Viagens

Como ver Petra de cima?

Tive amigos que me contaram histórias pessimas e um dos esquemas mais comuns é de no local lhe tentarem vender que só se pode ver Petra de cima se pagar. É mentira, ou melhor é quase mentira. Existe uma trilha (tão ou mais dura do que a do mosteiro) que se chama Al-Khubtha Trail. Não é fácil se achar, não é fácil de fazer, mas vale a pena. Quem me recomendou foi o meu amigo A. que a fez duas semanas antes. As indicações para a trilha não são minhas, foram-me dadas pelo meu amigo e encontrei umas fotos bem ilustrativas neste site. Vai ser confuso, vai sentir que se perdeu mas connosco deu certo.

1) esta trilha começa junto as tendas que existe junto aos túmulos reais. Se estiver virado de frente para os túmulos vire a sua esquerda. Vai passar por várias tendas, se sentir que não está a ir na direção certa pergunte, eles ajudam. Vai ver de vez em quando umas placas como esta que vão ajudar. De vez em quando durante o caminho também vai encontrar umas tendas beduínas a vender várias coisas o que significa que está no caminho certo!

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2) Siga os sinais que indicam “Al-Khubtha trail”. Ira ver uma curva para a direita (para tras das tumbas) e ira comecar a muitas escadas, significa que esta no caminho certo! Tambem comecara a ver aqui e acolá uns sinais brancos a dizer “Come and enjoy the spectacular view”.

3) Vai subir muitas escadas. Muitas mesmo, provavelmente uns 20 minutos de escadas. Vai chegar a uma zona em que consegue, do seu lado direito, ver o teatro. Significa que esta no caminho certo, pode continuar!

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4) Logo depois de passar a vista para o teatro vai encontrar uma estrutura que parece uma casa. Aqui tem de descer as escadas que estao exatamente do lado esquerdo

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esta foto foi-me enviada pelo meu amigo A. nao sei a origem, peco desculpa!

5) A seguir a descer estas escadas vire a direita e prometo, ja falta pouco! Existem varias marcas no chao (setas pintadas) mas a partir deste ponto nao ha nada que enganar, e’ sempre em frente. Nos so reparamos nas setas no regresso e não tivemos problemas em encontrar o sitio.

Quando chegamos lá a cima ainda estivemos provavelmente quase 10 minutos completamente sozinhos e depois só chegaram 3 pessoas… Super calmo!

Porque é que não é gratuito completamente? Porque no ponto que tem a melhor vista está uma tenda. Se quiser de facto ver a vista vai ter de beber qualquer coisa. Para ser sincera os preços não são por ali além e podem ficar o tempo que quiserem. Para terem ideia um chá custa 1jd e um sumo natural 3jd, igualzinho ao que pagamos em todo o lado na Jordânia.

Jamais durante esta trilha fui abordada para pagar ou me foi oferecido um burro para ajudar com a caminhada. Também não vimos muita gente quando a fizemos (10 pessoas se tanto!)

Dia a Dia

Hábitos portugueses que ainda não deixei

Em junho do ano passado escrevi um post sobre hábitos ingleses que já adquiri. Na altura queria fazer este como continuação mas esqueci-me (quem nunca…). Sou portuguesa com muito orgulho. Adoro o nosso país, como tudo o que tem, de bom ou de menos bom. E embora more no reino unido há mais de seis anos as minhas raízes portuguesas serão sempre muito importantes. Todas estes hábitos são tão enraizados que demorei a lembrar-me deles…

– almoçar em condições – parar para almoçar, comer uma refeição em condições para mim são super importantes e são hábitos que mantenho. É esquisito para os ingleses que eu coma sopa e conduto mas para mim é imprescindível comer de faca e garfo

– ser sincera – não podemos confundir com ser frontal, que a maioria das vezes é apenas sinal de falta de educação, para mim eu tenho de ser sincera com quem me rodeia, com que escolho passar os meus momentos de lazer.

– convidar amigos para virem cá a casa almoçar – infelizmente a nossa vida caótica nem sempre permite, mas sempre que possível temos amigos cá em casa a almoçar.

– abraçar/tocar nas pessoas – foi algo que incomodou muitos dos meus colegas mas habituaram-se, coitados

– cozinhar a sério – na verdade esta é mentira porque eu mal cozinho mas o J. cozinha e é muito bom. Quase todas as nossas refeições são feitas do zero com ingredientes frescos ao contrário dos ingleses que têm por hábito comer coisas pré-feitas

– Manter o contacto com a família – também aqui está outra que os meus colegas estranharam mas já abraçaram. A minha família é um pilar importantíssimo na minha família e estamos em constante contacto (abençoado WhatsApp)

– Receber convidados – por ano recebo mais pessoas na nossa casa do que os meus colegas todos somados. As portas estão abertas, a família e os amigos já sabem

– Falar português – esta parece parva mas faz sentido juro. Com o passar dos anos começamos a ficar preguiçosos e tendemos a usar palavras em inglês no meio de uma conversa em português porque não nos apetece pensar. As vezes acontece, principalmente imediatamente depois do trabalho (passamos 8 horas por dia a falar só inglês) ou assuntos que só tratamos em inglês (empréstimo da casa, obras, etc), mas tentamos ao máximo puxar pela cabeça para nos lembrarmos das expressões em português.

Sinceramente pensei que seriam mais, talvez a minha memória esteja péssima… Acrescentariam alguma coisa a esta lista?

Viagens

Petra

É tão difícil começar um post para falar de Petra. Uma das 7 maravilhas do mundo, haverá alguém que não saiba o que é Petra? Por isso mais do que me alongar a explicar o que é Petra quero dar dicas sobre como explorar a zona.

Primeiro que tudo, Petra não é apenas uma fachada escavada na pedra. Na verdade essa imagem conhecida do mundo chama-se o tesouro. Na verdade Petra é uma zona de 266 km quadrados com imensas trilhas por fazer. Há quem diga que são necessários 4 a 5 dias para conhecer a zona, nós fomos um dia mas na verdade dois dias é o ideal. A verdade é que num dia nós tivemos tempo para ver tudo o que queríamos mas puxamos pelas pernas como há muitos anos não o fazíamos e ficamos estourados. Dois dias depois ainda me doiam as articulações dos pés e os gémeos…

Vamos então começar com as dicas:

– Bilhete

Se vão passar mais do que 3 noites na Jordânia aconselho que comprem o Jordan Pass. Nós compramos o passe com um dia em Petra mas podem comprar com mais dias. Não me vou alongar sobre o Jordan Pass porque vou escrever um post só sobre este tema.

No entanto é possível comprar só bilhete para Petra. Se decidirem passar só um dia na Jordânia e incluir um dia em Petra então o custo para entrar em Petra vai ser exorbitante, 90JD. Se decidirem pernoitar na Jordânia (não necessariamente ao pé de Petra) então o custo será de 50 para um dia, 55 para dois dias, 60 para três dias. Há também um pequeno problema caso visitem Petra no dia em que chegam à Jordânia, podem encontrar informações aqui.

O Jordan Pass é possível comprar online, depois só têm de passar na bilheteira para vos emitirem um bilhete a preço zero.

Os bilhetes apenas para Petra apenas podem ser comprados no local.

– Dormir

Eu aconselho que durmam pelo menos na noite anterior em Petra. O parque abre as 5 da manhã e quanto mais cedo for melhor, para ver pelo menos o Tesouro antes de chegarem os autocarros cheios de turistas. Nós chegamos as 7:30 e encontramos Petra bem vazia, deu para tirarmos as fotos que quisemos. Nós ficamos no hotel Shaquilath na noite anterior e no dia que visitamos Petra. Existem várias hipóteses nesta zona de acordo com o bolso de cada pessoa.

– Carro

Pode levar o carro até a entrada, o parque é gratuito

– Comida

Foi provavelmente o que mais no desiludiu. O nosso hotel recomendou dois restaurantes. Um não conseguimos encontrar e o outro achamos demasiado caro. O que sugiro é que leve uma lunch box do hotel (creio que todos oferecem) ou comprem comida e levem. Nós tínhamos comido um óptimo pequeno almoço e decidimos que íamos comer lá. Decidimos que não íamos pagar o valor que nos estavam a pedir (mais de £20 por pessoa mais bebidas) e comemos as bolachas que tínhamos trazido. Como não temos filhos e estávamos tão cansados não tivemos fome mas admito que foi um erro parvo. Há sítios que vendem sandes mas tivemos receio porque temos intestinos MUITO sensíveis

Não se esqueça de levar água!

– Petra by Night

As segundas, quartas e sextas existe um espetáculo a luz das velas no Tesouro, que é pago a parte. Nós não estivemos em Petra nestes dias por isso não podemos comentar se vale a pena ou não.

– O que levar?

O mais importante é calçado confortável. Não leve umas all star ou algo assim. Leve umas sapatilhas ou botas de caminhada. Algo que já tenha usado várias vezes para não fazer bolhas. Em termos de roupa depende da altura do ano. Se for no inverno vista-se por camadas. Nós fomos no inverno e levamos uma camisola térmica, uma camisola mais grossa, um colete, um casaco, um casaco, luvas e cachecol. Os últimos três só foram fazer peso. Os outros foram entrando e saindo a medida que o calor apertava. Numa das trilhas que fizemos tínhamos tanto calor que escondemos os casacos e camisolas a meio do caminho e fomos lá buscá-las no final. Se for no verão um chapéu para a cabeça é imprescindível!

Leve uma mochila. Para carregar a roupa, água, comida. Não encha de coisas por favor, vai andar o dia todo com ela as costas

– O que ver?

Os pontos principais de Petra são o tesouro (a tal imagem que toda a gente conhece) e o mosteiro. O tesouro fica perto da entrada e é a primeira coisa que vê quando termina o Sik, um canion lindíssimo! O mosteiro fica na ponta oposta do espaço e implica que faça uma caminhada duríssima de uma hora e pouco (para cada lado) mas vale a pena.

Tem também outros pontos interessantes como o teatro, as tumbas reais e o Sik, que ficam muito perto umas das outras

– Quanto tempo é preciso?

Os locais vão dizer que para ver tudo são necessários 4 ou 5 dias. Na minha humilde opinião achei que passado um bocado fica muito repetitivo. Se tiver boa resistência um dia é suficiente, no entanto vai ficar estourado. Para nós foi suficiente, só nos faltou uma igreja que queríamos ver porque eu achei que já não aguentava caminhar mais, mas é duro. Na verdade entramos no parque as 7:30 e saímos às 15:30 (fecha as 16:30 no inverno) mas passamos 7 horas a caminhar trilhas duras… Sugiro dois dias, assim vê com calma e pode repartir o esforço

– Como aliviar a caminhada?

Existem duas formas de aliviar a caminhada:

1) existe uma entrada alternativa que fica a uma hora do mosteiro mas cuja caminhada é mais fácil. Pode organizar com o seu hotel e pedir para ser deixado neste ponto e caminhar de volta até ao início de Petra, assim só tem de fazer uma parte da caminhada que é bem mais fácil (o regresso do mosteiro e muito mais fácil do que a ida)

2) pagar para um burro. Nós não gostamos de fazer atividades que explorem animais para atividades turísticas e como tal não equacionando esta opção mas pode pagar para um burro o levar até ao mosteiro ou outras partes do caminho.

– Com o que é que tem de ter cuidado?

Com esquemas acima de tudo… Não se deixe convencer que pode apanhar um cavalo gratuito até ao tesouro. Embora em vários sítios diga que é gratuito já ouvi histórias que no final eles pedem dinheiro. Não deixe que lhe coloquem um lenço típico na cabeça, vai ter de pagar por ele. Acima de tudo faça a sua vidinha!

– O que é que é imprescindível ver?

Não sou ninguém para dizer o que é mais importante mas o que mais gostei por ordem de preferência foi o tesouro, o sik, o mosteiro e as tumbas reais. O meu momento preferido foi ver o tesouro por cima, super calmo a saborear um sumo natural. Sem pressas, sem empurrões, sem dramas!

– Petra by night, vale a  pena?

Sinceramente a minha resposta é, não faço ideia. Nas noites em que íamos estar em Petra não havia o espetáculo pelo que não faço ideia. Podem encontrar informações sobre este espectáculo aqui. Atenção que existe um custo extra por assistir a este espectáculo, não está incluído no preço do bilhete normal.

Viagens

Jordânia – impressões e custos

Creio que não exista ninguém no mundo ocidental que se interesse um pouco por história, viagens ou mesmo vida social que nunca tenha ouvido falar da Jordânia. Seja por Petra ou pela rainha Rania haverá certamente um período da sua vida que irão cruzar-se com este país. Situado bem no meio do meio oriente, com fronteira com alguns países bem complicados como Israel, Síria, o Iraque e a Arábia Saudita, a Jordânia tem passado um pouco ao lado dos conflitos desta zona. Talvez o facto de na verdade a Jordânia não ter nenhum ponto de interesse como terra fértil ou poços de petróleo, este país tem ficado a margem destes problemas. Obviamente que é uma paz relativa. Basta andar nas estradas e vão passar por operações stop ou exército bastante armado, mas é pacífico viajar pelo país.

No início do ano nós tentamos sempre fazer uma viagem para descontrair. O último trimestre do ano é sempre complicado para mim em termos de trabalho, não viajamos muito e não queremos entrar naquela depressão de janeiro e acabamos por tentar sempre ir a algum lado. Como tive uma péssima experiência em Israel (fui em agosto e não sei como não derreti) sabia que queria evitar a todo o custo ir no verão. Isso aliado a um voo bem em conta para Aqaba fez com que não deixássemos escapar a oportunidade.

Eu amo o médio oriente. Esta é já a minha quarta visita (depois de Israel, Palestina, Dubai, Turquia) e nunca me canso! Ainda temos muitos países por explorar na zona e só temos pena de ser uma zona tão complicada.

A música, a comida, a geografia, o fervor religioso e o fascínio sobre novas culturas, as pessoas fazem com que adore esta parte do mundo.

Mas nem tudo são rosas na Jordania. Há pobreza em todo o lado. Não pobreza de fome (pelo que vimos) mas pobreza de condições de habitação, crianças descalças, crianças que não sabem o que é um saco de congelação (daqueles reutilizáveis), a pedir-nos canetas para a escola. Animais mantidos em condições questionáveis. Igualdade de sexo é uma miragem por onde vimos, não vimos uma única mulher a trabalhar para além do aeroporto.

As pessoas são, sem dúvida quem mais nos marcam pelos sítios onde passamos. Desta vez foi o nosso guia do passeio de jipe em Wadi Rum. A meio da viagem deixou o J. guiar (ele ama conduzir!!) e estivemos a conversa! Que maravilha! Aprendi mais sobre a Jordânia naqueles 20 minutos do que na viagem toda!

Se vale a pena? Sem dúvida, ainda nem tínhamos saído e já estávamos a dizer que íamos voltar.

Uma última nota. Vale a pena alugar carro. Se não quiserem ficar a mercê dos guias turísticos aluguem carro. Não é o sítio mãos barato mas vale a pena.

Vamos então aos custos:

Voo: £200 com a easyJet para os dois (comprado em julho, 6 meses antes)

Hotel em Petra: £96 para duas noites para os dois. Incluiu pequeno almoço.

Hotel em Wadi Rum: £147 para uma noite para os dois com almoço, jantar e pequeno almoço. Há bem mais barato mas decidimos ficar numa tenda mais diferente e isso paga-se bem. Se puderem paguem, se não der não deixem de ir e fiquem numa mais simples.

Carro: £94 para os 4 dias

Jordan Pass: £76 cada um. Haverá um post em breve a explicar o que é o Jordan Pass. POR LINK

Comida/Bebidas: £88.39

Tour jipe Wadi Rum: £70 para os dois. Também irei escrever um post sobre isto.

Souvenirs: £7.6 (íman para família, enfeite da árvore de Natal e chá)

Combustível: £22.77

Outros: £3.25

Total: £881.02 para os dois – £440.51 por pessoa – £110.13 por pessoa e por dia

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Viver para fora ou respeitar privacidade de quem nos rodeia?

Por causa do meu trabalho fui exposta as redes sociais muito cedo. Tive Facebook quando só meia dúzia dos meus amigos tinham, Instagram antes de toda a gente, já passei pelo Twitter e pelo Snapchat. E com isto veio a exposição. Não havia um dia que não pensasse no que podia partilhar, que não tirava uma foto sem a necessidade de por lá, achava que se fizesse algo e não pusesse online nem valia a pena fazer. Patético, parvo, podem julgar, eu sou a primeira.

Mas um dia a minha vida mudou… Achei que um colega se expunha tanto que tanto que parecia quase um esfregar na cara dos outros. Percebi que incomodava os que me rodeavam e não podiam fazer o mesmo que eu, criava frustrações nos outros, ou recebia piadas dos amigos a dizer que não tinha tempo para ninguém porque tinha uma vida tão preenchida. E depois há o J. O J. não tem redes sociais. Não gosta da exposição pública, é super privado, e eu acabava por quebrar essa privacidade dele. Não que ele ficasse chateado, na verdade ele não quer saber, mas percebi que não estava a respeitar a vontade dele. E depois tenho o blog. Parecendo que não é uma exposição grande. Em 2019 tive mais de 4,000 visitantes por aqui… De loucos para alguém cujo objetivo é apenas relatar onde vai para quando os amigos pedem ajuda para viagens.

E bem devagarinho desacelerei… Não foi de propósito, e também é por fases, mas já não gosto muito de partilhar… O meu último post no Instagram é de há dois meses atrás (nota: era quando escrevi este post), e antes disso passou um mês. Não sinto necessidade de postar quando vou a um concerto, ao teatro, jantar fora. Reservo o meu Instagram para publicar umas fotos quando viajo e são bem menos do que publicava antes… Facebook? Só existe como repetição do conteúdo do Instagram ou para partilhar conteúdo relacionado com o meu trabalho praticamente… Prefiro partilhar com a família e os amigos no WhatsApp quando vejo algo interessante, partilho a minha opinião de forma privada…

Por fim o blog. Este blog já existe há muitos anos, embora tenha decidido apagar o conteúdo mais antigo. O J. não era grande apoiante e mesmo hoje continua a achar engraçado o facto de eu continuar a ser regular por aqui mas não vem cá ver. É verdade que exponho muito a minha vida aqui mas é aquilo a que eu chamo de a parte pública da minha vida privada. Aquilo que eu faço fora de casa. A razão pela qual comecei a escrever estes posts foi apenas porque senti que o conhecimento que ganhei com as viagens, os truques, etc, se perdiam. Porque eu me esquecia com o tempo, porque me esquecia de dizer aos amigos quando perguntavam… E várias pessoas a minha volta me disseram que devia começar a escrever. Eu continuo a escrever este conteúdo para mim e para os meus amigos. Se mais pessoas vierem porreiro, mas como já disse por aqui, eu não sou patrocinada, nem quero ser…

Dia a Dia

Os 30

Cada década é importante no desenvolvimento de todos nós. Nos primeiros dez anos crescemos a brincar, no dez anos seguintes crescemos a achar que somos crescidos, nos vintes crescemos a formar a personalidade mas aos trinta sim! Os trinta trouxeram-me a calma. Não sobre a vida porque continuou a criar vendaval por onde passo, mas calma na alma. Nos trinta percebi que não sei se alguma vez vou querer ter filhos e que isso é normal. Nos trinta descobri que não preciso de me dar bem com toda a gente. Nos trinta descobri que tenho amigos daqueles de quem gosto tanto ou mais do que família. Nos trinta descobri que ainda se pode ter borboletas no estômago quando o amor de mais de uma década chega a casa. Nos trinta descobri que a minha família é o meu pilar e que isso é muito bom. Nos trinta descobri que o coração é elástico e que conseguimos lá meter toda a gente que queremos. Nos trinta percebi que a família que adotei (e que me adotou) é muito importante para mim, com todos os seus apêndices.

Fiz coisas aos vinte que nunca conseguiria fazer aos trinta. E ainda bem que as fiz, foram elas que me deixaram chegar onde estou.

Mas esta década está a ser tão saborosa, e ainda tenho mais de seis anos para a viver!

Viagens

Como preparar a casa para as viagens

Qualquer viagem, por mais curta ou mais comprida, implica deixar a casa vazia por um período e, como tal, devemos ter um plano para não nos esquecermos de algo. Aqui vai a nossa lista do que preparamls para quando nos ausentamos:

– Se tiver animais domésticos decida o que vai fazer: colocar um alimentador automático, pedir a um amigo ou vizinho ou contratar um pet sitter/hotel. Este é provavelmente o maior problema que terá de resolver pelo que planeie com antecedência. Por exemplo, nós quando marcamos uma viagem grande para 2020 marcamoe logo a cat sitter para não correr o risco de ela não ter vaga, embora faltassem 8 meses! Fazemos isto logo para não nos esquecermos

– Verifique se vai ter comida suficiente para o animal para o período que estiver ausente

– Compre tomadas automáticas – ligue algumas luzes a estas tomadas e programe-as para que se liguem e desliguem automaticamente quando não estiver em casa. Nós temos umas muito interessantes onde podem ligar o modo férias e liga e desliga de modo aleatório durante um período de tempo.

– Não vá as compras na semana antes de viajar para se obrigar a comer o que tem em casa

– Se tiver empregada peça para que o serviço não seja interrompido enquanto estiver fora para dar uma normalidade nas rotinas da casa (não se sabe se não há pessoas a ver se está alguém em casa ou não). No nosso caso a nossa querida A. aproveita para fazer limpezas mais a fundo.

– Avise os vizinhos e deixe o seu contacto para o caso de ser necessário. Se tiver confiança deixe até uma chave com um vizinho.

– Se tiver câmeras de segurança verifique que estão a funcionar antes de sair de casa

– Se deixar carros à porta de casa não deixe a chave num sítio que não seja de fácil acesso

Antes de sair de casa:

– Verifique que todas as janelas e portas estão trancadas

– Baixe o aquecimento da casa (mas não desligue, principalmente se viver em países frios para não ter congelamento dos canos)

– Ponha o frigorífico em modo de férias

– Desligue as tomadas não necessárias

– Regue as plantas

– Se tiver luzes com sensores deixe-as ligadas

– Esvazie os caixotes do lixo

– Dê uma festinha e um abraço ao seu animal, diga que gosta muito dele e peça desculpa por estar a deixá-lo sozinho (ok, isto sou só eu que sou estranha….)

Parece super complicado mas não é, prometo!

Viagens

Reembolso voo da Ryanair por falecimento de familiar

Dois dias antes de viajarmos para a Polónia em dezembro passado, um membro da família do J. faleceu. Na altura marcamos voos novos para Portugal, cancelamos o hotel que tinhamos marcado e demos os voos por perdidos. No entanto no dia seguinte uma das pessoas que ia na mesma viagem perguntou se não poderíamos entrar em contacto com a Ryanair e explicar a situação. Entramos em contacto com a empresa através do chat e disseram que sim, que faziam o reembolso e que tínhamos ate 28 dias depois da data do voo para pedir o reembolso. Parecia demasiado bom para ser verdade mas era!

Dias mais tarde, já munidos da documentação necessária fizemos o pedido de reembolso. O reembolso pode ser pedido através do site refundclaims.ryanair.com.
O formulário é super intuitivo, mas ficam aqui as principais questões que nos surgiram a preencher:
  • Reason for Refund Request: no nosso caso escolhemos “Death of an immediate family member not travelling”
  • Flight reservation number: pusemos o código da reserva que se utiliza para fazer check in
  • Airline code: podem encontrar isso no número do voo. Atenção que embora o nosso voo fosse com origem no reino unido o código era FR
  • Customer first name/surname: pusemos apenas de uma das pessoas que está a  viajar
  • Relationship to the deceased: pusemos avó embora tenha sido a avó do J.
  • Seleccionamos que queríamos o reembolso dos dois voos (ida e volta) e que está a a pedir o reembolso de todos os passageiros.
Finalmente em relação a documentação apresentamos em português a declaração da funerária a dizer que estivemos presentes no funeral e uma declaração do registo civil sobre o falecimento. Pusemos tudo num documento único que enviamos em formato PDF.
Enviamos o pedido num domingo a noite, na segunda feira ás 6 da manhã recebemos a confirmação do reembolso total. Na mesma altura fomos informados que o reembolso demoraria entre 5 a 7 dias no entanto recebemos o dinheiro na terça feira mesmo!
Íamos viajar com os primos do J. e como fomos os 4 afetados uma vez que era uma familiar em comum, o reembolso foi pedido para os 4 de uma só vez.
Fica aqui também a dica que mesmo que não tenham entrado em contacto com a Ryanair antes do voo à partida não haverá problema.
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Viagens

Interrail – Dicas

Sem dúvida que a par com Londres o interrail mudou a minha vida e me deixou com o bichinho das viagens. Em Agosto de 2010 (sim, ha dez anos atras!) embarcamos numa viagem de duas semanas a volta da Europa. Embora eu goste de escrever os posts sobre as viagens na hora achei importante revisitar esta viagem e escrever as dicas que aprendemos antes e durante a viagem:

– Se precisa de poupar tempo opte por viajar de avião até ao primeiro destino e do último destino até casa, especialmente se partir de Portugal.

– É imprescindível fazer esta viagem de mochila as costas. Lamento mas não há volta a dar. Vai andar imenso a pé, subir e descer de combóios, é importante que opte por um estilo de mala deste género

– Com o interrail não pode já levar os bilhetes todos comprados pelo que optamos por fazer algum trabalho de casa para descobrir quais as opções para viajar até ao próximo destino

– Mal chegue ao seu próximo destino marque o próximo comboio e alojamento no destino seguinte.

– Se dormir no comboio irá poupar algum dinheiro em alojamento, no entanto não se esqueça que provavelmente terá de pagar suplemento por ficar numa cabine (o interrail só cobre o bilhete mais básico)

– Tente deixar alguns dias de folga para o caso de algo correr mal: combóios esgotados ou cheios, mudança de planos, etc. Uma vez que não leva todos os bilhetes comprados podem acontecer alguns problemas

– Antes de comprar o bilhete de interrail veja se tem descontos de idade. Até aos 27 podem usufruir de desconto no preço normal

– Faça o seu interrail o mais cedo possível. Normalmente este tipo de viagem é cansativa e sem luxo pelo que é mais fácil de aguentar quando somos mais novos

– Leve um saco cama. Embora alguns combóios tenham roupa de cama muitos não têm pelo que é bom ir prevenido

Nos próximos posts irei também falar um pouco sobre o que ver nas cidades por onde passamos. Nada de muito profundo uma vez que já passaram dez anos mas quero deixar registado por aqui.

Viagens

Roma e Vaticano

Roma foi a primeira paragem do nosso interrail. Ficamos apaixonados pela comida e prometemos voltar a Itália, algo que temos cumprido quase anualmente! Aqui está de forma resumida os principais pontos que visitamos na cidade. Certamente visitamos mais mas não queria alongar-me. Vejam este roteiro como o que fazer em Roma e no Vaticano em dois dias.

  • Fontana de Trevi

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  • Coliseu

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  • Forum Romano
  • Piazza Navona
  • Escadarias da Praça de Espanha

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  • Praca de Espanha

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  • Castelo de Sao Angelo

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  • Monumento Vitor Emanuel

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  • Monte Capitolio

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No Vaticano visitamos a Praca de Sao Pedro e o Museu do Vaticano.