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Raízes

Vivi 18 dos meus primeiros 21 anos no mesmo concelho o que é inacreditável se pensarmos no número de casas que vivi. E mesmo os 3 anos que não vivi lá ia todas as semanas à minha origem. As pessoas que marcaram a minha infância e juventude quase todas vivem lá e tenho óptimas memórias lá. No entanto, sem querer, cortei o cordão umbilical. Primeiro a minha irmã, depois o meu pai e por fim a minha avó deixaram de viver ali. Os amigos quase todos se mudaram. E as memórias ficaram mas não tenho tantas razões para lá ir. Sem querer apercebi-me que não me lembro da última vez que fui ao Luso. Nunca fui ao pedra de sal, que não como natas da d. Encarnação (que nem sei se ainda é viva) há perto de 8 ou 10 anos, que não vou ao lago há quase uma década, que não respiro o ar do meu buçaco há demasiado tempo. E isso dói. Porque o Luso é e será sempre a minha terra. Mais do que ser o local de nascimento que consta no meu cartão do cidadão é onde está o meu lar. O meu coração. E eu quero que isso mude, quero voltar a criar rotinas de voltar ao Luso de forma regular. Ver a Tila, a Alice, a Lurdes. A casa onde cresci, a fonte, o lago, o mercado. Divulgar o que de melhor se faz na minha terra, o que ver, o que fazer. Como e possível que viaje o mundo mas falhe a divulgar as minhas raízes?

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