Quando contratempos acontecem

Nós planeamos as viagens ao pormenor. Sabemos onde ir, como ir, o que comer e onde vamos ficar. Temos seguros de viagem. Imprimimos todas as reservas. Temos vários cartões de débito e crédito (12 no total!!). Trocamos moeda antes de viajar. Vemos até índices de criminalidade.

Mas às vezes contratempos acontecem. E hoje, às 7:58 da manhã a terra tremeu em Osaka. Depois dos momentos de pânico, de vermos que estávamos bem, de avisar a família, percebemos que os planos de hoje não iam acontecer. Não há metro, não há comboio, os autocarros estão cheios, não conseguimos alugar carro. Resultado? Sentámo-nos numa esplanada a aproveitar o bom tempo, pedimos o café e usamos a internet. Alguma solução haveria de aparecer.

Situações destas acontecem. Não há como prever, não há como evitar… Sobrevivemos sem nenhuma consequência a um tremor de terra. Houve mortes, houve feridos, houve danos materiais, mas nós escapamos sem um único arranhão. Há centenas de pessoas nas estações sem saber como irao para casa hoje. Nós estávamos de partida para kyoto e demorámos mais de 4 horas para fazer um percurso que deveria ter sido feito em meia hora. Andamos de estação em estacao até conseguir apanhar um transporte para kyoto. Dentro do azar somos uns sortudos, é o que podemos afirmar.

(Post escrito a 18 de junho, 4 horas depois do tremor de terra. Não foi publicado logo para não preocupar a família e os amigos)

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3 thoughts on “Quando contratempos acontecem”

  1. Chegámos hoje de férias e por isso, confesso que não me lembrei que estavas no Japão e nem me apercebi de (quaisquer) notícias sobre um terramoto. Ainda bem que publicaste este post a descansar. Fazes-me pensar da preparação na eventualidade de uma situação tão inesperada. Não devem ter apanhado para o susto… Beijinho, para tu e para o esposo.

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  2. Chegámos hoje de férias e por isso, confesso que não me lembrei que estavas no Japão e nem me apercebi de (quaisquer) notícias sobre um terramoto. Ainda bem que publicaste este post a descansar. Fazes-me pensar da preparação na eventualidade de uma situação tão inesperada. Não devem ter apanhado para o susto… Beijinho, para tu e para o esposo.

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    1. Não há forma de prever infelizmente mas também não podemos pensar em deixar de viajar só a pensar nas eventualidades. Estamos bem, isso é o mais importante 🙂 beijinho

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