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Viver para fora ou respeitar privacidade de quem nos rodeia?

Por causa do meu trabalho fui exposta as redes sociais muito cedo. Tive Facebook quando só meia dúzia dos meus amigos tinham, Instagram antes de toda a gente, já passei pelo Twitter e pelo Snapchat. E com isto veio a exposição. Não havia um dia que não pensasse no que podia partilhar, que não tirava uma foto sem a necessidade de por lá, achava que se fizesse algo e não pusesse online nem valia a pena fazer. Patético, parvo, podem julgar, eu sou a primeira.

Mas um dia a minha vida mudou… Achei que um colega se expunha tanto que tanto que parecia quase um esfregar na cara dos outros. Percebi que incomodava os que me rodeavam e não podiam fazer o mesmo que eu, criava frustrações nos outros, ou recebia piadas dos amigos a dizer que não tinha tempo para ninguém porque tinha uma vida tão preenchida. E depois há o J. O J. não tem redes sociais. Não gosta da exposição pública, é super privado, e eu acabava por quebrar essa privacidade dele. Não que ele ficasse chateado, na verdade ele não quer saber, mas percebi que não estava a respeitar a vontade dele. E depois tenho o blog. Parecendo que não é uma exposição grande. Em 2019 tive mais de 4,000 visitantes por aqui… De loucos para alguém cujo objetivo é apenas relatar onde vai para quando os amigos pedem ajuda para viagens.

E bem devagarinho desacelerei… Não foi de propósito, e também é por fases, mas já não gosto muito de partilhar… O meu último post no Instagram é de há dois meses atrás (nota: era quando escrevi este post), e antes disso passou um mês. Não sinto necessidade de postar quando vou a um concerto, ao teatro, jantar fora. Reservo o meu Instagram para publicar umas fotos quando viajo e são bem menos do que publicava antes… Facebook? Só existe como repetição do conteúdo do Instagram ou para partilhar conteúdo relacionado com o meu trabalho praticamente… Prefiro partilhar com a família e os amigos no WhatsApp quando vejo algo interessante, partilho a minha opinião de forma privada…

Por fim o blog. Este blog já existe há muitos anos, embora tenha decidido apagar o conteúdo mais antigo. O J. não era grande apoiante e mesmo hoje continua a achar engraçado o facto de eu continuar a ser regular por aqui mas não vem cá ver. É verdade que exponho muito a minha vida aqui mas é aquilo a que eu chamo de a parte pública da minha vida privada. Aquilo que eu faço fora de casa. A razão pela qual comecei a escrever estes posts foi apenas porque senti que o conhecimento que ganhei com as viagens, os truques, etc, se perdiam. Porque eu me esquecia com o tempo, porque me esquecia de dizer aos amigos quando perguntavam… E várias pessoas a minha volta me disseram que devia começar a escrever. Eu continuo a escrever este conteúdo para mim e para os meus amigos. Se mais pessoas vierem porreiro, mas como já disse por aqui, eu não sou patrocinada, nem quero ser…

4 thoughts on “Viver para fora ou respeitar privacidade de quem nos rodeia?”

  1. Eu gosto da partilha com peso e medida.
    Adoro vir pesquisar o teu blog, pois a minha memória já começa a sofrer…
    E gosto desta troca de informação.
    Conheço poucas pessoas que gostem de viajar como nós. Ou que percebam a minha euforia quando encontro uma tarifa de fim d semana com a BA por £45 return 🙂
    Até já pensei voltar a escrever sobre as nossas viagens, precisamente para mais tarde recordar os detalhes (tipo como demoraramos quase 3 horas para passar o controlo do passaporte na Argentina) mas tenho tido preguiça! 🙂
    Se há algo que me chateia nas redes sociais é comentarios tipo “Que sorte!” quando posto a foto de uma piscina. Engraçado, não dizem o mesmo quando dizemos que o alarme cá em casa toca às 5h50 da manha para irmos trabalhar!!
    Bjinhos

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    1. Nem me facam falar da “sorte” que me da logo uns calores!!!

      Ainda ontem numa conversa com alguem essa pessoa me disse que ia ter de reduzir as ferias em Espanha porque ia gastar £6,000 a renovar uma divisao e esse era o preco de uma semana de ferias em Espanha. Dois adultos e uma crianca…. £6,000! So se fosse nas Maldivas mesmo e’ que perceberia isso…

      Quando as pessoas comecam a chatear com a “sorte” que tenho ja nem respondo. Longe vao os tempos em que explicava que demoro horas a pesquisar estes negocios, que tenho de ser super flexivel, que muitas vezes implica acordar as 4 ou 5 da manha ou chegar a casa a 1 ou 2. Mas ja nao me dou a esse trabalho, sou sincera….

      Comeca a escrever, a serio! No inicio tambem me custou mas agora ja estou no ritmo, ja penso logo como vou abordar determinada viagem, o que me marcou etc. E quando escrevermos fica para sempre, a nossa memoria e’ traicoeira…

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  2. Maldivas e em temporada alta, só pode!! 😉
    Então o casal nunca ouviu falar em Free Child Places??
    A First Choice costumava fazer umas boas promoções para familias.

    Sorte, tive quando no centenário da BA consegui em menos de 10 minutos, 2 lugares para o Rio De Janeiro, ida e volta por 200 LIBRAS cada um. A competição foi intensa, até tremia, e quando vi a reserva mal conseguia acreditar!! Depois ainda tivemos a Sorte de ver o voo de regresso cancelado, o que nos permitiu ficar um par de noites extra.. o q foi uma chatice como se pode calcular 🙂

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