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Jerusalem – Monte das Oliveiras

Por norma não costumo fazer tantos tours numa viagem só. E’ a limitação das horas, pelo custo e porque gosto de visitar mais independente. Mas o calor e o facto de estar sozinha fez com que decidisse fazer esta tour com a mesma empresa com quem fiz a Free Tour. E tenho noção que neste caso foi muito importante fazer esta visita acompanhada por pessoas que puderam explicar o quão importante e ligada a vida de Jesus esta montanha.

O início da visita começa com uma boleia ate ao topo do Monte das Oliveiras. E e’ muito bem-vinda, especialmente quando a caminhada ate ao topo do monte e’ tão íngreme e estava tanto calor!

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O primeiro ponto da visita foi a Igreja da Ascensão. Tal como o nome indica e’ aqui que se pensa que Jesus Cristo pisou pela última vez a terra e ascendeu ao céu. A igreja foi construída a volta da “pegada” de Jesus Cristo. Uma vez que Jesus e’ também uma figura importante na história islâmica não será de estranhar que na verdade esta igreja está entregue há muitos séculos aos cuidados de uma família islâmica.

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Imagem retirada daqui

O ponto seguinte foi a Igreja do Pai Nosso. Não e’ difícil perceber que foi neste espaço que, segundo a lenda, Jesus ensinou os apóstolos a rezar o Pai Nosso. Para além da gruta onde se julga que este episódio tenha acontecido, o interessante de ver neste espaço são as centenas de azulejos onde se podem ver esta oração em centenas de dialetos e línguas que se podem encontrar no mundo todo.

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O Cemitério Judeu, e’ sem dúvida, o ponto central desta visita. Segundo a crença judaica (e muçulmana) o Dia do Juízo Final irá acontecer aqui, e como tal o cemitério Judeu no monte das Oliveiras e’ disputado por judeus e muitos pagam muitos milhares de euros por um espaço aqui. Outro facto interessante e’ que não irão encontrar muitas flores neste cemitério (se e’ que alguma!). No entanto irão encontrar pedras em cima dos túmulos. Isto acontece porque as pedras são consideradas duradouras e, como tal, a homenagem que os familiares e amigos querem prestar aquela pessoa.

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Imagem retirada daqui

A descida pelo monte continua com uma visita a Igreja Dominus Flevit. Esta igreja foi construída no local onde se acredita que Jesus teve uma premonição que Jerusalem seria destruída. A visão que se tem nesta igreja sobre a cidade velha e’ fantástica!

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Imagem retirada daqui

Embora não faça parte da visita passará pela Igreja Ortodoxa Russa (Igreja de Maria Madalena). Esta igreja de cúpulas douradas e’ lindíssima e merece uma visita, no entanto tem horários super restritos. Quando visitei Jerusalém estava aberta a visitas as Terças e Quintas entre as 10 e o meio dia.

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Imagem retirada daqui

O último ponto da visita e’ a Igreja de Todas as Nações. A ligação entre esta igreja e a vida de Jesus e’ que e’ aqui que este rezou pela ultima vez antes de ser preso. O jardim de Oliveiras desta igreja também e’ fantástico pois estima-se que existam oliveiras com mais de 2000 anos aqui! A igreja em si também merece uma visita, principalmente pelo seu tecto único, cujo objectivo e’ representar a noite em que Jesus rezou pela última vez neste mesmo local.

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Imagem retirada daqui

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Jerusalem – Cidade Velha

Jersusalem foi das cidades pela qual mais me apaixonei. Nao foi uma paixao rapida, subita, mas sim um sentimento de inquietude que se instalou ca dentro e que a cada diz mal podia esperar o nascer do sol para continuar a descoberta da cidade.

Sou sincera, escrever sobre Jerusalem nao e’ facil. Ainda me comovo quando penso na viagem. A minha vontade e’ dizer “andem muito para descobrir!” mas correm o risco de perder algum ponto importante, por isso o meu conselho e’ que comecem por fazer uma tour. No meu caso fiz duas: a free tour e a tour pelo monte das Oliveiras. Ambas foram imprescindiveis para que sentisse que de facto estava a aprender realmente a historia da cidade.

Mas comecemos pelo inicio. A cidade velha de Jerusalem esta dividida em quatro bairros: Bairro Judeu, Muculmano, Cristao e Armenio. Cada um destes tem caracteristicas muito unicas e existem pessoas que vivem nestes bairros que passam dias (semanas, meses!) sem sair deles. E’ aqui que vao a escola, trabalham, vao a igreja (ou a sinagoga, ou a mesquita), fazem as suas compras, passam os seus momentos de lazer. E’ importante visitar os quatro para perceber as suas caracteristicas unicas.

Mais cedo ou mais tarde ira certamente passar pela porta de Jaffa. Esta e’ uma das 8 entradas para a cidade velha mas sem duvida a mais conhecida. E’ aqui que encontrara a torre de David.

Siga depois para a Igreja do Santo Sepulcro. E’ aqui que, segundo a historia, Jesus foi sepultado e cruxificado. O fervor dentro desta igreja e’ dos maiores que ja vi no mundo. Verti umas lagrimas aqui dentro, nao minto. Varios grupos cristaos controlam partes da igreja incluindo catolicos, gregos, armenios, russos e existem missas de forma regular la dentro. Uma vez que a igreja e’ partilhada entre varias confissoes a chave desta igreja e’ guardada pela mesma familia muculmana a seculos. Outro facto engracado e’ a existencia de uma escada na fachada da igreja. Esta escada e’ o simbolo do “statos quo”. Foi colocado na fachada na primeira metade do seculo XIX, no entanto nao se sabe por quem, nem muito menos a que faccao da igreja pertence. Assim, como nao existe entendimento sobre a quem pertence, ninguem se atreve a mexer-lhe, sob pena de alterar a ordem e paz que reina nesta igreja.

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Nao se esquecam de percorrer a Via Dolorosa. Esta rua, que comeca na Porta do leao e percorre toda a parte ocidental da cidade velha, termina na Igreja de Santo Sepulcro. De acordo com a tradição, foi o caminho que Jesus carregou a cruz. A rua possui nove das catorze pontes. Os ultimos cinco estao dentro da Igreja do Santo Sepulcro.

Bem perto podem encontrar a porta de Damasco. Esta que e’ a porta mais antiga de entrada na cidade fazia a ligacao a famosa “estrada de Damasco”.

Nao se esquecam de reservar tempo para os Souks. E’ aqui que vao encontrar a verdadeira essencia de Jerusalem. E e’ aqui que vao encontrar tudo o que podem imaginar: de especiarias a bacias, de tunicas a roupa interior, de tamaras a pizza! Em todos os bairros ha um denominador comum, sao um bocado chatos! Eu so fiz compras nos espacos que nao me chatearam, nao tenho paciencia nenhuma!

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O ponto central da cidade velha, para mim foi sem duvida o muro das lamentacoes. Passei por ali diversas vezes, de dia e de noite. Vi pedidos de casamento, Bar Mitzva, muito choro, muita reza. E sim, tambem meti la o meu papel. O muro das lamentacoes e’ o segundo local mais religioso para os judeus. Segundo a historia, esta parede e’ o unico vestigio do templo de Herodes.

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Por fim e’ importante falar na cupula da Rocha. Esta mesquita que fica colada ao muro das lamentacoes e’ mais uma prova como estas religioes tem de partilhar um espaco tao pequeno e como e’ dificil manter a harmonia neste espaco. E’ dificil dizer quando esta aberta. Segundo as pesquisas que fiz so esta aberta de 2ª a 5ª feira, e apenas entre 13:30 e 15:00.

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Isto nao e’ uma lista exaustiva, ha muito mais para ver na cidade velha. Desde as ruinas do Cardo, as igrejas escondidas, sinagogas, varandas que tem uma vista fantastica sobre o muro das lamentacoes, existe muito mais do que visitar apenas os pontos marcados no mapa.

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10 anos de Londres

Fez ontem 10 anos que embarquei num voo para Londres… E esquisito pensar porque a Joana de há 10 anos atrás não tem muito a ver com a Joana de hoje… Ou se calhar a Joana de hoje já estava lá mas ainda precisava de ser descoberta…

Foi a minha primeira viagem sem a família. Foi a minha primeira viagem de avião (apesar de o ter escondido durante muito tempo). Foi a primeira cidade pela qual me apaixonei mesmo a serio.

Esta viagem marcou-me para a vida toda. Foi nesta viagem que percebi que viajar estava ao alcance de qualquer pessoa. Que o mundo era demasiado grande, que a vida pode ser fantástica, que não temos de nascer e morrer no mesmo sítio, que somos filhos do mundo e não dos nossos pais.

10 anos depois existe outra Joana. Que cresceu, mudou, arriscou e é tão feliz. Tenho a certeza que a Joana de ha 10 anos atrás estaria muito orgulhosa desta!

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Foto tirada há 10 anos atrás junto a St Pauls. A camisola, o casaco e o livro ainda existem. A Joana também, mas em versão melhorada!

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Israel – impressoes

Se existem viagens com história, a minha viagem a Israel e’ sem dúvidas uma delas.

Esta viagem não estava de todo nos planos. Mas a empresa do J. pediu-lhe que fosse a Israel uma semana para uma formação e eu colei-me. Mas a última da hora a formação foi alterada e o meu voo não era reembolsável. O que fazer? Pois fui sozinha! Nao disse a família (o meu pai teria tido um ataque cardíaco no mínimo), mantive o registo nas redes sociais apenas no Instagram (nem a minha irmã nem o meu pai tinham na altura) e fui! Não fiquei num hotel tão espectacular como o que a empresa do J. tinha marcado, não sai a noite sozinha (com exceção do Shabat onde fui com umas raparigas que conheci na visita guiada), tomei cuidados extra mas fui. Nao me arrependi de todo!

Israel foi muito mais do que eu estava a espera. Mexeu comigo espiritualmente, tornou-me mais próxima do passado e do caminho que cada religião teve.

Se foi perigoso? Sim e nao. Não, na maior parte do tempo não senti que estava numa região permanentemente em guerra. Sim, vi um tipo quase ser assaltado, fiquei encurralada entre manifestantes e a polícia, não apreciei ter andado por ruas desertas a noite. Mas sobrevivi, sem um único arranhão e estou aqui para contar a história.

Um pequeno problema, nao encontro as fotos dessa viagem. Nao faco ideia onde as pus, nao estao nos locais habituais. Por isso estes posts vao ter apenas fotos que publiquei no Instagram na altura.

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Ir para fora perto

Bem sei que eu e o J. não temos filhos e, como tal, temos todo o tempo do mundo para o outro. Na realidade não funciona bem assim. Tanto eu como ele trabalhamos bastante, eu trabalho as vezes ate tarde, fins de semana, ele as vezes chega a casa só a hora de jantar e a rotina instala-se. E bem sei que temos uma sorte imensa porque viajamos muito e esses são momentos chave para conectarmos, falarmos sem pressas, sem horários, dar a mão, olhar bem no fundo dos olhos dos outros. No entanto, também gostamos de fazer pausas que não sejam necessariamente viagens. Que não impliquem apanhar comboios, viajar durante horas de carro, fusos horários. Por vezes só queremos quebrar a rotina. E encontramos o nosso cantinho a 15 minutos de nossa casa. Nada luxuoso, mas os quartos são super confortáveis, a comida ótima e como extra, tem um spa com piscina, banho turco e sauna. Fica localizado numa zona empresarial e, como tal, ao fim de semana tem sempre pacotes que não nos fazem ter de vender um rim. Estamos a falar do Holiday Inn que fica em Winnersh, mesmo ao pe de Reading.

Normalmente compramos o pacote que inclui hotel, spa, jantar e pequeno almoço, para entrarmos e não nos preocuparmos com mais nada!

Exemplos dos pratos que servem ao jantar

E como vou sempre para relaxar nunca me lembrei de tirar fotos, para além da comida por isso tirei estas do site do hotel.

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Já fomos no dia dos namorados, na passagem de ano e porque sim. Os preços são ligeiramente mais caros em épocas festivas claro mas mesmo assim nada de especial.

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Alugar carro em Portugal

Normalmente quando vamos a Portugal alugamos carro. Aconteceu por acaso um dia precisarmos de carro em Portugal e quando pesquisamos descobrimos o quão barato era por norma alugamos. E nao e’ um luxo estupido porque normalmente calha-nos um fiat panda ou um Citroen C1, porque alugamos o mais baratinho.

E quando dizemos a quem nos pergunta quanto pagamos ficam chocados (e provavelmente nem acreditam)!

O nosso truque e’ super simples, usar agregadores de procura como o Autoeurope ou o Holidays Extra.

No exemplo em baixo pesquisamos de sexta a noite (21h) ate domingo ao final da tarde (18h).

O preço em baixo e’ total, como todas as taxas! Acabamos por optar pela Budget por £12, levantando no aeroporto. A única coisa que não está incluída e’ o seguro extra, que nunca fazemos. Se forem com a família aconselho aluguem um Economy ou um midsize mas se forem so dois gatos pingados (como acontece connosco) o mini esta optimo! Por norma descarto a centauro e empresas que não conheço mas já usei a interrent dezenas e nunca tive problemas. Tem o inconveniente de terem de terem de apanhar um shuttle até ao escritório deles mas nos não nos importamos. Neste caso optamos pela Budget porque por mais uma libra apanhamos o carro no aeroporto mas por norma optamos por uma tipo interrent.

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NOTA: Sim, podíamos perfeitamente ter alugado um economy por mais uma libra mas na altura nem vi que a diferenca era so uma libra!