fantasticas das montanhas
  • Visita guiada – de barco ou de carrinha, para todos os gostos. Aqui vao alguns exemplos para diferentes bolsos

A melhor forma de chegar a Cinque Terre e’ apanhar um voo para Milao e dai um comboio ate Monterosso ou Riomaggiore (dependendo de onde quer comecar). De Milao ate Monterosso sao cerca de 3 horas de comboio.

1.png

Se for fazer o percurso a pe sugiro que fique duas noites na zona para puder recuperar. Se for fazer de comboio muito corrido consegue num dia. No nosso caso que fizemos parte do percurso a pe e o outro de comboio ficamos duas noites e dois dias. Foi suficiente para aproveitarmos bem!

Existe um problema em Cinque Terre que espero que seja solucionado em breve. Nao existem cacifos publicos onde se possam deixar as malar. E em terras como Corniglia em que vai subir CENTENAS de degraus da estacao ate a vila nao vai agradecer ter de carregar as suas malas. Se ficar na zona sugiro que deixe as malas no hotel e as recolha ao final do dia, mesmo que isso implique que ande para tras e para a frente de comboio.

Quanto ao que ver sou sincera, as terras sao pequenas, a atracao turistica e’ a propria vila e a forma como foram construidas no meio das montanhas. Por isso mesmo estamos perante mais um caso de ande, veja, aproveite 🙂

Monterosso

Vernazza

 

Corniglia

 

Manarola

 

 

 

Uncategorized

Resoluções de ano novo

No ano passado decidi que não teria resoluções de ano novo. Para mim, que sobrevivo à base de listas foi duro. Porque depois de um 2017 duro emocionalmente decidi que para 2018 a única coisa que eu queria era menos. Menos que? Menos drama, menos trabalho, menos viagens. Resultou? Claramente não. Assim sendo aqui vão as minhas resoluções de 2019. Vou fazer algo muito concreto para não poder tentar deturpar.

– perder 8kgs
– fazer exercício duas vezes por semana (mesmo que isso implique que leve comigo as sapatilhas em viagem)
– ler pelo menos um livro por mês
– viajar apenas uma vez por mês (excluindo as vezes que viajamos para Portugal)
– continuar a escrever neste blog pelo menos duas vezes por semana
– fazer um curso por semestre: um de línguas e um de desenvolvimento de algo para o trabalho

6 resoluções apenas. Nada difíceis, todas dependem apenas de mim e da minha motivação. E vocês? Fazem resoluções de ano novo?