Japão – custos

Regressamos há uma semana e meia do japao e estou com preguiça de escrever sobre a viagem. Não tem sido fácil porque foi uma viagem completamente louca no ritmo e nas emoções. Mas isto devagarinho começará a sair. Comecemos então como sempre pelos custos:

Voos: £413.12 por pessoa com a KLM com escala em Amesterdão

Hotéis: £914 por 15 noites para os dois – cerca de 61 libras por noite ou £30.5 por noite por pessoa

JR Pass: £300 por pessoa

Refeições: £245 por pessoa

Transporte (não incluído no JR Pass): £87.5 por pessoa

Outros custos: £123.5 por pessoa

Total: £1582.2 por pessoa

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Quando comprar um pacote hotel + voo e’ mais barato do que um voo

Sempre tive a nítida impressão que comprar voos e hotéis separados saia mais baratos. E embora este argumento seja verdade, na verdade isto não acontece sempre. Existem alguns casos que compensa ver se fica mais barato comprar um pacote:

  • Destinos de resort – tais como Cuba ou a Tunísia, uma vez que a maioria dos voos são operados ou fretados por agencias de viagem comprar um pacote de viagem fica por vezes mais barato (ou então consegue-se algo melhor) pelo mesmo preço.
  • Época altas – por vezes agencias de viagens ou companhias aéreas conseguem descontos não acessíveis ao comum dos mortais pelo que durante época alta e’ importante verificar sempre se não fica mais barato comprar tudo junto
  • British Airways – já comprei por três vezes voos + hotéis que ficaram MUITO mais baratos do que comprados separados. Em baixo podem ver um exemplo em que por mais £16.5 inclui hotel. NOTA: o voo incluido neste pacote e’ o mesmos do voo que aparece na imagem 2

Mas mais uma vez passa por pesquisar. Perder tempo, ver as várias possibilidades e não aceitar o primeiro preço. Na nossa lua-de mel, por exemplo, compramos o hotel com uma agencia (porque a hipótese que queríamos não existia fora de agencia) mas compramos os voos separados. A poupança que fizemos em fazer isto foi suficiente para fazer upgrade do quarto para uma suite, o melhor que o hotel tinha!

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Voo Londres – Sao Petesburgo + Hotel 14 a 17 de Outubro – £182 por pessoa
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Voo Londres – Sao Petesburgo 14 a 17 de Outubro – £165.51 por pessoa

Bucareste – o que visitar?

Sabíamos à partida que não iríamos visitar a cidade mais bonita do mundo. Também sabíamos que havia muitos edifícios que precisam de levar uma remodelação. E apesar de termos as espectativas bem baixinhas Bucareste surpreendeu pela positiva.

Por causa da hora a que chegamos e da limitação de tempo que tínhamos começamos com um tour pela cidade. E que decisão tão acertada! Foi ótimo para ter uma geral da cidade, perceber as zonas e saber o que queríamos revisitar (ou visitar, uma vez que a visita não cobriu todos os pontos chave).

A cidade é possível de visitar toda a pé (que foi o que fizemos) e a maioria dos pontos estão localizados na cidade velha ou ali à volta. Uma manhã ou uma tarde é mais que suficiente para cobrir todos os pontos chave:

Palácio do Parlamento – Desenhado para alimentar o ego de Nicolae Ceauşescu, este e’ o segundo maior edificio do mundo (o primeiro e’ o Pentagono). Na verdade os romenos nao gostam nada do edificio porque nao so simboliza o comunismo como tambem representa custos enormissimos todos os anos

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Igreja Mosteiro Stavropoleos – esta pequena igreja e mosteiro e’ lindissima e nao deve ser perdida ate’ porque e’ uma hipotese unica de ver freiras ortodoxas

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Igreja Domniţa bălaşa – Construida no seculo XIX esta igreja tem uma tradicao super engracada. Todas as tercas feiras e’ normal ver dezenas de raparigas solteiras que vem pedir ao S. Antonio (esse mesmo!!) para lhes arranjar marido.

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Manuc’s Inn – onde agora se pode encontrar um restaurante (que por acaso tambem visitamos e recomendo!) foi durante muitos seculos a mais importante praca de comercio de Bucareste

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Ruinas do Vlad’s Citadel – estas ruinas sao a unica hipotese de estarem mais perto do Dracula dentro da cidade de Bucareste

Victory Boulevard – Esta e’ a maior avenida de Bucareste e e’ conhecida como sendod a Paris da Romenia, pois e’ aqui que se pode encontrar inumeros edificios de inspiracao francesa

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Transilvânia

Embora só tenhamos passado cerca de 48 horas na Roménia sabíamos que por um lado Bucareste se veria muito rápido e por outro que tínhamos de ir a Transilvânia.

Brasov foi super aconselhado por uma colega e queríamos visitar um ou dois castelos. Embora fosse possível alugar um carro tivemos receio da estafa (e de conduzir pela Roménia) e marcamos um tour.

Assim, fizemos um dia pela Transilvânia onde visitamos o castelo de Peles, castelo Bram (conhecido como castelo do Drácula) e Brasov.

O castelo de Peles foi construido entre 1899 e 1902 pelo rei Carlos I que se apaixonou pela beleza natural da Transilvania, foi construído para servir de residência de verão ao seu sobrinho e herdeiro.

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E o que achamos?? É provavelmente tão bonito como o castelo de Versalhes (o meu preferido do mundo!). Tem de se pagar uma taxa extra para tirar fotos (que recomendo apesar da roubalheira) e compensa cada cêntimo.

O castelo de Bram, conhecido como castelo do Drácula fica a uma hora do de peles e vê-se super rápido. É uma desilusão comparado com o de Peles e ainda por cima quando se sabe que afinal nada tem a ver com o Drácula. Há quem diga que o Drácula esteve preso neste castelo mas nem isso é consensual. E certamente confirma-se que nunca lhe pertenceu. No entanto a fama acaba por arrastar pessoas à Roménia e mais precisamente à Transilvânia!

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Por fim tivemos hipótese de almoçar em Brasov e apreciar um pouco esta cidade medieval. E se valeu a pena! Aqui, ao contrário de Bucareste não havia um edifício por arranjar, uma rua menos bonita! E deu para ter noção do que seria uma cidade medieval na altura do Drácula 🙂

Reservamos a nossa viagem atraves da Travel Maker. Custou 80 euros e valeu muito a pena.2018-05-27 15.41.00

Como gerir as saudades

Decidir sair do país não foi assim tão difícil. Estava estagnada num emprego, queria algo novo e ele teve uma proposta irrecusável. Chorei muito nos meses que estivemos separados pelo que quando o momento do salto chegou estava mais que preparada.

No entanto não estava preparada para a saudade. Achei que o facto de já não viver na mesma cidade da minha família iria ajudar mas não estava mais enganada.

Na verdade o título deste post é uma falácia. Não consigo gerir as saudades da família e dos amigos. O whatsapp e as redes sociais ajudam mas não resolvem tudo. Quando a avó adoece, quando o aniversário dos sobrinhos chegam, quando os amigos mudam de casa e tu não estás lá para ajudar, não há nada a fazer. Decidimos que não passamos férias em Portugal. Férias são para nós momentos a dois e o tempo em Portugal é tudo menos isso. Mas vamos muito a Portugal, normalmente umas 5 ou 6 vezes por ano. Se ajuda? Talvez…. Por exemplo este post é escrito no comboio a caminho do aeroporto, depois de uma semana em Portugal (coisa MUITO rara). O coração está partido por deixar a família e os amigos para trás.

Acima de tudo eles sabem que estou aqui. Sabem que posso vir cá sempre que precisarem, que estou sempre do outro lado do telefone. E tento ao máximo criar laços muito fortes, daqueles bem apertadinho!!

SPA aéreo

Tenho de confessar, este post não é original. Há muitos anos que sigo a Dri Everywhere e ela fez um video sobre isso e eu, que não consigo ver nada decidi copiar!

Já falamos um pouco no drama dos cremes e no facto de eu viajar quase sempre com mala de mão mas por vezes viajo com mala de porão e é nestas alturas que faço o meu mini spa aéreo.

Eu tenho uma pele super complicada. Mega seca, uma rosácea que necessita de extrema atenção, alergia à depilação (não estou a gozar juro) enfim, uma bela porcaria. E como viajo bastante (estou no meu sexto voo em 12 dias) a minha pele está a implorar por um bocadinho de atenção. Assim aproveitei e fiz o meu micro spa aéreo no voo para o Japão.

Comecei por limpar a pele com discos embebidos em água micelar para retirar a maquilhagem. Na verdade não tinha nenhuma maquilhagem mas foi a embalagem mais pequena que encontrei na boots.

De seguida apliquei uma máscara hidratante da Avene para peles sensíveis que deixei atuar durante 15/20 minutos. Limpei mais uma vez com o disco.

Depois passei o creme hidratante da Neutrogena (que maravilha os produtos desta linha, super leves e hidratantes), o creme de olhos da Avene, o protector labial e o creme de pescoço (embalagem pequena roxa).

Horas depois, antes de dormir fiz a máscara hidro Boost da Neutrogena (mais um produto da linha do creme hidratante) que deixei ficar até estar bem bem seca.

Finalmente retirei o tecido que vinha com a máscara, deixei ficar o produto na pele e terminei com o fórmula absolute questions promete deixar a pele restaurada como se tivéssemos dormido 8 horas.

Para este mini spa as únicas coisas que comprei foram:

– discos da Simple
– máscara da Neutrogena

O produto de pescoço e o das 8 horas de sono (as duas embalagens roxas) vieram numa beauty box que comprei no Marks and Spencer por 15 libras e que tinha 15 produtos (a maioria bem maior que este).

Todos os outros produtos já fazem parte da rotina diária ou tinha em stock.

Todas as embalagens são pequenas de forma a passar na segurança do aeroporto (a maior tem 50ml).

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Roménia – e a comida?

Já se sabe, comer é sempre uma parte importante das nossas viagens. Desta vez tivemos oportunidade de visitar dois restaurantes super típicos, o Hanu’ lui Manuc e o Caru’ cu Bere. O primeiro fica numa praça aberta e tem música ao vivo e o segundo tem uma sala magnificamente decorada e tinha dança ao vivo.

Nestes dois espaços tivemos oportunidade de experimentar várias comidas típicas:

Mici – uma carne picada, servida em formato de salsicha super deliciosa (e pesada)

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Mamaliga – uma espécie de papa (ou pure) também conhecido por polenta, feita de milho que normalmente serve de acompanhamento (em baixo a acompanhar o sarmale)

Sarmale – uns crepes de recheio de carne embrulhados por couve – o João adorou tanto que comeu isto nos dois restaurantes (daí as duas fotos)

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Para além destas comidas que experimentamos existem outras que não tivemos oportunidade tais como salada de vinete e papanasi (sobremesa).

E eu que não gosto de sobremesas descobri que adoro struddel de maçã recentemente e não resisti a experimentar no cucu bere. Vão por mim, experimentem, nunca comi um tão bom na minha vida!

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Interior do Caru’ cu Bere com danca ao vivo
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Vista panoramica do Hanu’ lui Manuc

Quando contratempos acontecem

Nós planeamos as viagens ao pormenor. Sabemos onde ir, como ir, o que comer e onde vamos ficar. Temos seguros de viagem. Imprimimos todas as reservas. Temos vários cartões de débito e crédito (12 no total!!). Trocamos moeda antes de viajar. Vemos até índices de criminalidade.

Mas às vezes contratempos acontecem. E hoje, às 7:58 da manhã a terra tremeu em Osaka. Depois dos momentos de pânico, de vermos que estávamos bem, de avisar a família, percebemos que os planos de hoje não iam acontecer. Não há metro, não há comboio, os autocarros estão cheios, não conseguimos alugar carro. Resultado? Sentámo-nos numa esplanada a aproveitar o bom tempo, pedimos o café e usamos a internet. Alguma solução haveria de aparecer.

Situações destas acontecem. Não há como prever, não há como evitar… Sobrevivemos sem nenhuma consequência a um tremor de terra. Houve mortes, houve feridos, houve danos materiais, mas nós escapamos sem um único arranhão. Há centenas de pessoas nas estações sem saber como irao para casa hoje. Nós estávamos de partida para kyoto e demorámos mais de 4 horas para fazer um percurso que deveria ter sido feito em meia hora. Andamos de estação em estacao até conseguir apanhar um transporte para kyoto. Dentro do azar somos uns sortudos, é o que podemos afirmar.

(Post escrito a 18 de junho, 4 horas depois do tremor de terra. Não foi publicado logo para não preocupar a família e os amigos)

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Roménia – impressões

Quando uma pessoa sai do circuito turistão vai começar a ver pouca coisa impressionante. Assim, quando venho a um país menos explorado turisticamente não caio na asneira de comparar o que não é comparável. Quando pensei em vir à Roménia já ninguém estranhou. Talvez porque tenha aprendido com a Ucrânia que tanta gente condenou e mantive-me mais caladita, talvez porque já pouca coisa causa estranheza às pessoas à minha volta. E sinceramente não tinha grandes preconceitos. Talvez porque tenha lido posts de pessoas que visitaram antes, acabei por saber por antecedência que não iria encontrar ciganos a impingir coisas a cada esquina. E isso confirmou-se!

 

Perguntaram-me se vi muita pobreza. Sinceramente, sim e não! Sim, vi muitos, muitos, muitos prédios que precisam de ser pintados/renovados mas não, não vi assim tantos sem abrigo ou pessoas a pedir dinheiro. Talvez em Lisboa veja muito mais pobreza do que em Bucareste ou em Brasov.

 

Por fim achei os romenos um povo fascinante. Fechado nos sorrisos mas aberto a falar no que sofreram para sair das mãos do Chauchescu, na corrupção que sofrem ainda hoje, na sua capacidade em se mobilizarem e saírem agora a rua para protestar e a fé no futuro e na união europeia.

Viagem à Roménia – custos

Tal como quando falei sobre a viagem da Ucrânia gosto de começar pelo fim, isto é, quanto custou. Esta viagem foi a minha prenda de aniversário e, como tal, fizemos alguns gastos extras. Mais uma vez os custos apresentados são para os dois:

Voo – Ryanair, saiu de Stansted – 281.5 Libras (muito mais caro do que gostaria mas foi marcado com um mês de antecedência e voamos num fim de semana com feriado que também coincide com um período de férias escolares – uma daquelas coincidências que gostávamos que não nos calhasse)

Hotel – Mercure, 4 estrelas, completamente renovado recentemente, no centro – 90 libras sem pequeno almoço (tivemos um upgrade gratuito e ficamos numa suite – happy birthday to me! Pequeno almoço foi 10 euros por dia)

– Parque em Stansted – 34.19 Libras

– Visita com guia ao castelo de Peles, Castelo de Bram e Brasov – 140 libras

– Custos lá: 132 libras

Total: 678 libras para duas pessoas, ou 339 libras para os dois ou ainda 113 libras por pessoa e por dia.