Dia a Dia

Parabens a mim!

Esta semana o post chega mais cedo por um bom motivo! Esta que vos escreve faz 34 anos hoje!

E tudo o que este ano teve de bom tambem teve de duro! Mas vamos concentrar-nos no positivo.

Viajamos muito, tal como gostamos! Tivemos varios amigos que anunciaram que vao ser pais e estamos radiantes, mal podemos esperar por ver esses rebentos que vao aparecer nos proximos meses! Vimos as nossas familias muito, tivemos oportunidade de os abracar e de estar com eles tantas vezes que nos chegaram a dizer que passam mais tempo connosco agora do que quando moravamos por la!

So posso agradecer por tudo o que recebi este ano, mal posso esperar para ver o que o proximo ano me reserva!

 

Dia a Dia

FOMO

Há uns anos ouvi esta expressão, FOMO. FOMO significa Fear Of Missing Out. Para quem não conhece a expressão trata-se de um fenómeno de que quando está a acontecer algo temos de lá estar ou então estamos a perder algo muito importante. Sabem quando está tudo no Alive e nós vemos as fotos no nosso Instagram e arrependemo-nos uma vez mais de não termos comprado bilhetes embora nem gostemos de festivais de música? É isso mesmo!

Mas o FOMO atinge proporções gigantescas no Reino Unido. Por aqui temos de comprar bilhetes para concertos com um ano (ou mais de antecedência), demoramos anos para conseguir bilhete para a peça do Harry Potter, as férias são marcadas de um ano para o outro, os fins de semana são sempre mega ocupados, os restaurantes têm meses de espera quando abrem. Tudo porque muita gente sofre disto mesmo, de FOMO.

O FOMO não é algo que apareça de repente, assim como uma gripe. É algo que se instala devegarinho, que penetra nas camadas da pele uma a uma e quando nos apercebemos está instalado.

Esta que vos escreve sofre de FOMO assim em níveis surreais! Ninguém me pode recomendar nenhum restaurante, nenhuma peça de teatro, nenhum spa, nenhuma viagem, sem que eu comece a ver preços e disponibilidade. Tenho listas dos musicais que quero ir ver, restaurantes que quero ir experimentar, viagens que quero fazer. E isso reflete-se numa agenda sempre super planeada. Há semanas que olho para a minha agenda e penso que se algum azar acontece estou lixada, as peças nunca mais vão encaixar. E acima de tudo reflete-se em cansaço, mental e físico. Dói no corpo não descansar sempre que queremos, estarmos sempre a apanhar aviões, a chegar a casa tarde, a viajar constantemente. Não me lembro do último fim de semana que mal tirei o pijama e tenho nítida sensação que o meu corpo iria estranhar se eu passasse dois dias sem fazer nada. Disseram-me que isto iria passar quando comprasse casa, deve ser como quando me disseram que quando tivesse 30 anos ia querer ter filhos mas pelo contrário, cada vez mais preencho os meus dias…

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Imagem retirada daqui
Dia a Dia

Culpa

Sair do país em que nascemos traz muitas coisas boas. Novas oportunidades, novas culturas, novas formas de ver a vida. Mas como todos sabemos também traz muitas coisas más. A família cresce, envelhece, os amigos têm filhos e nós nem sempre estamos cá.

Embora façamos um esforço para estarmos presentes nem sempre sentimos que chegamos lá. Tentamos não falhar a nascimentos, a batizados, a casamentos. Tentamos ver toda a gente mas nem sempre dá. E acima de tudo chega a culpa. Chega devagarinho, instala-se nós espaços que a saudade lhe dá. Faz-nos questionar as nossas escolhas na vida. Faz-nos sentir que se só estamos bem onde não estamos. E se sempre me senti segura sobre as escolhas de vida que fiz, também tenho direito a questiona-las. Em refletir no meu plano de vida.

E não, não vamos regressar a Portugal. Gostamos da vida que construímos, da carreira que temos, dos amigos que temos no reino unido. E embora saiba que nem sempre posso estar lá para todos também sei que na verdade o que vivemos quando vamos a Portugal não é a verdade. As pessoas muitas vezes só se juntam quando nós lá vamos. A família tem a sua rotina e mais do que fazer do que jantarmos todos os dias.

Mas as vezes gostava de estar mais para eles… Ver as amigas grávidas mais uma vez antes de terem os filhos. Dar mais um beijo nos sobrinhos. Acompanhar mais a irmã e o pai nas consultas. Ver a avó e os primos mais vezes…

As vezes dói regressar e hoje foi um desses dias…

Dia a Dia

A minha irma

A minha irma faz hoje 20 anos… Ok, nao sao 20, mas nao estou autorizada a dizer quantos sao! Digamos que sao  20 mais IVA, IRS, IMI e mais uns quantos!

A minha irma e’ a pessoa mais parecida e mais diferente de mim. E’ com quem eu conto para o primeiro abraco e para o primeiro ralhete. Nao tem medo de me dizer o que pensa sobre a minha vida, as minhas escolhas. Doa a quem doer! Diz-me muitas vezes que lhe faço falta e eu nao lhe digo suficientes!

A minha irma ensinou-me as primeiras letras e deu-me o meu primeiro (e quase ultimo) cigarro! Ensinou-me os caminhos certos da vida, e foi sempre a frente a abrir caminho. Foi minha mae, minha enfermeira, minha psicologa e minha tarologa. Soube sempre desde cedo que eu iria longe.

Hoje deveriamos estar juntas a celebrar mas o estupido do corona tirou-nos essa possibilidade! Mas eu sei que tu sentes o meu amor mesmo a 1500km de distancia!

Muitos parabens minha mana boa!

Foto mais recente das irmãs
Ultima foto juntas em Fevereiro 2020
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As irmas na minha despedida de solteira!
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Quando eu e a minha irma ligamos uma a outra e descobrimos que estamos a usar a mesma cor!
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A minha irma liga-me sempre para cantar os parabens a familia!
Dia a Dia

Parar e pensar…

Já disse algures por aqui que sinto que quando viajo me reconecto com o J. Sei que não tendo filhos isto não faz grande sentido mas a rotina e a nossa agenda super preenchida faz com que não tenhamos muitos momentos relaxados em que temos tempo para conversar a olhar um para o outro durante horas. Ultimamente por motivos profissionais estes momentos são ainda mais raros e dou por mim a suspirar por férias. Não férias para entrar num avião, porque essas felizmente estamos a ter, mas daquelas que estamos só os dois durante dias a fio. Que durante horas sem fim só abrimos a boca para falar um com o outro, em que discutimos planos para o futuro. Lembro-me que em 2019 tivemos uma conversa muito profunda sobre poupanças e objetivos a curto e médio prazo de investimentos no Mónaco, decidimos que iriamos continuar a apostar nas nossas carreiras nos próximos anos numa viagem que fizemos à Alemanha, e foi na Ásia que percebemos o quão apaixonados somos um pelo outro passado estes anos todos. Sei que parece cliché mas a rotina não nos permite parar e pensar. Perceber o que vai na alma do outro, sem aquelas camadas de cansaço, com a cabeça limpa. Para nós as viagens são como terapia de casal. O que não gastamos em terapia de casal gastamos em jantares a meio da semana, viagens os dois e no nosso anjo da guarda que nos organiza a vida e a casa. São a santíssima trindade que precisamos para encontrar o balanço certo da vida. São os luxos, que para nós são como pão para a boca, que nos fazem sentir que tudo vale a pena!

Nota: este post foi escrito há mais de meio ano e a ironia é que não podemos viajar neste momento. Várias pessoas me perguntam como estou a lidar e com toda a franqueza nada bem! Não pelas férias perdidas em si, temos de ser altruístas e pensar no bem do mundo, mas sim porque me sinto perdida sem a minha cenoura a frente do burro. É uma questão de ajuste, claro!

Dia a Dia

Perspectivas…

A minha carreira sempre foi muito importante para mim. Lembro-me de ser pequena e de pensar que quando fosse grande queria ter um emprego em que saísse tarde, porque na minha cabeça, esses é que eram os empregos importantes!

Todos os que me rodeiam sabem bem o quanto amo o que faço e a indústria em que trabalho, sou muito profissional e isso tem-me levado a conseguir alguns sucessos profissionais. Algumas noites fora de casa, fins de semana a trabalhar, muitos nãos dados a família e aos amigos, mas acho que valeu a pena até agora.

No entanto um dia tive uma epifania. Percebi que na verdade me estou pouco borrifando para o que é que os meus amigos fazem. Não que não queiram que eles tenham sucesso profissional, pelo contrário, sou a primeira a puxar por eles, mas no dia a dia não é isso que é importante. Para mim o importante é se estão felizes, se são boas pessoas. E muito provavelmente eles pensam o mesmo sobre mim. Recentemente tive um desafio profissional (temporário) assim altamente! Sabem aquele sonho que acham que vai acontecer daqui a muitos anos? Pois eu consegui fazê-lo durante uns meses a título temporário. A família e os amigos ficaram radiantes, sabiam que era o meu objetivo, mas passado cinco minutos passou. Sou a mesma Joana de sempre, com mais ou menos responsabilidade, mais ou menos horas a trabalhar. No final do dia para eles só interessa quem eu sou, se estou feliz, se estou lá para eles como eles estão para mim. A divisão entre a esfera pessoal e profissional é grande e eu estou muito confortável e feliz com ela. Porque com tanta mudança na vida profissional, saber que posso regressar para os braços dos que me querem mais na vida é a coisa mais reconfortante que posso ter. Ser apenas a Joana, sem adereços nem responsabilidades, sem dramas nem expectativas é a melhor coisa que pode acontecer!

Dia a Dia

Individualidade

Na altura em que escrevo este post há uma “polemica” em Portugal sobre a liberdade que pessoas solteiras têm em relação a quem esta com alguem.

Aí está um tema que me da imensa comichão lembro-me que quando eu o J. começamos a ficar mais sérios esclareci logo que não era pássaro de gaiola. Precisava e preciso da minha individualidade, de estar sozinha por vezes, de nao sermos apenas os J’s mas sim o J e a J. E ele nao so respeito isso como concorda plenamente… Ele também precisa dos seus momentos a sós, dos seus hobbies, jantares sem mim. E nao ha problema nenhum nisso, pelo contrario! Por isso quando se fala na liberdade de estar solteira eu penso logo “mas eu nao estou presa!”.

Para mim uma relaçao nao funciona se não existir individualidade. Para os meus colegas de trabalho, por exemplo, o J. mal existe… E para os dele eu também sou alguém que a maioria não conhece. A trabalho ou a lazer acabamos por viajar sozinhos por vezes. E na verdade adoramos esses momentos. Não porque estamos fartos um do outro mas sim porque criamos saudades, percebemos que aquilo que tomamos como garantido, como um abraço apertado depois de um pesadelo, nao e’ garantido. E’ muito bom perceber que precisamos de valorizar o quão importante aquela pessoa e’ para nós. Voltarmos a ter borboletas no estômago quando chegamos a casa, voltarmo-nos a apaixonar pelo olhar um do outro.

Por isso nao tenham medo de pedir espaco, tempo. Desenvolver a vossa individualidade, perceberem quem são sem o outro…

Dia a Dia

Hábitos portugueses que ainda não deixei

Em junho do ano passado escrevi um post sobre hábitos ingleses que já adquiri. Na altura queria fazer este como continuação mas esqueci-me (quem nunca…). Sou portuguesa com muito orgulho. Adoro o nosso país, como tudo o que tem, de bom ou de menos bom. E embora more no reino unido há mais de seis anos as minhas raízes portuguesas serão sempre muito importantes. Todas estes hábitos são tão enraizados que demorei a lembrar-me deles…

– almoçar em condições – parar para almoçar, comer uma refeição em condições para mim são super importantes e são hábitos que mantenho. É esquisito para os ingleses que eu coma sopa e conduto mas para mim é imprescindível comer de faca e garfo

– ser sincera – não podemos confundir com ser frontal, que a maioria das vezes é apenas sinal de falta de educação, para mim eu tenho de ser sincera com quem me rodeia, com que escolho passar os meus momentos de lazer.

– convidar amigos para virem cá a casa almoçar – infelizmente a nossa vida caótica nem sempre permite, mas sempre que possível temos amigos cá em casa a almoçar.

– abraçar/tocar nas pessoas – foi algo que incomodou muitos dos meus colegas mas habituaram-se, coitados

– cozinhar a sério – na verdade esta é mentira porque eu mal cozinho mas o J. cozinha e é muito bom. Quase todas as nossas refeições são feitas do zero com ingredientes frescos ao contrário dos ingleses que têm por hábito comer coisas pré-feitas

– Manter o contacto com a família – também aqui está outra que os meus colegas estranharam mas já abraçaram. A minha família é um pilar importantíssimo na minha família e estamos em constante contacto (abençoado WhatsApp)

– Receber convidados – por ano recebo mais pessoas na nossa casa do que os meus colegas todos somados. As portas estão abertas, a família e os amigos já sabem

– Falar português – esta parece parva mas faz sentido juro. Com o passar dos anos começamos a ficar preguiçosos e tendemos a usar palavras em inglês no meio de uma conversa em português porque não nos apetece pensar. As vezes acontece, principalmente imediatamente depois do trabalho (passamos 8 horas por dia a falar só inglês) ou assuntos que só tratamos em inglês (empréstimo da casa, obras, etc), mas tentamos ao máximo puxar pela cabeça para nos lembrarmos das expressões em português.

Sinceramente pensei que seriam mais, talvez a minha memória esteja péssima… Acrescentariam alguma coisa a esta lista?

Dia a Dia

Os 30

Cada década é importante no desenvolvimento de todos nós. Nos primeiros dez anos crescemos a brincar, no dez anos seguintes crescemos a achar que somos crescidos, nos vintes crescemos a formar a personalidade mas aos trinta sim! Os trinta trouxeram-me a calma. Não sobre a vida porque continuou a criar vendaval por onde passo, mas calma na alma. Nos trinta percebi que não sei se alguma vez vou querer ter filhos e que isso é normal. Nos trinta descobri que não preciso de me dar bem com toda a gente. Nos trinta descobri que tenho amigos daqueles de quem gosto tanto ou mais do que família. Nos trinta descobri que ainda se pode ter borboletas no estômago quando o amor de mais de uma década chega a casa. Nos trinta descobri que a minha família é o meu pilar e que isso é muito bom. Nos trinta descobri que o coração é elástico e que conseguimos lá meter toda a gente que queremos. Nos trinta percebi que a família que adotei (e que me adotou) é muito importante para mim, com todos os seus apêndices.

Fiz coisas aos vinte que nunca conseguiria fazer aos trinta. E ainda bem que as fiz, foram elas que me deixaram chegar onde estou.

Mas esta década está a ser tão saborosa, e ainda tenho mais de seis anos para a viver!

Dia a Dia

Resoluções de ano novo

No ano passado foi a primeira vez que não me esqueci 5 minutos depois que resoluções de ano novo tinha feito. Aqui que o facto de ter escrito aqui sobre elas ajudou a querer cumpri-las.

E, como tal, decidi escrever também para 2020. Que ano tao redondinho, vamos la aproveita-lo bem!

  • Escrever duas vezes por semana aqui no blog – inicialmente escrevia apenas duas vezes mas chegou a uma altura que tinha tanto para escrever que decidi passar a tres. Isso coincidiu com uma altura da minha vida que tinha mais tempo disponível ao final do dia mas ja nao acontece agora. Foi dificil nos ultimos meses manter o ritmo de 3 posts por semana pelo que vou reduzir. Se for necessario aumento mas o compromisso sera mesmo so 2.
  • Viajar menos – eu sei que falhei redondamente este objetivo no ano passado mas eu ja nao tenho 20 anos e ja custa recuperar de uma noite mal dormida. Assim fica aqui como objectivo nunca viajar dois fins de semana seguidos (embora já saiba que em abril vá falhar mas não posso faltar ao aniversário da minha irmã que faz 20 anos este ano (20 mais IVA, IRS, imposto de luxo, IMI, taxas alfandegárias e sabe lá mais o quê – não estou autorizada a divulgar a idade da minha irmã!))
  • Fazer exercicio duas vezes por semana – a partir de Agosto aumentei a frequencia para duas vezes por semana mas a partir de Outubro baldei-me muitas vezes por causa de visitas, viagens e trabalho (e porque sou preguiçosa!)
  • Trabalhar ainda mais – não em horas porque quero continuar a sair cedo mas 2020 promete em termos profissionais. Procrastinar menos basicamente!
  • Continuar a tocar piano – em 2019 resolvi começar a tocar piano (tenho base de formação em órgão) e relembrou-me o quanto amo tocar!
  • Perder peso (sempre aqui!)
  • Continuar a estreitar laços com as pessoas! Preciso das pessoas que amo a minha volta, quero continuar a estar aqui para elas como elas estão para mim! 2019 mostrou-me que as pessoas são muito importantes para mim, não importa há quanto tempo estão na minha vida…

Por fim queria agradecer muito a quem veio aqui visitar, comentar, quem enviou emails. Este blog recebeu quatro vezes mais visitas em 2019 face ao ano anterior. Como sabem este blog é apenas um hobby. Jamais aceitei algum tipo de oferta, colaboração, desconto, pelo que todos os posts são a minha opinião 100% sincera. Obrigada a quem teve paciência para acompanhar.