Como gerir as saudades

Decidir sair do país não foi assim tão difícil. Estava estagnada num emprego, queria algo novo e ele teve uma proposta irrecusável. Chorei muito nos meses que estivemos separados pelo que quando o momento do salto chegou estava mais que preparada.

No entanto não estava preparada para a saudade. Achei que o facto de já não viver na mesma cidade da minha família iria ajudar mas não estava mais enganada.

Na verdade o título deste post é uma falácia. Não consigo gerir as saudades da família e dos amigos. O whatsapp e as redes sociais ajudam mas não resolvem tudo. Quando a avó adoece, quando o aniversário dos sobrinhos chegam, quando os amigos mudam de casa e tu não estás lá para ajudar, não há nada a fazer. Decidimos que não passamos férias em Portugal. Férias são para nós momentos a dois e o tempo em Portugal é tudo menos isso. Mas vamos muito a Portugal, normalmente umas 5 ou 6 vezes por ano. Se ajuda? Talvez…. Por exemplo este post é escrito no comboio a caminho do aeroporto, depois de uma semana em Portugal (coisa MUITO rara). O coração está partido por deixar a família e os amigos para trás.

Acima de tudo eles sabem que estou aqui. Sabem que posso vir cá sempre que precisarem, que estou sempre do outro lado do telefone. E tento ao máximo criar laços muito fortes, daqueles bem apertadinho!!

SPA aéreo

Tenho de confessar, este post não é original. Há muitos anos que sigo a Dri Everywhere e ela fez um video sobre isso e eu, que não consigo ver nada decidi copiar!

Já falamos um pouco no drama dos cremes e no facto de eu viajar quase sempre com mala de mão mas por vezes viajo com mala de porão e é nestas alturas que faço o meu mini spa aéreo.

Eu tenho uma pele super complicada. Mega seca, uma rosácea que necessita de extrema atenção, alergia à depilação (não estou a gozar juro) enfim, uma bela porcaria. E como viajo bastante (estou no meu sexto voo em 12 dias) a minha pele está a implorar por um bocadinho de atenção. Assim aproveitei e fiz o meu micro spa aéreo no voo para o Japão.

Comecei por limpar a pele com discos embebidos em água micelar para retirar a maquilhagem. Na verdade não tinha nenhuma maquilhagem mas foi a embalagem mais pequena que encontrei na boots.

De seguida apliquei uma máscara hidratante da Avene para peles sensíveis que deixei atuar durante 15/20 minutos. Limpei mais uma vez com o disco.

Depois passei o creme hidratante da Neutrogena (que maravilha os produtos desta linha, super leves e hidratantes), o creme de olhos da Avene, o protector labial e o creme de pescoço (embalagem pequena roxa).

Horas depois, antes de dormir fiz a máscara hidro Boost da Neutrogena (mais um produto da linha do creme hidratante) que deixei ficar até estar bem bem seca.

Finalmente retirei o tecido que vinha com a máscara, deixei ficar o produto na pele e terminei com o fórmula absolute questions promete deixar a pele restaurada como se tivéssemos dormido 8 horas.

Para este mini spa as únicas coisas que comprei foram:

– discos da Simple
– máscara da Neutrogena

O produto de pescoço e o das 8 horas de sono (as duas embalagens roxas) vieram numa beauty box que comprei no Marks and Spencer por 15 libras e que tinha 15 produtos (a maioria bem maior que este).

Todos os outros produtos já fazem parte da rotina diária ou tinha em stock.

Todas as embalagens são pequenas de forma a passar na segurança do aeroporto (a maior tem 50ml).

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Roménia – e a comida?

Já se sabe, comer é sempre uma parte importante das nossas viagens. Desta vez tivemos oportunidade de visitar dois restaurantes super típicos, o Hanu’ lui Manuc e o Caru’ cu Bere. O primeiro fica numa praça aberta e tem música ao vivo e o segundo tem uma sala magnificamente decorada e tinha dança ao vivo.

Nestes dois espaços tivemos oportunidade de experimentar várias comidas típicas:

Mici – uma carne picada, servida em formato de salsicha super deliciosa (e pesada)

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Mamaliga – uma espécie de papa (ou pure) também conhecido por polenta, feita de milho que normalmente serve de acompanhamento (em baixo a acompanhar o sarmale)

Sarmale – uns crepes de recheio de carne embrulhados por couve – o João adorou tanto que comeu isto nos dois restaurantes (daí as duas fotos)

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Para além destas comidas que experimentamos existem outras que não tivemos oportunidade tais como salada de vinete e papanasi (sobremesa).

E eu que não gosto de sobremesas descobri que adoro struddel de maçã recentemente e não resisti a experimentar no cucu bere. Vão por mim, experimentem, nunca comi um tão bom na minha vida!

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Interior do Caru’ cu Bere com danca ao vivo
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Vista panoramica do Hanu’ lui Manuc

Quando contratempos acontecem

Nós planeamos as viagens ao pormenor. Sabemos onde ir, como ir, o que comer e onde vamos ficar. Temos seguros de viagem. Imprimimos todas as reservas. Temos vários cartões de débito e crédito (12 no total!!). Trocamos moeda antes de viajar. Vemos até índices de criminalidade.

Mas às vezes contratempos acontecem. E hoje, às 7:58 da manhã a terra tremeu em Osaka. Depois dos momentos de pânico, de vermos que estávamos bem, de avisar a família, percebemos que os planos de hoje não iam acontecer. Não há metro, não há comboio, os autocarros estão cheios, não conseguimos alugar carro. Resultado? Sentámo-nos numa esplanada a aproveitar o bom tempo, pedimos o café e usamos a internet. Alguma solução haveria de aparecer.

Situações destas acontecem. Não há como prever, não há como evitar… Sobrevivemos sem nenhuma consequência a um tremor de terra. Houve mortes, houve feridos, houve danos materiais, mas nós escapamos sem um único arranhão. Há centenas de pessoas nas estações sem saber como irao para casa hoje. Nós estávamos de partida para kyoto e demorámos mais de 4 horas para fazer um percurso que deveria ter sido feito em meia hora. Andamos de estação em estacao até conseguir apanhar um transporte para kyoto. Dentro do azar somos uns sortudos, é o que podemos afirmar.

(Post escrito a 18 de junho, 4 horas depois do tremor de terra. Não foi publicado logo para não preocupar a família e os amigos)

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Roménia – impressões

Quando uma pessoa sai do circuito turistão vai começar a ver pouca coisa impressionante. Assim, quando venho a um país menos explorado turisticamente não caio na asneira de comparar o que não é comparável. Quando pensei em vir à Roménia já ninguém estranhou. Talvez porque tenha aprendido com a Ucrânia que tanta gente condenou e mantive-me mais caladita, talvez porque já pouca coisa causa estranheza às pessoas à minha volta. E sinceramente não tinha grandes preconceitos. Talvez porque tenha lido posts de pessoas que visitaram antes, acabei por saber por antecedência que não iria encontrar ciganos a impingir coisas a cada esquina. E isso confirmou-se!

 

Perguntaram-me se vi muita pobreza. Sinceramente, sim e não! Sim, vi muitos, muitos, muitos prédios que precisam de ser pintados/renovados mas não, não vi assim tantos sem abrigo ou pessoas a pedir dinheiro. Talvez em Lisboa veja muito mais pobreza do que em Bucareste ou em Brasov.

 

Por fim achei os romenos um povo fascinante. Fechado nos sorrisos mas aberto a falar no que sofreram para sair das mãos do Chauchescu, na corrupção que sofrem ainda hoje, na sua capacidade em se mobilizarem e saírem agora a rua para protestar e a fé no futuro e na união europeia.

Viagem à Roménia – custos

Tal como quando falei sobre a viagem da Ucrânia gosto de começar pelo fim, isto é, quanto custou. Esta viagem foi a minha prenda de aniversário e, como tal, fizemos alguns gastos extras. Mais uma vez os custos apresentados são para os dois:

Voo – Ryanair, saiu de Stansted – 281.5 Libras (muito mais caro do que gostaria mas foi marcado com um mês de antecedência e voamos num fim de semana com feriado que também coincide com um período de férias escolares – uma daquelas coincidências que gostávamos que não nos calhasse)

Hotel – Mercure, 4 estrelas, completamente renovado recentemente, no centro – 90 libras sem pequeno almoço (tivemos um upgrade gratuito e ficamos numa suite – happy birthday to me! Pequeno almoço foi 10 euros por dia)

– Parque em Stansted – 34.19 Libras

– Visita com guia ao castelo de Peles, Castelo de Bram e Brasov – 140 libras

– Custos lá: 132 libras

Total: 678 libras para duas pessoas, ou 339 libras para os dois ou ainda 113 libras por pessoa e por dia.

Liquidos em bagagem de maos – Parte 2 – O que levo comigo em viagem

Depois do primeiro post sobre truques como aproveitar ao maximo o espaco da bolsa de liquidos aqui vai um exemplo concreto do que levei comigo para uma viagem de 2 noites na Romenia:

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Overview dos produtos que levei para uma viagem de 3 dias (eu sei, e’ muita coisa)

Para o banho/dentes levo o schampoo e o amaciador numa embalagem reutilizavel, um gel de banho de 30ml, amostras do produto para lavar a cara e uma pasta de dentes pequena (que partilho com a minha cara metade).

Para a rotina da manha levo uma amostra a minha pomada para o tratamento da rosacea, uma amostra do meu serum (que reuso), um creme de olhos, creme hidratante (levo a mesma embalagem que uso em casa), um balsamo para os labios bem pequeno e um protector solar.

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Para a rotina da noite levo um serum/acido (escolho um da colecao), um serum para os olhos, um creme de tratamento para os olhos e utilizo o serum da manha e o creme hidratante que utilizei de manha.

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Finalmente, levo tambem um pequeno creme hidratante para o corpo.

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Bem sei que e’ dificil manter a perspectiva dos produtos nestas fotos porque sao todos pequenos mas aqui vai o tamanho de alguns dos produtos

 

 

Liquidos em bagagem de maos – Parte 1 – Truques

Presumo que nesta altura todos sabemos as regras dos liquidos nas bagagens de mao, certo? Ok, so para ter a certeza aqui vai, adaptado do site da Ryanair:

Todos os líquidos transportados têm de estar guardados nos respectivos recipientes inferiores a 100ml. As embalagens tem de ter menos de 100 ml pelo que nao tentem passar um frasco de 200ml com um bocadinho no fundo. Lamento mas nao vai passar.

Todos os líquidos devem ser transportandos num único saco de plástico, transparente e possivel de ser selavel, com as medidas máximas de 20cm x 20cm e capacidade total até 1 litro. O saco tem de ser possivel de fechar com todos os liquidos la dentro.

O saco dos líquidos tem de ser removido da bagagem de mão para passar separadamente pelo controlo de segurança.

Esclarecidos? Ok, vamos passar a frente.

Sou menina para usar muitos cremes. Muitos mesmo. Sou super certinha com as minhas rotinas dos cremes, serums e afins. Quando viajo, e porque a maioria das vezes o faco apenas com mala de mao tenho de limitar muito o que levo comigo. Aqui vao alguns truques que uso:

  • O saco – ja nao uso os sacos do aeroporto porque sao muito pequenos. As regras dizem que o saco tem de ter 20cm por 20cm mas nao fala na terceira medida. Por isto mesmo utilizo uma bolsa. A bolsa que estou a utilizar actualmente comprei na Primark mas ja vi em tudo o que e’ loja.
  • Embalagens reutlizaveis – como utilizo schampoos e amaciadores que nao consigo arranjar amostras por isso comprei estas embalagens que se espremem e sao super fixes. Ja tive umas de plastico rigidos mas acho que fica sempre demasiado produto na embalagem por isso arranjei estas que sao de plastico mole. Tambem recentemente comprei uns boioes pequenos para levar creme hidratante.
  • Amostras – tento ao maximo arranjar amostras ou compro produtos em tamanho pequeno. Na boots e na superdrug existe uma seccao so com amostras. Sao bastante caros no preco por litro mas como prefiro ter a flexiblidade de poder levar mais embalagens prefiro it por esta opcao. Ja cheguei ao cumulo de pagar para amostras
  • Produtos ja meio usados – por exemplo, para a minha rosacea uso uma pomada. Em vez de levar uma embalgem nova levo sempre uma quase no final porque assim pouco espaco.
  • Nao leve produtos duplicados – nao pode utilizar o desodorizante da sua cara metade por uns dias? Escusa de levar um para si! O mesmo se aplica para gel de banho ou pasta de dentes por exemplo.