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Viagens em 2020

Embora o plano para 2020 passe por acalmar as viagens não vão parar, prometo!

Em 2019 aprendi que os planos não estão sempre escritos em pedra, mesmo quando as viagens já estão marcadas. Desmarcamos uma viagem em junho porque conseguimos alterar os planos, uma em setembro, por cansaço e outra em dezembro porque perdemos alguém da família.

Mas planos são planos e para já temos marcado:

– Médio Oriente: Creio que já disse por aqui que sou apaixonada pelo médio oriente. Depois de Israel e do Dubai agora é finalmente a vez da Jordânia. A viagem não vai ser muito longa mas vai ser suficiente para cobrir Petra e o deserto Wadi Rum

– Bálcãs: Pouco depois de regressarmos da Jordânia é altura de rumar aos Balcãs para um fim de semana na Albânia.

– Portugal: Desta vez em família iremos regressar a Madeira com os pais do J.

– Ásia: Iremos desta vez duas vezes à Ásia. Na primeira viagem visitaremos Bali e na segunda a China e as Filipinas

– África: O J. já não vai a África há uns anos e desta vez visitaremos a Tunísia

– Europa: Na segunda metade do ano iremos à Suíça pagar uma promessa de 8 anos com amigos!

Para já não é nada mau! No entanto sei que não vai ficar por aqui tendo em conta que a maioria destas viagens são no primeiro semestre. Também gostava de me iniciar no Ski. Também quero ver se vou a Holanda, a Alemanha, são sítios onde quero sempre voltar para ver as pessoas de quem gosto. Por fim gostava de retirar alguns países da Europa da lista que faltam visitar, talvez a Bielorrússia, a Moldávia e alguns dos países dos Bálcãs… 

E por aí, quais são os planos para 2020?

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Musicais, Teatro, Concertos – os meus preferidos de 2019!

Depois do post sobre como conseguir bilhetes para espetáculos mais baratos aqui vai uma humilde opinião sobre os espetáculos que mais gostei este ano. Não tenho nenhum preferido pelo que a ordem é um pouco indiferente.

– Book of Mormon – animado e aconselho muito mesmo que não goste de musicais. Precisa de ter algum conhecimento de inglês para perceber as piadas e muito sentido de humor! A história conta a aventura de dois jovens adultos fiéis a religião mórmon que vão para África tentar evangelizar pessoas.

– Come From Away – uma hospedeira de bordo brasileira que mora em Seattle que eu sigo recomendou e mal estreou em Londres marquei. A história é baseada em factos reais passados no 11 de setembro numa cidade do Canadá onde em duas horas a aterraram dezenas de aviões devido ao fecho do espaço aéreo americano. Que história fantástica!

– 9 to 5 – nada a ver com as duas anteriores. Muito mais teatral e levezinha com um toque feminista tal como amo! É baseada no filme dos anos 90 com o mesmo nome e a música 9 to 5 ainda está na minha cabeça!

– Spice girls – provavelmente o espetáculo do ano. Cresci a ouvir Spice girls mas nunca tive oportunidade de assistir. Fui sozinha e amei!!!

– Jack Whitehall – se vêm Netflix vão provavelmente deparar-se mais tarde ou mais cedo com a série “travels with my dad”. Não vou ser muito spoiler mas imaginem juntar pai e filho numa viagem onde o pai só quer luxo e calma e o filho hostels e aventuras. É de partir a rir! O filho nesta série é o Jack Whitehall, um comediante muito conhecido por aqui que eu sigo há um ou dois anos. Encheu o O2 este ano com o seu novo espetáculo de stand up em novembro e nós amamos. Foi a primeira vez que assistimos ao vivo a um espetáculo de stand up comedy num sítio tão grande e como eu sou um bocado surdeta estava com receio. Mas nada a temer, vão perder algumas palavras obviamente, tal como perdi quando fui uns meses antes ver um espetáculo de stand up em português, mas nada que atrapalhasse…

Para o ano já tenho algumas peças e espetáculos marcados, estou super entusiasmada com a estreia do Pretty Woman, Queen e Adam Lambert e Sisters Act (do cabaré para o convento). Alguém desse lado que queira sugerir algumas peças?

 

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Inspiração

Já escrevi por aqui que nem sempre escrevo com regularidade no blog. Sei que parece estranho porque do lado do leitor vem sempre certinhos 3 posts por semana, mas deste lado a consistência não é assim tão boa. Há semanas que escrevo até dois posts por dia, mas há semanas a fio que de repente não me apetece escrever. E como criativa que sou sei que temos de respeitar estes momentos… Nao vale a pena forcar, normalmente so sai conteúdo mecanico, sem alma, sem sentimento. Nos momentos em que me apetece escrever e’ aproveitar a inspiração e agendar posts. Chego a ter tres meses de posts agendados, para me permitir dar estes meses de vazio. O último mês e meio foi assim, de vazio. Mas sinto a pouco e pouco a vontade a regressar e nestes momentos entao e’ aproveitar em forca! No entanto senti nos últimos meses que escrever três vezes por semana por aqui é muito. As vezes o trabalho aperta e eu não quero dedicar todos os meus momentos de lazer a escrever, pelo que tenho de reavaliar a frequência com que escrevo. Não planeio abandonar este canto que eu tanto adoro, mas não pode ocupar tanto tempo da minha vida…

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Raízes

Vivi 18 dos meus primeiros 21 anos no mesmo concelho o que é inacreditável se pensarmos no número de casas que vivi. E mesmo os 3 anos que não vivi lá ia todas as semanas à minha origem. As pessoas que marcaram a minha infância e juventude quase todas vivem lá e tenho óptimas memórias lá. No entanto, sem querer, cortei o cordão umbilical. Primeiro a minha irmã, depois o meu pai e por fim a minha avó deixaram de viver ali. Os amigos quase todos se mudaram. E as memórias ficaram mas não tenho tantas razões para lá ir. Sem querer apercebi-me que não me lembro da última vez que fui ao Luso. Nunca fui ao pedra de sal, que não como natas da d. Encarnação (que nem sei se ainda é viva) há perto de 8 ou 10 anos, que não vou ao lago há quase uma década, que não respiro o ar do meu buçaco há demasiado tempo. E isso dói. Porque o Luso é e será sempre a minha terra. Mais do que ser o local de nascimento que consta no meu cartão do cidadão é onde está o meu lar. O meu coração. E eu quero que isso mude, quero voltar a criar rotinas de voltar ao Luso de forma regular. Ver a Tila, a Alice, a Lurdes. A casa onde cresci, a fonte, o lago, o mercado. Divulgar o que de melhor se faz na minha terra, o que ver, o que fazer. Como e possível que viaje o mundo mas falhe a divulgar as minhas raízes?

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Estereotipos da emigracao

Há dois dias tive oportunidade de ver um espetáculo de stand up comedy em português. Normalmente não embarco em eventos de nicho (ou gueto), com excepção de dois ou três músicos que sigo e faço questão de ver quando vem a Londres, mas fomos convidados e nao recusamos. O espetáculo consistiu em três humoristas que vieram de Portugal (Rui Sinel de Cordes, Hugo Sousa e Rui Cruz) e um que vive cá (Andre de Freitas). O Andre, super engracado, falou em imensos estereótipos portugueses em que, pela primeira vez, nao me encaixei, mas achei interessante falar por aqui.

  • Portugueses vivem em Stockwell – fui a Stockwell uma mao cheia de vezes (duas das quais para ir ao curso de preparação para o casamento). Nao gostei, nao me identifiquei, só lá vou quando passo perto e aproveito para ir a uma loja de produtos portugueses…
  • Portugueses trabalham em hotelaria – nenhum dos meus amigos trabalha ou trabalhou neste setor. Temos uns vizinhos que trabalham no setor mas não fazem parte do meu círculo.
  • O motivo pelo qual estamos no Reino Unido e’ dinheiro – claro que ajuda, mas nao, não é essa a razão que me motiva. Para mim e’ o respeito pela minha vida pessoal e as oportunidades que são criadas justamente.

Estes foram os estereótipos que foram falados pelo André mas lembrei-me de outros que se juntam:

  • Portugueses só fazem férias em Portugal – não é de todo o nosso caso (ou este blog nao existiria) mas é de várias pessoas ao nosso lado. Nao julgo, nao condeno, mas não é para mim para já.
  • Portugueses só convivem com portugueses – meio verdade para mim. Trabalho num ambiente em que nao ha um unico tuga e sinto-me 100% integrada. No entanto o nosso círculo de amigos é composto por provavelmente 80% de portugueses.
  • Portugueses acham que a sua comida é a melhor do mundo – não é de todo o meu caso. Eu digo várias vezes que se tivesse de comer apenas a culinaria de um país para o resto da vida seria a comida italiana.

E voces? Encaixam-se nestes estereotipos? Que outros estereotipos me faltaram?

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Sudoeste Asiatico – Singapura, Vietname, Cambodja e Tailandia – Custos

Bem sei que normalmente este post é o primeiro a aparecer. Mas desta vez deu-me uma preguiça imensa de fazer as contas e só agora me apeteceu.

Aqui vai um resumo de quanto gastamos:

Voo Londres – Singapura e Bangkok – Londres sem escalas e com a British Airways: £442/pessoa

Voos internos (Singapura – Hanói, Hanói – Siem Reap, Siem Reap – Phuket e Krabi – Bangkok): £248/pessoa

Hotéis (16 noites): £276.5/pessoa

Cruzeiro Halong Bay: £110/pessoa

Tours, entradas em museus e atrações: £170.3/pessoa

Transportes (autocarro, tuk tuk, taxi, etc): £78.22/pessoa

Comida: £181.3/pessoa

Extras: £145.4

Total: £1650/pessoa – £91/ pessoa/dia

 

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Internet em Singapura, Vietname, Cambodja e Tailandia

Para nós ter internet durante as viagens e’ importante. Nao se esquecam que não usamos por norma agências de viagens para nos ajudarem com o planeamento. Cada dia, cada voo, cada hotel, cada viagem e’ planeada por nós e necessitamos de ter internet para nos apoiar porque usamos imensas aplicacoes. Embora a nossa rede tenha um serviço fantástico que cobre imensos países gratuitamente na altura nenhum de nós tinha este serviço ativo e mesmo que tivessemos não cobriria o Cambodja e a Tailândia. Assim sendo tivemos de procurar uma alternativa. Depois de uma noite de pesquisa o J. encontrou a Cuniq, uma empresa de telecomunicacoes chinesa que apresentava o plano ideal para nos: 12 dias com 4Gb de internet. Este plano inclui os países que iamos visitar mas como ficamos mais do que 12 dias compramos dois. Compramos com cerca de um mes de antecedencia e chegaram super rápido! Podem encontrar mais informações aqui.

So uma dica, nao se esquecam que tem de ter um telemovel desbloqueado, sob pena de nao funcionar!

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Alguma vez vais parar?

Muitas pessoas nos dizem que este ritmo de viagens não é sustentável. Outras auguram que quando (se) tivermos filhos as viagens vão parar.

A verdade é que acredito que jamais vamos parar de viajar. Acredito com todas as minhas forças que não. E a realidade a minha volta mostra exatamente o mesmo. Escrevo este post saída de um cruzeiro na baía de Ha Long. Neste cruzeiro apanhamos um casal de portugueses com filhos da nossa idade que estavam a fazer uma viagem parecida com a nossa. As condições eram diferentes, eles marcaram um pacote com uma agência, é bem certo mas estávamos no mesmo cruzeiro que nós, a visitar os mesmos países que nós. Também neste momento em que escrevo este post está alguém que eu conheço no Japão com o filho de um ano e meio.

Viajar não tem idade nem tamanho de família. É apenas a vontade de conhecer o mundo e a capacidade de adaptação que limitam ou não onde queremos ir…

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Singapura – impressões

Há poucos sítios no mundo no qual diria “não me importava de viver aqui”. O Dubai foi um deles, Singapura outro. No entanto não conseguiria viver no longo prazo, teria de ser um projeto a mais curto prazo, 2 a 5 anos no máximo (é demasiado longe de Portugal).

A cidade surpreendeu-nos muito! Apenas ficamos 2 dias, mas o motivo foi simples. Singapura, a par com Kuala Lumpur e Bangkok Sao hubs para o resto da Ásia. E como andamos numa altura da nossa vida que queremos explorar muito a Ásia sabemos que mais tarde ou mais cedo vamos lá voltar!

A cidade é super organizada, segura e…. Quente! Foi a primeira paragem desta viagem pelo sudoeste asiático e custou. No primeiro dia paramos várias vezes para descansar, recuperar o fôlego porque já não aguentavamos o calor…

Tenham em atenção onde ficam… Embora o país seja seguríssimo (não se esqueçam que existem aqui as regras mais esquisitas do mundo!) ficamos numa zona de reputação duvidavel e um bocado longe do centro… Não digo que fiquem no marina bay mas escolham algo mais central.

Por fim a arquitetura! Se têm um interesse por esta área este é o vosso destino. Barcos em cima de arranha céus? Check! Árvores de metal? Check! Jogos de luz e cor? Check!

Há muita gente que termina a viagem pela área que fizemos nesta zona. Dizem que é bom para fazer a transição entre a viagem e a realidade. Nós fizemos o oposto e  na verdade também funcionou. Aqui têm a arquitetura e ordem europeia com a comida e costumes asiáticos!

Vamos lá então começar a série de posts sobre Singapura!

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