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Sri Lanka

Passaram quase 24 horas desde os atentados no Sri Lanka e não consigo parar de pensar nisso. Por norma passo uma borracha fácil nestes acontecimentos mas desta vez não…

Desta vez morreu um dos nossos. Um português, tal como eu. Que visitou o Sri Lanka com 30 anos, tal como eu. Que estava em lua de mel, tal como eu quando lá fui…

Hoje senti medo. Percebi que os nossos pais ficam num desassossego quando viajamos, quando não têm bem a certeza em que parte do mundo estamos. Ficam com o coração apertado e o meu fica partido por os deixar assim (ao meu e aos do J.).

(Hoje abro uma excepção e escrevo um post ao vivo. Diretamente do aeroporto de Singapura, a caminho do Vietname. Está viagem só sairá no blog lá para junho mas este post não podia esperar.)

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Imagem retirada daqui.

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Viajar nos países bálticos – Letónia e Lituânia

Viajamos para os países bálticos em 2016. Primeiro fizemos em maio a Letónia (Riga) e depois a Lituânia (Vilnius). Tanto estas duas capitais como Tallin na Estónia (que fizemos em agosto do mesmo ano) precisam apenas de um dia para ver o essencial na parte histórica.

No caso da Letónia e da Lituânia aproveitamos um dos feriados de Maio e em três dias visitamos estes dois países. Claro que ninguém consegue conhecer profundamente um país em tão pouco tempo mas tendo em conta que queríamos apenas conhecer as capitais foi mais do que suficiente.

Voamos de Stansted para Riga no sábado de manhã (a um horário proibitivo – 6:30!!) mas por causa da diferença horária e do voo longo (para padrões europeus) perdemos a manhã toda. Passamos a tarde de sábado e a manhã de domingo a visitar uma ensolarada Riga que adorámos! Aproveitamos para fazer um tour gratuito que foi dos melhores que já fizemos no mundo!

No domingo de tarde apanhamos um autocarro (Lux express – 10€ por pessoa) para Vilnius que nos deixou mesmo no centro da cidade! Os bilhetes podem ser marcados com antecedencia no site. Depois basta apenas imprimir o bilhete, trazer consigo e mostrar ao motorista.

Os autocarros sao super confortaveis e ate incluem Wifi gratuito e entretenimento a bordo. Como estes dois paises pertencem a Uniao Europeia nao existem sequer barreiras ou paragens na fronteira pelo que a nao ser que esteja atento nem sequer ira reparar quando passou de um pais para o outro.

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Esta empresa nao faz apenas os paises balticos, cobre imensos destinos em paises fronteiricos, como a Russia, Finlandia e Polonia por exemplo.

Na segunda passamos o dia a visitar Vilnius (que adorámos tanto ou mais do que Riga) e no final do dia voamos de volta para Londres.

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Fotografia retirada daqui.
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Blog Vs Vlog

Sei que é estranho numa altura em os vlogs e os canais de YouTube estão a ganhar força eu ter apostado num formato escrito. Existem várias razões para o ter feito. A primeira e o facto de eu não escrever este blog tendo em vista fazer dinheiro com ele. O blog renasceu porque os amigos estão sempre a pedir dicas de viagem. E eu adoro dar dicas, falar sobre viagens, mas passado uns anos já não me lembro de tudo, o que é uma pena. E recorrer aos itinerários que fiz na altura embora ajude não resolve a 100%.

O segundo motivo e porque eu gosto de escrever. Sempre gostei. Para mim escrever é como uma catarse. O meu cérebro anda sempre a mil e escrever é das poucas coisas que eu consigo fazer em que consigo focar-me durante bastante tempo. Por vezes escrevo 3 ou 4 posts por dia, só porque necessito de desviar a minha cabeça de algum problema. E escrever pode ser feito em qualquer lugar, enquanto que filmar não, necessita que se carregue o equipamento, se tenha minimamente um guião, para além de ser muito mais intrusivo.

Outra razão e o facto de eu viver fora de Portugal. Sempre me chateou (mas compreendo) que as pessoas ganhem sotaque, que as construções das frases fiquem esquisitas. E eu comecei a ficar assim. Embora ainda não tenha sotaque a falar, as quase 10 horas por dia que passo a falar inglês estão a fazer com que me esqueça de vocabulário, ou que use palavras esquisita porque tenho dificuldade em me lembrar da palavra adequada e uso uma tradução literal. Para além das palavras que já inventei. E escrever é ótimo para praticar. Tenho plena noção que há muitas frases que gramaticalmente são um desastre de deixar Camões a rebolar no túmulo, facto pelo qual peço desculpa. Também se junta o facto de quando saí do país o acordo ortográfico estava a entrar em vigor mas ainda não era obrigatório, por isso é que vêm por aqui uma misturadela entre palavras com e sem o novo acordo ortográfico.

E a última e simples, embora eu seja consumidora de conteúdo no Youtube (sim, já faço parte do grupo de pessoas que gasta menos de 5% do tempo a ver televisão generalista) eu gosto de ver informações escritas. Embora veja sempre vlogs sobre os locais onde vou é o formato escrito que eu mais uso para planear viagens.

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#adoptdontshop

Não sei se ja surgiu por aqui o facto que termos um gato. Na verdade uma gata, a Shelly. Se me seguem no Instagram ja se depararam com este facto certamente. Se ainda nao seguem sao um ovo podre.

A Shelly na verdade e’ a nossa segunda gata. Adotamos a primeira, a Penny, ha oito anos atras. Na altura que mudamos para o Reino Unido a V. ficou temporariamente com ela, mas o temporario virou demasiado tempo e ela pediu para nao a levarmos mais. Mais do que justo e na verdade, nao ha quem cuide melhor da Penny do que a V e o N. Assim, nasceu a vontade de ter outro gato. E passamos por um longo e penoso processo no Reino Unido para conseguirmos adotar. Varios telefonemas, uma inspecao a casa, formularios, etc. Mas foi assim que a Shelly se juntou a nossa familia. A Shelly veio direta da Romenia para nossa casa. Estranho? Pois, bem sei, mas neste país existem imensos animais a espera de uma casa. É suposto tambem existirem imensos animais a espera de um lar no Reino Unido mas na verdade acabamos por decidir pela World Animal Friends Rehomed que resgata animais na Grecia, Romenia, Chipre, Egipto, so para mencionar alguns. A maioria dos animais resgatados tem algum tipo de deficiencia, motora ou fisica. A Shelly tem uma pequena reducao visual, que nao tem impacto quase nenhum na vida dela.

Mas adotar um gato de rua nao e’ facil, principalmente quando o fazem com gatos adultos. Preparem-se para varios dias em que mal o vao ver. Semanas que nao toleram a vossa companhia ou que aceitem festinhas. Sao avancos e recuos. Mas ha um dia que eles percebem que a nossa casa e’ o lar deles, que nos nao somos o inimigo. E tornam-se doceis, agradecidos. Ficam felizes quando chegam a casa.

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Muita gente pergunta como fazemos, uma vez que viajamos tanto. E’ simples, em viagens curtas pedimos a amigos para virem ca. Em viagens grandes, ou quando nenhum dos nossos amigos esta por perto contratamos uma cat sitter, que todos os dias passa uma hora com ela, a brincar, dar festinhas, alimentar, tratar da areia. Se viverem na mesma zona que eu mandem mensagem que eu passo o contacto.

Penny, adotada em 2010 atraves da Agir pelos animais

Shelly, adotada em 2016 atraves da World Animal Friends Rehomed

O processo adopcao foi penoso eu quase desisti de adoptar e estava pronta para comprar. Não quero entrar em pormenores mas digamos que se pata ter filhos as pessoas passassem por este processo não existiriam nem metade dos problemas que vemos em famílias. No entanto uma colega minha ao ver o meu desespero encaminhou-me para esta organização e foram fantásticos. Po isso por favor nao comprem animais, adotem!

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(E) migração

Ainda hoje não consigo dizer bem porque decidimos sair do país. Talvez para a minha geração mudar de país é como mudar de cidade. E sinceramente já não me recordo se custou muito ou não.

A palavra emigrante, que faco questao de usar em vez de expatriado (que segundo o dicionário quer dizer o mesmo mas tem um estigma social bem menos pesado), ficará para sempre associada a mim. Se é verdade que não fiz parte da geração que deu o salto, que emigrou sem perspectivas de futuro, que viveu em condições miseráveis para depois vir em agosto num mercedes, a verdade é que não temos neste momento noção do impacto socioeconomico que a emigração de cérebros causou e vai ainda causar a Portugal.

A minha geração emigrou com emprego (não foi o meu caso, eu emigrei para acompanhar o sonho do J), com salários competitivos, para trabalhar nas melhores empresas do mundo. Batemo-nos taco a taco com os nativos pelas melhores vagas, pelos melhores salários. Estamos integrados na sociedade, de igual para igual. Temos amigos ingleses, escoceses, moldavos, espanhois, irlandeses. Vivemos num melting pot. O nosso portugues em casa já e preguiçoso, mistura o inglês com o português. Mas fora da nossa casa falamos um português corretíssimo, sem sotaque. Ouvimos tanto a BBC como a rádio comercial, porque queremos saber o que se ouve cá. Viajamos para Portugal cerca de 6 vezes por ano, chegando a ver a família e os amigos mais vezes do que quando cá vivíamos. Sabemos das gravidezes e dos noivados por WhatsApp mas não faltamos a um casamento e visitamos os novos rebentos.

Este é o retrato do novo emigrante, que na verdade é só um amigo que vive mais longe.

Como amo a globalização….

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Israel – impressoes

Se existem viagens com história, a minha viagem a Israel e’ sem dúvidas uma delas.

Esta viagem não estava de todo nos planos. Mas a empresa do J. pediu-lhe que fosse a Israel uma semana para uma formação e eu colei-me. Mas a última da hora a formação foi alterada e o meu voo não era reembolsável. O que fazer? Pois fui sozinha! Nao disse a família (o meu pai teria tido um ataque cardíaco no mínimo), mantive o registo nas redes sociais apenas no Instagram (nem a minha irmã nem o meu pai tinham na altura) e fui! Não fiquei num hotel tão espectacular como o que a empresa do J. tinha marcado, não sai a noite sozinha (com exceção do Shabat onde fui com umas raparigas que conheci na visita guiada), tomei cuidados extra mas fui. Nao me arrependi de todo!

Israel foi muito mais do que eu estava a espera. Mexeu comigo espiritualmente, tornou-me mais próxima do passado e do caminho que cada religião teve.

Se foi perigoso? Sim e nao. Não, na maior parte do tempo não senti que estava numa região permanentemente em guerra. Sim, vi um tipo quase ser assaltado, fiquei encurralada entre manifestantes e a polícia, não apreciei ter andado por ruas desertas a noite. Mas sobrevivi, sem um único arranhão e estou aqui para contar a história.

Um pequeno problema, nao encontro as fotos dessa viagem. Nao faco ideia onde as pus, nao estao nos locais habituais. Por isso estes posts vao ter apenas fotos que publiquei no Instagram na altura.

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Feminista e com orgulho!

Sempre fui a chata que refilava por tudo e por nada. Várias vezes ouvi da boca dos que me são mais próximos que assim nunca iria “arranjar marido”. Sou também das chatas que não mudou de nome depois de casar e que manteve o facto de ir casar algo escondido (menos das pessoas que queríamos no nosso casamento) porque nunca achei piada a que me dessem os parabens quando o casamento não é algo que se “atinja”, é só um passo normal de uma relação.

Por este motivo sim, fui esquisita na escolha. Tive alguns namorados mas por um motivo ou por outro sabia que não ia dar. Ao meu lado sempre quis um companheiro, alguém com quem compartilhar tudo na vida.

E sim, nós somos a excepção a regra. Partilhamos regras, responsabilidades sobre todas as áreas da nossa vida. Obviamente que temos tarefas que gostamos mais ou menos mas existe sempre muita igualdade na divisao das responsabilidades. Por vezes, por preguiça, trabalho ou cansaço acabam por um de nós ter mais tarefas do que o outro mas conversamos e realinhamos as estrelas.

Claro que nem sempre isto acontece sem algumas discussões ou conversas mais rispidas. Aqui por casa não ha tarefas azuis ou tarefas cor de rosa. Se ele quer as meias sem buracos pode ele cose-las. Mas as meias vao para o lixo. Nem por um segundo sinto culpa…

Por isso meninas e senhoras, não sejam totos e partilhem responsabilidades. E acima de tudo não cobrem. Não chamem a atenção se acharem que a tarefa que ele fez não foi completada de acordo com os vossos padrões. Aceitariam se ele vos fizesse isso? Pois, bem me parece… O chão pode não estar aspirado de acordo com o que queriam mas acima de tudo e menos uma tarefa que vocês terão de completar. No final do dia sentirão que tem mais tempo para vocês e que estão menos cansadas.

Acima de tudo queiram igualdade, queiram ser partes iguais de uma relação, traz muito mais saúde à vossa relação.

Ha pouco tempo a hashtag #porramaridos comecou a ser moda pelo twitter e instagram. E situacoes escabrosas comecaram a ser conhecidas. Cabe a cada uma de nos mudar a nossa casa e tornarmos o mundo mais justo para tod@s, principalmente para nos mesm@s.

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