Dia a Dia

Parar e pensar…

Já disse algures por aqui que sinto que quando viajo me reconecto com o J. Sei que não tendo filhos isto não faz grande sentido mas a rotina e a nossa agenda super preenchida faz com que não tenhamos muitos momentos relaxados em que temos tempo para conversar a olhar um para o outro durante horas. Ultimamente por motivos profissionais estes momentos são ainda mais raros e dou por mim a suspirar por férias. Não férias para entrar num avião, porque essas felizmente estamos a ter, mas daquelas que estamos só os dois durante dias a fio. Que durante horas sem fim só abrimos a boca para falar um com o outro, em que discutimos planos para o futuro. Lembro-me que em 2019 tivemos uma conversa muito profunda sobre poupanças e objetivos a curto e médio prazo de investimentos no Mónaco, decidimos que iriamos continuar a apostar nas nossas carreiras nos próximos anos numa viagem que fizemos à Alemanha, e foi na Ásia que percebemos o quão apaixonados somos um pelo outro passado estes anos todos. Sei que parece cliché mas a rotina não nos permite parar e pensar. Perceber o que vai na alma do outro, sem aquelas camadas de cansaço, com a cabeça limpa. Para nós as viagens são como terapia de casal. O que não gastamos em terapia de casal gastamos em jantares a meio da semana, viagens os dois e no nosso anjo da guarda que nos organiza a vida e a casa. São a santíssima trindade que precisamos para encontrar o balanço certo da vida. São os luxos, que para nós são como pão para a boca, que nos fazem sentir que tudo vale a pena!

Nota: este post foi escrito há mais de meio ano e a ironia é que não podemos viajar neste momento. Várias pessoas me perguntam como estou a lidar e com toda a franqueza nada bem! Não pelas férias perdidas em si, temos de ser altruístas e pensar no bem do mundo, mas sim porque me sinto perdida sem a minha cenoura a frente do burro. É uma questão de ajuste, claro!

Dia a Dia

Perspectivas…

A minha carreira sempre foi muito importante para mim. Lembro-me de ser pequena e de pensar que quando fosse grande queria ter um emprego em que saísse tarde, porque na minha cabeça, esses é que eram os empregos importantes!

Todos os que me rodeiam sabem bem o quanto amo o que faço e a indústria em que trabalho, sou muito profissional e isso tem-me levado a conseguir alguns sucessos profissionais. Algumas noites fora de casa, fins de semana a trabalhar, muitos nãos dados a família e aos amigos, mas acho que valeu a pena até agora.

No entanto um dia tive uma epifania. Percebi que na verdade me estou pouco borrifando para o que é que os meus amigos fazem. Não que não queiram que eles tenham sucesso profissional, pelo contrário, sou a primeira a puxar por eles, mas no dia a dia não é isso que é importante. Para mim o importante é se estão felizes, se são boas pessoas. E muito provavelmente eles pensam o mesmo sobre mim. Recentemente tive um desafio profissional (temporário) assim altamente! Sabem aquele sonho que acham que vai acontecer daqui a muitos anos? Pois eu consegui fazê-lo durante uns meses a título temporário. A família e os amigos ficaram radiantes, sabiam que era o meu objetivo, mas passado cinco minutos passou. Sou a mesma Joana de sempre, com mais ou menos responsabilidade, mais ou menos horas a trabalhar. No final do dia para eles só interessa quem eu sou, se estou feliz, se estou lá para eles como eles estão para mim. A divisão entre a esfera pessoal e profissional é grande e eu estou muito confortável e feliz com ela. Porque com tanta mudança na vida profissional, saber que posso regressar para os braços dos que me querem mais na vida é a coisa mais reconfortante que posso ter. Ser apenas a Joana, sem adereços nem responsabilidades, sem dramas nem expectativas é a melhor coisa que pode acontecer!

Dia a Dia

Individualidade

Na altura em que escrevo este post há uma “polemica” em Portugal sobre a liberdade que pessoas solteiras têm em relação a quem esta com alguem.

Aí está um tema que me da imensa comichão lembro-me que quando eu o J. começamos a ficar mais sérios esclareci logo que não era pássaro de gaiola. Precisava e preciso da minha individualidade, de estar sozinha por vezes, de nao sermos apenas os J’s mas sim o J e a J. E ele nao so respeito isso como concorda plenamente… Ele também precisa dos seus momentos a sós, dos seus hobbies, jantares sem mim. E nao ha problema nenhum nisso, pelo contrario! Por isso quando se fala na liberdade de estar solteira eu penso logo “mas eu nao estou presa!”.

Para mim uma relaçao nao funciona se não existir individualidade. Para os meus colegas de trabalho, por exemplo, o J. mal existe… E para os dele eu também sou alguém que a maioria não conhece. A trabalho ou a lazer acabamos por viajar sozinhos por vezes. E na verdade adoramos esses momentos. Não porque estamos fartos um do outro mas sim porque criamos saudades, percebemos que aquilo que tomamos como garantido, como um abraço apertado depois de um pesadelo, nao e’ garantido. E’ muito bom perceber que precisamos de valorizar o quão importante aquela pessoa e’ para nós. Voltarmos a ter borboletas no estômago quando chegamos a casa, voltarmo-nos a apaixonar pelo olhar um do outro.

Por isso nao tenham medo de pedir espaco, tempo. Desenvolver a vossa individualidade, perceberem quem são sem o outro…

Dia a Dia

Hábitos portugueses que ainda não deixei

Em junho do ano passado escrevi um post sobre hábitos ingleses que já adquiri. Na altura queria fazer este como continuação mas esqueci-me (quem nunca…). Sou portuguesa com muito orgulho. Adoro o nosso país, como tudo o que tem, de bom ou de menos bom. E embora more no reino unido há mais de seis anos as minhas raízes portuguesas serão sempre muito importantes. Todas estes hábitos são tão enraizados que demorei a lembrar-me deles…

– almoçar em condições – parar para almoçar, comer uma refeição em condições para mim são super importantes e são hábitos que mantenho. É esquisito para os ingleses que eu coma sopa e conduto mas para mim é imprescindível comer de faca e garfo

– ser sincera – não podemos confundir com ser frontal, que a maioria das vezes é apenas sinal de falta de educação, para mim eu tenho de ser sincera com quem me rodeia, com que escolho passar os meus momentos de lazer.

– convidar amigos para virem cá a casa almoçar – infelizmente a nossa vida caótica nem sempre permite, mas sempre que possível temos amigos cá em casa a almoçar.

– abraçar/tocar nas pessoas – foi algo que incomodou muitos dos meus colegas mas habituaram-se, coitados

– cozinhar a sério – na verdade esta é mentira porque eu mal cozinho mas o J. cozinha e é muito bom. Quase todas as nossas refeições são feitas do zero com ingredientes frescos ao contrário dos ingleses que têm por hábito comer coisas pré-feitas

– Manter o contacto com a família – também aqui está outra que os meus colegas estranharam mas já abraçaram. A minha família é um pilar importantíssimo na minha família e estamos em constante contacto (abençoado WhatsApp)

– Receber convidados – por ano recebo mais pessoas na nossa casa do que os meus colegas todos somados. As portas estão abertas, a família e os amigos já sabem

– Falar português – esta parece parva mas faz sentido juro. Com o passar dos anos começamos a ficar preguiçosos e tendemos a usar palavras em inglês no meio de uma conversa em português porque não nos apetece pensar. As vezes acontece, principalmente imediatamente depois do trabalho (passamos 8 horas por dia a falar só inglês) ou assuntos que só tratamos em inglês (empréstimo da casa, obras, etc), mas tentamos ao máximo puxar pela cabeça para nos lembrarmos das expressões em português.

Sinceramente pensei que seriam mais, talvez a minha memória esteja péssima… Acrescentariam alguma coisa a esta lista?

Dia a Dia

Os 30

Cada década é importante no desenvolvimento de todos nós. Nos primeiros dez anos crescemos a brincar, no dez anos seguintes crescemos a achar que somos crescidos, nos vintes crescemos a formar a personalidade mas aos trinta sim! Os trinta trouxeram-me a calma. Não sobre a vida porque continuou a criar vendaval por onde passo, mas calma na alma. Nos trinta percebi que não sei se alguma vez vou querer ter filhos e que isso é normal. Nos trinta descobri que não preciso de me dar bem com toda a gente. Nos trinta descobri que tenho amigos daqueles de quem gosto tanto ou mais do que família. Nos trinta descobri que ainda se pode ter borboletas no estômago quando o amor de mais de uma década chega a casa. Nos trinta descobri que a minha família é o meu pilar e que isso é muito bom. Nos trinta descobri que o coração é elástico e que conseguimos lá meter toda a gente que queremos. Nos trinta percebi que a família que adotei (e que me adotou) é muito importante para mim, com todos os seus apêndices.

Fiz coisas aos vinte que nunca conseguiria fazer aos trinta. E ainda bem que as fiz, foram elas que me deixaram chegar onde estou.

Mas esta década está a ser tão saborosa, e ainda tenho mais de seis anos para a viver!

Dia a Dia

Resoluções de ano novo

No ano passado foi a primeira vez que não me esqueci 5 minutos depois que resoluções de ano novo tinha feito. Aqui que o facto de ter escrito aqui sobre elas ajudou a querer cumpri-las.

E, como tal, decidi escrever também para 2020. Que ano tao redondinho, vamos la aproveita-lo bem!

  • Escrever duas vezes por semana aqui no blog – inicialmente escrevia apenas duas vezes mas chegou a uma altura que tinha tanto para escrever que decidi passar a tres. Isso coincidiu com uma altura da minha vida que tinha mais tempo disponível ao final do dia mas ja nao acontece agora. Foi dificil nos ultimos meses manter o ritmo de 3 posts por semana pelo que vou reduzir. Se for necessario aumento mas o compromisso sera mesmo so 2.
  • Viajar menos – eu sei que falhei redondamente este objetivo no ano passado mas eu ja nao tenho 20 anos e ja custa recuperar de uma noite mal dormida. Assim fica aqui como objectivo nunca viajar dois fins de semana seguidos (embora já saiba que em abril vá falhar mas não posso faltar ao aniversário da minha irmã que faz 20 anos este ano (20 mais IVA, IRS, imposto de luxo, IMI, taxas alfandegárias e sabe lá mais o quê – não estou autorizada a divulgar a idade da minha irmã!))
  • Fazer exercicio duas vezes por semana – a partir de Agosto aumentei a frequencia para duas vezes por semana mas a partir de Outubro baldei-me muitas vezes por causa de visitas, viagens e trabalho (e porque sou preguiçosa!)
  • Trabalhar ainda mais – não em horas porque quero continuar a sair cedo mas 2020 promete em termos profissionais. Procrastinar menos basicamente!
  • Continuar a tocar piano – em 2019 resolvi começar a tocar piano (tenho base de formação em órgão) e relembrou-me o quanto amo tocar!
  • Perder peso (sempre aqui!)
  • Continuar a estreitar laços com as pessoas! Preciso das pessoas que amo a minha volta, quero continuar a estar aqui para elas como elas estão para mim! 2019 mostrou-me que as pessoas são muito importantes para mim, não importa há quanto tempo estão na minha vida…

Por fim queria agradecer muito a quem veio aqui visitar, comentar, quem enviou emails. Este blog recebeu quatro vezes mais visitas em 2019 face ao ano anterior. Como sabem este blog é apenas um hobby. Jamais aceitei algum tipo de oferta, colaboração, desconto, pelo que todos os posts são a minha opinião 100% sincera. Obrigada a quem teve paciência para acompanhar.

Dia a Dia

2019 em revista

Lembram-se de ter dito que queria menos? Menos viagens, menos cansaço, mais tempo em casa? Pois bem, esse plano saiu completamente ao contrário. Viajamos mais este ano, passamos ainda mais tempo fora de casa.

Janeiro

Começamos o ano com uma semana completamente desligados do mundo. O meu último semestre do ano é sempre o caos no trabalho e o ano passado foi um ano de esforço redobrado para o J. que foi promovido pelo que estávamos mesmo a precisar desta pausa.

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Uma semana e pouco depois eu voei a trabalho para Belfast numa viagem que emendei com uma ida a Portugal para ver a minha melhor amiga grávida antes de ter a A.

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Viagens a trabalho nunca dão grandes fotos!

Fevereiro

Rumamos ao sul de França e ao Mónaco para uns dias de sol e muita vitamina D.

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Março

Depois de um fim de semana em familia, voltamos ao sul da Europa mas desta vez para uma viagem a Itália e a São Marino

Abril

Fizemos a viagem do ano ao sudeste asiático onde visitamos Singapura, Vietname, Cambodja e a Tailândia.

Maio

Voltamos a Portugal para visitar bebés de amigos e fomos com os primos do J. a Normandia.

Junho

Fiz uma viagem com uma amiga até às ilha do Sal em cabo verde e menos de 48 horas depois de regressar fui com o J. para Istambul.

Julho

Tecnicamente a viagem de Istambul estendeu-se até Julho mas tirando isso não viajamos para mais lado nenhum. Por outro lado o tempo no reino unido esteve óptimo pelo que aproveitamos o nosso jardim como nunca!

Agosto

Passamos grande parte do mês sem viajar mas no fim de semana prolongado fomos até a Alemanha.

Setembro

A loucura das viagens recomeçou. Começamos por uma viagem a Sicília, seguida Portugal e acabamos por cancelar a viagem ao Kosovo e a Macedónia porque ficamos exaustos. Arrependimento zero, serviu de lição.

Outubro

Mais uma viagem a Portugal e uma visita a Alemanha para estarmos com os primos do J. que moram neste país

Novembro

Uma ida a Portugal para festejar o Natal mais cedo uma vez que o meu pai não passou o natal em Portugal. Este ano não tivemos viagem aos mercados de Natal porque tivemos um imprevisto familiar que nos fez cancelar esta viagem e voar até Portugal.

Dezembro

Este ano tivemos a sorte de conseguir tirar uma semana no Natal e rumamos claro, a Portugal!

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(Imagem de 2018)

Voos: 38 voos! Sim, batemos o record…

Kms percorridos de avião: 87375 (+35% do que em 2018)

Países visitados: 18

Continentes Visitados: 4

Noites fora de casa: mais de 70 (começo a perceber porque é que a nossa gata se queixa)

Novos países visitados: 9 (Cuba, Mónaco, São Marino, Singapura, Vietname, Cambodja, Tailândia, Cabo Verde e Turquia)

Total de países visitados acumulado: 54, but who is counting, right?

 

 

Dia a Dia

E quando os amigos saem do Reino Unido?

Aqui está algo que nunca pensei escrever. Quando nos mudamos para o reino unido tivemos imensos amigos que se mudaram. Uns regressaram pouco tempo depois mas a maioria ficou. Mas 2019 foi o ano de dizer adeus a alguns amigos. Alguns mudaram para Portugal porque a família estava a aumentar, outros para outros países porque receberam propostas irrecusáveis.

E sou sincera, fiquei de coração partido. Chorei pelas duas partidas, destroçaram-me o coração, mas não sou ninguém para lhes pedir que fiquem. A vida continua e sei que se todos quisermos, vão continuar bem próximos do meu coração. Mas custa, se custa caramba! E não, não tenho truques para saber lidar com a partida, apenas sei que apenas posso dar força, um abraço apertado e estar cá para eles.

Quando se decide mudar de país os amigos viram a família que não temos aqui. São quem se liga quando temos um dia daqueles e precisamos de sair, são quem se liga quando os filhos ficam doentes e não conseguem sair de casa para ir buscar aquele medicamento, que vai buscar os miúdos a escola quando algo acontece. Temos uma sorte infinita de termos feito e fortalecido aqui amizades muito boas, mas temos noção que o Reino Unido não é, para a maioria das pessoas, onde querem ficar para sempre.

Dia a Dia, Viagens

10 perguntas e afirmações parvas que me fazem sobre viagens

Faz parte da condição humana ser abelhudo. Nada contra, eu também sou. Quando se adota um estilo de vida que não corresponde aquele que a maioria das pessoas tem é normal levar com comentários e perguntas que roçam a idiotice. Aqui vai um compêndio para se rirem:

1) Não tens filhos porque queres viajar?

Não, não tenho filhos porque não quero. Não sei se alguma vez que terei, mas o facto de viajar não é o motivo pelo qual não os tenho

2) Quando tiveres filhos vais parar de viajar!

É certo e sabido que as viagens vão ter de mudar mas tenho a certeza que não vão parar. Mais que não seja porque sou portuguesa e moro no reino unido pelo que tenho de ir pelo menos a Portugal 😂

3) (quando digo que estou de férias na semana seguinte) Vais a ” casa”?

Não, a minha casa é no Reino Unido.

4) Não era capaz de viajar da forma como tu fazes!

Calha bem que nunca te tenha convidado a vires comigo!

5) Tu escolhes os teus destinos ao calhas?

Na verdade apesar de ser normalmente feita com um tom arrogante não é totalmente mentira. Não é bem ao calhas mas olho muitas vezes para o mapa e vejo vários sítios que gostava de ir e depois jogo com o facto de encontrar um voo em conta.

6) Vais ver que vais parar de viajar!

Provavelmente estas foram as mesmas pessoas que me disseram que quando chegasse aos 30 ia MESMO querer ter filhos… Três anos depois e nada…

7) Quando fores promovida a XX vais para de viajar?

Peço desculpa mas não falo aqui muito sobre o que faço profissionalmente. Se tiverem curiosidade basta pesquisarem pelo meu nome no Google e facilmente encontram o meu perfil de LinkedIn. O J. foi promovido no ano passado e isso implicou que alguns planos tivessem de ser revistos mas este ano vamos, se tudo correr como planeado, viajar mais vezes do que nunca pelo que não, não vou deixar.

8) Qual é o propósito de viajares tanto?

Qual é o propósito de ires ao ginásio? Qual é o propósito de ires ao cinema, ao teatro? Qual é o propósito de ires a um restaurante comer um prato específico?

9) Queres visitar todos os países do mundo?

Neste momento não, há alguns que não faço questão. Mas não quer dizer que não mude de ideias.

10) Vais de férias para Portugal?

Não, Portugal não são férias, é para visitar a família e os amigos. Férias são longe de Portugal, lamento.

Dia a Dia

Castelos no ar

Eu sou assim por natureza. Crio castelos no ar, projetos que não conseguirão sair do papel, ou ate da cabeca. Talvez porque tenha uma profissão altamente criativa, mas na verdade sou mesmo assim. O meu pico normalmente é atingido nos minutos antes de dormir, quando estou já deitada na cama, de luz apagada a ver se o sono chega. E isto irrita-me profundamente porque na maioria das vezes não me lembro em que é que estava a pensar quando acordo e fico o dia inteiro a pensar nisso.

O meu último “castelo no ar” foi concluído ontem ha noite. Como conseguem ver na descrição eu sou do Luso. No entanto já não tenho família direta a viver lá e não vou lá há mais de 6 anos. Mantenho contacto com amigos e família afastada mas nunca mais la fui. E na minha cabeça fiz um projeto, ir dois dias la, pesquisei ate hotéis, onde ia comer, onde iria… Ate sitios onde queria tirar fotos… Bem concreto nao e’? Pois, mas esqueci-me de um pormenor, nao disse ao J. E’ verdade que não marquei nada mas esqueci-me de dizer a pessoa que supostamente irá comigo… Quando falei com ele, tinha o plano todo pensado e ele foi apanhado de surpresa… Não que tenha dito que não, pelo contrario. Estou a tentar conectá-lo às minhas origens e ele gosta de ir lá, mas ficou abismado pelo detalhe do plano. Mas felizmente ele conhece-me bem e sabe que nao faco por mal…

Mas estes castelos no ar nao sao so sobre vida pessoal. As vezes faço campanhas e eventos na minha cabeça, sonho com eles e de manhã quando acordo nao consigo lembrar-me o que era.

Mesmo este post foi começado ontem a noite, na minha cabeça. E claro, nao me lembrava exatamente o que queria dizer, com muita pena… Gostava de ter o pensatório que o Dumbledore tinha, seria super util, tenho a certeza (alerta Harry Potter geek!!)