Dia a Dia

Como me consigo organizar sendo tão distraída?

Desde miúda que me lembro de a minha mãe dizer que eu vivia com a cabeça na lua. Quando entrava numa loja de louças a minha mãe entrava em pânico que eu ia derrubar coisas. Lembro-me que houve uma altura que em vez de lápis normal usei um preto porque tive vergonha de dizer que tinha perdido o quinquagésimo lápis nesse ano. Casacos perdidos não têm conta, compromissos com amigos, contas atrasadas, emails por responder.

No entanto esta distração não se nota tanto hoje em dia… Tudo porque arranjei métodos que me ajudam. Continuo a viver no mundo da lua, a minha vida ainda é um caos, mas é um caos organizado!

– Calendário do Google – TODOS os meus compromissos pessoais estão lá. Marquei lanche com uma amiga? Está lá. Marquei uma viagem? Está lá. Um amigo vem visitar-nos? Está no calendário. Tenho um compromisso de trabalho fora do horário normal? Está lá! Até às aulas semanais (piano, pilates, insanity, está tudo lá). Eu e o J. temos também um calendário partilhado que fica integrado ao meu onde colocamos eventos que vamos os dois ou que o outro precisa de saber (jantares de trabalho, etc).

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– Anexos dos eventos – para além de colocar os eventos no Google anexo imensos documentos que me vão dar jeito. Vou ver uma peça de teatro? Adiciono os bilhetes e a reserva para o parque de estacionamento
– Dropbox – é aqui que coloco todos os documentos importantes e onde armazeno todas as informações relevantes para viagens, trabalho, casa, etc

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– Emails – no meu e-mail pessoal se ainda não lidei com e-mail deixo-o por ler
– Contas – mal chegam pago logo ou coloco por débito direto. É mais simples se lidar logo com o assunto porque a probabilidade de me esquecer é menor
– Listas – para tudo! Que posts vou fazer sobre determinado assunto, o que temos para fazer relacionado com a nossa vida privada, coisas a fazer para as viagens, compras, eu sei lá!

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– Alarmes – se tiver de tomar alguma medicação ponho alarme. Se não já sei que vai dar coco… Se precisar de ligar a alguém ponho um alarme, estão a ver a ideia?
– Não abrir mensagens – se sei que não vou poder responder a determinada mensagem não a abro. Se for no WhatsApp ainda melhor porque posso ver o que está escrito sem retirar a notificação.
– Digitalizar os documentos – peço para tudo me ser enviado por e-mail e se for em papel normalmente o J. digitaliza (eu sou péssima a lembrar-me de fazer essas coisas)
– Imprimir – bem sei que é contraditório em relação ao que disse antes mas sinto que se imprimir algo é mais fácil para ver se falta algo
– Fazer uma coisa de uma só vez e sem interrupções – na verdade tenho de melhorar esta mas a intenção está ca. Faça a mala de uma vez só, sente-se a escrever a resposta a um e-mail. Ponha os phones para se concentrar e evitar distrações. O J. tem a mania (IRRITANTE) de me fazer perguntas quando estou a fazer algo que precisa de concentração. Explico uma vez que estou a tratar de uma coisa, se interrompe novamente explico calmamente (não tão calmamente como da primeira vez) que não quero ser interrompida, se continua eu deixo de responder… Se não fizer isto já sei que vai correr mal porque me vou distrair.
– Rotinas – estabeleça uma rotina matinal e mantenha-se fiel. É a única maneira que tenho de não me esquecer de nada num período do dia que estou mais distraída.
– Trate dos assuntos por temas – se está a tratar do gato então trate logo da comida, da água, da areia. Se estiver a tratar da casa faça uma divisão de cada vez, sem saltar.

Obviamente que falho muitas vezes. Ainda recentemente quando chegamos a Albânia nenhum de nós tinha feito download do mapa da Albânia e tínhamos de chegar ao centro da cidade de carro. Foi mais complexo mas conseguimos. As vezes esquecemo-nos de fazer reservas para coisas de viagens, as vezes acabam coisas lá em casa, mas imaginem que não tinha estes sistemas?

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Como é que tudo começou?

Nunca viajei muito até ser bem crescida. É verdade que havia as férias de verão em Quiaios ou no Algarve mas a verdade é que a minha família nunca viajou assim tanto quando éramos miúdas. No entanto lembro-me de o meu pai viajar pela Europa algumas vezes e ficava doida com os relatos. A primeira viagem que me recordo de ele fazer foi Sevilha em 92 com a minha irmã. Quando eu tinha uns 8 anos foi até Londres com 4 amigos num Fiat Uno! Anos mais tarde acompanhou um amigo que ia dar um concerto em Paris! E outras viagens se seguiram…

Muitos anos mais tarde fui desafiada para ir a Londres. Nunca tinha ouvido falar em low costs, não fazia ideia de como se marcava um bilhete de avião, precisei de uma mala de porão para 5 dias, levei o mundo comigo!! Mas algo ficou dessa viagem, senti que estava a ver o mundo pela primeira vez. Eu que nasci numa vila pequena, senti que aquela viagem me mudou. E se mudou!! Nesse ano ainda visitei Madrid e Barcelona, no ano seguinte Paris e Maiorca mas a primeira vez que senti que podia viajar muito por pouco dinheiro foi quando fizemos o interrail! Lembro-me que odiei a ideia, tentei convencer o J. a não irmos, a fazermos uma viagem semelhante de avião. Como estava enganada! Agora mal posso esperar por fazer outra viagem destas com o meu sobrinho quando ele fizer 18 anos (e se ele quiser, obviamente!).

E por aí, qual foi a viagem que vos fez ficar viciados em viagens?

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E agora os objetivos?

Dá para ver por aqui que sou uma menina de números. Conto países, voos anuais, noites dormidas fora de casa, gastos das viagens entre muito mais coisas. Quando há uns anos estabeleci o objectivo de conhecer 30 países antes de completar 30 anos percebi que precisava de outros objetivos depois. Pouco tempo depois decidi que o objetivo seguinte seria visitar todos os países da Europa até completar 40 anos e secretamente comecei a pensar num objetivo MUITO mais ambicioso: 100 países até aos 40. Era puxado, mas possível.

O objetivo de conhecer todos países da Europa ainda continua no horizonte uma vez que só faltam 8 países e ainda faltam 6 anos até lá chegar. Mas os 100 antes dos 40 começam a ser uma miragem… Não desisto ainda, mas começa a ser mais complexo uma vez que nos falta tão pouco na Europa, onde é tão fácil apanhar voos para qualquer ponta do continente num fim de semana.

Ah, antes que pensem que apenas viajo pelos números deixo desde já o aviso que não é verdade… Embora faça muitas viagens de fim de semana tenham a certeza que não andamos a ver marcos históricos só para por no Instagram. Simplesmente, como já expliquei aqui, as viagens são para mim fontes de energia. São aí que me sinto em plenitude, em paz, e no meu auje criativo.

No entanto não é o momento de ser egoísta. Não é o momento de voltar ao que era, pelo menos para já. Na verdade que se danem os objetivos, se há número que não quero ser é um dos infectados pelo Covid19!

Viagens

Reykjavik

Vou ser sincera, nao venham a Islandia de proposito para ir a Reykjavik. A cidade e’ minuscula e sem grandes pontos de interesse. No entanto decidimos reservar umas horas livres para explorar a cidade.

Igreja Hallgrímskirkja

Centro de Conferencias

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“The Sun Voyager”

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Claro que vale muito a pena passear nas ruas, entrar nas lojinhas mas nao me queria alongar.

Aqui termino esta serie de posts sobre a Islandia com a promessa de voltar num Verao para ver o outro lado do pais.

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Ida sem regresso marcado

Este texto era suposto ser um único post sobre o que estava a sentir sobre o lockdown e a influência que teve em mim num momento específico em março. No entanto por algum motivo não o publiquei na altura e continuei a adicionar mais e mais. E assim, sem querer, tornou-se uma espécie de diário sobre o que senti durante este período. Não vou mentir que foi duro para mim. A minha vida mudou do avesso, tive momentos complicados que pensei que nunca mais iriamos sair desta.

escrito no início de março

Escrevo este post em pleno início do período de isolamento em Portugal. Tive o azar (ou a sorte) de estar em Portugal quando as primeiras medidas foram implementadas lá. O voo que apanhei já não estava cheio, e dei de caras com um país vazio. Foi triste, deprimente. Senti-me vazia ao ver o meu país vazio. Não viemos para matar saudades  família como normalmente mas para tratar de situações financeiras inadiáveis. Não vi a minha família para não os expor a um risco potencialmente maior. O meu pai vive a 3 ruas da minha irmã mas não se podem ver.

Mas o que mais custa é saber que embarco hoje de volta para o Reino Unido sem saber quando volto a abraçar os meus. O calendário diz Abril, mas todos sabemos que ninguém sabe. E se por um lado mal posso esperar por chegar a casa, por preferir fazer um eventual isolamento na minha própria casa, por outro nunca senti tanto o peso da emigração.

Cheguei a um reino unido que ainda estava a ignorar o problema. Ninguém evitava sair de casa, ir às compras, foi um choque ver que um país com tantos mortos e infetados não estava a reagir.

(…)

Pouco tempo depois o mundo entrou mesmo em lockdown e estamos a viver tempos sem precedentes. Em Portugal o governo acabou de decretar a extensão do estado de emergência, no reino unido o príncipe Carlos e o Primeiro Ministro Boris Johnson foram infectados. Os números aumentam e a data de hoje já existem 250,000 infectados apenas nos Estados Unidos. Aqui por casa o J. está a trabalhar de casa e eu parcialmente de casa. Montamos um escritório improvisado na sala de jantar. Sentimos falta das viagens, dos concertos, dos espetáculos, dos teatros, de jantar fora, do cinema. Sempre vivemos muito fora de casa e por isso agora sentimos que isto é tudo muito estranho… Ao J. custou-lhe muito a adaptação de ficar em casa porque não saía de casa, assim instituimos aqui em casa diariamente uma saída de casa, seja para dar uma volta ao parque, ir ao supermercado buscar algo que nos faça falta, levar vidro ao vidrao, o que seja… Eu pessoalmente tenho feito mais exercício, muito pouca vontade mas tem-me feito bem. A gata no início estava toda entusiasmada por nos ter em casa agora nota-se que já está farta e isola-se na cama dela. O que mais me mete confusão foi a pilhagem que as pessoas fizeram ao supermercado. Quantas vezes tive vontade de chorar de ver corredores inteiros vazios por me sentir num cenário de guerra…

update em abril

A adaptação está a ser dura. Passo horas ao telefone com companhias aéreas e hotéis a desmarcar viagens que iríamos ter em março, abril e maio. Tive momentos de muito choro, que senti que isto não ia acabar nunca. As viagens, jantar fora, ir ao cinema, são a minha luz para aceitar momentos de trabalho mais complicados. Não posso abraçar amigos nem a família e precisamos tanto deste abraço. Ainda não consigo ver a luz ao fundo do túnel.

Nao tenho vontade de fazer nada. Estou super deprimida a tentar ocupar o tempo, nao esta a ser facil a adaptacao…

update em Maio 

Percebemos que o lockdown vai durar mais do que pensamos e decidimos criar um canto próprio para escritório em casa. Começamos a aceitar e ganhar mais confiança no futuro, embora com muito medo. Se em abril chorei muito agora sinto que já estou bem melhor. Custa-me não saber quando vou viajar, quando vou abraçar os meus amigos, quando o medo vai desaparecer. Tenho medo mas vontade de quebrar a quarentena. Estou farta embora saiba que é para o bem comum (e no final de contas para mim também!). Mas já tenho uma rotina estabelecida e isso ajuda a que os dias não pareçam todos iguais. Continuo a sentir que não me consigo concentrar muito tempo numa coisa, não leio um livro desde o início da quarentena, e o sono continua a ser pouco e de má qualidade. Já sonhei que estava em Sidney, na China… Já sonhei com o Corona, que ficava doente… Acordo cansada e todos à minha volta sentem o mesmo. O meu aniversário vai ser no final do mês e tenho medo de não poder festejar com ninguém…

(…)

Tivemos de viajar até Portugal para tratar de assuntos lá. Viajamos em aeroportos vazios, voos a meio gás, passamos pela experiência de voar de máscara. Não foi nada agradável esta última parte, fez-me pensar duas vezes se quero mesmo voltar a viajar assim tão depressa…

Sinto que aceito um pouco melhor a nova realidade.  O trabalho apertou mais com a reabertura de mais negócios. Não saber quando vou ter férias é duro, sinto-me cansada. As últimas férias a sério foram em junho do ano passado em cabo verde (se for menos de uma semana ou se for em Portugal não contam 🤣🤣). Mas por outro lado aquela sensação de exaustão que todos sentíamos em abril a mim passou-me. Dediquei-me a novos hobbies como a costura e fiz roupas para bebés de amigos (ainda não me aventuro em tamanhos maiores…).

Desde que o confinamento começou nunca mais toquei piano. Algo que me dava tanto prazer de repente ficou esquecido….

O meu aniversario foi no final do mes. O J. fez um esforco incrivel para me proporcionar um dia feliz tendo em conta o momento que vivemos. Foi MUITO bom o dia!

update em Junho

A maioria dos dias sinto-me muito melhor mas tenho tendencia em ficar muito cansada e deprimida no final da semana. O trabalho esta ao rubro e adoro, nao me posso queixar… Continuo a fazer coisas de costura e estou a tentar ganhar coragem de ler um livro, ja nao pego ha meses! Os fins de semana continuam a ser os momentos mais dificeis porque a falta de rotina faz com que os dias nunca mais acabem. Todos os fins de semana tento convencer o J. a fazer um projeto de obras la para casa, coitado, ja nao me pode ouvir. Sigo atentamente qualquer noticia da criacao de “pontes” para outros paises e continuo a pesquisar voos como se nada fosse, e’ dificil adormecer este bichinho…

(…)

Pela primeira vez fui ao supermercado e havia TUDO! Até ovos e vários tipos de farinha, algo que faltou durante meses… Hoje comentava com o J. como esta porcaria nos fez perceber dos priveligiados que somos. Nunca nos falta comida, roupa, lazer.

Mesmo assim tenho muitas saudades de ser livre. De ir a casa dos amigos sem receio. De abraçar as pessoas com muita força, de jantar fora sem planear muito. De saber o que vou fazer nos próximos fins de semana e sentir-me entusiasmada!

(…)

Quando parece que já estamos habituados um de nós tem um momento de fraqueza. Um choro pela descompensação, um momento que nos mostra que não gostamos nada desta situação. Ontem era suposto termos ido ver os Queen com o Adam Lambert, hoje fazemos 4 anos de casamento e amanhã era suposto fazer uma intervenção médica. Os Queen e a intervenção médica foram adiadas (a segunda sem data marcada) e estamos limitados no que vamos fazer para festejar o nosso aniversário. Mas estamos juntos e isso é o mais importante!

(…)

Desde dia 15 de junho os centros comerciais abriram e de repente ficou tudo mais normal. Não é que exista um pingo de normalidade nesta situação mas ver gente na rua fez-me sentir que os últimos meses nunca aconteceram. Aguardo ansiosamente que anunciem o fim da quarentena para quem chega ao país para poder marcar férias. Tenho saudades de viajar, mas acima de tudo preciso de uma ou duas semanas para descansar.

(…)

Sem dúvida que parece que nos aproximamos de uma nova normalidade. Os restaurantes vão reabrir no dia 4 de julho, a maioria do comércio já está aberto. Ainda me custa MUITO ficar em casa sem projetos, fico deprimida. Sinto pela primeira vez que fomos super produtivos na quarentena porque fizemos imensos projetos de obras em casa (e temos dois mega projetos alinhados!!!) mas estou doida para voltar a estar mais tempo fora de casa. Marcamos um fim de semana fora para julho (que obviamente irá render posts por aqui) e estamos ansiosamente a espera que saia a lista de países autorizados a viajar sem quarentena para marcarmos uma semana fora.

update em Julho

Hoje é dia 4 de julho e reabriram os restaurantes. O J. não queria mas eu fiz uma surpresa e marquei mesa num restaurante que amamos. Ficamos numa mesa isolada, sem ninguém no raio de 10 metros. E pela primeira vez brindamos ao “vai ficar tudo bem”. Pela primeira vez sentimos que de facto isto vai um dia acabar. Embora neste momento não possamos ir a Portugal sem fazer quarentena no regresso (que para mim é impossível) acabámos de marcar as primeira férias. Ainda faltam várias semanas mas sentimos alguma normalidade. Decidimos desconfinar devagarinho. Daqui a pouco tempo vamos passar um fim de semana fora aqui no reino unido. Mas decidimos que vamos ficar num sítio onde possamos cozinhar para evitar contacto. Iremos fazer caminhadas, ter contacto com a natureza e nada mais (espero). Também vamos começar a rever amigos, devagar, um grupo de cada vez… O vírus não foi embora, o impacto  na economia e na sociedade ainda estão para ser verdadeiramente apurados mas sobrevivemos. Não todos infelizmente, mas nós estamos cá.

Nota final: jamais pensei que este post se tornasse num diário do que senti neste momento. Decidi guardar o que estava a sentir durante a quarentena apenas porque não queria pôr ninguém mais para baixo. Acho importante guardar estes registos para o futuro, para que todos aprendamos uma lição de que nem tudo é garantido. Em 2020 as nossas liberdades básicas de compras, convívio e liberdade foram tiradas de um dia para o outro. Agora que as estamos a recuperar sabem AINDA melhor! 

Viagens

Auroras Boreais na Islandia

Esta viagem foi marcada com o objetivo de assinalar o aniversario de uma querida amiga. Quando comecamos a combinar o que queriamos fazer sabiamos que nao queriamos de todo falhar tres coisas: ver Geysers, ir a Blue Lagoon e ver as Northern Lights.

Resolvemos marcar uma visita mas infelizmente nao estava muito forte. Se fosse hoje tinha provavelmente arranjado uma app que me dissesse onde havia auroras boreais mas como nao sabiamos fizemos num tour.

Se valeu a pena? SEM DUVIDA! Se vi muita coisa? Nem por isso. Se estava frio? Imaginem a Islandia a meia noite em Fevereiro… Pois….

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Viagens

Islandia – Blue Lagoon

Aqui estava mais um ponto que estava na lista que queriamos fazer: a blue lagoon.

Sou sincera, ate a nossa amiga mencionar nunca tinha ouvido falar na blue lagoon. Nada, nadica de nada… Mas la pesquisei e percebi que este complexo (construido artificialmente) e’ nada mais, nada menos do que o SPA a ceu aberto.

Aconselho muito que visitem, principalmente durante o inverno e’ uma experiencia do outro mundo. Imaginem estar de fato de banho uma piscina a ceu aberto com -15 graus onde ate os salva vidas estao encasacados?

Deixo aqui algums dicas:

  • Convem marcar com antecedencia, podem faze-lo no site
  • A partir do momento que se entra podem ficar o tempo que quiserem!
  • O cabelo convem estar atado no topo da cabeca e convem passar mascara antes porque a agua da piscina arruina muito o cabelo!
  • O preco do bilhete inclui uma bebida num dos bares, nem precisam de sair da piscina! Cuidado se tiverem pressao baixa, o J.  nao se deu bem com beber algo fresco dentro de uma piscina a ferver
  • O complexo tem uma serie de cascatas, saunas e espacos engracados de explorar
Viagens

Circulo Dourado

Quando nao se tem muito tempo numa viagem a Islandia o circuito sugerido e’ o Circulo Dourado. Este trajeto pode ser feito em um ou dois dias e e’ um otimo resumo do que se pode encontrar na ilha.

Como nos nao tinhamos muito tempo foi o que optamos por fazer. Infelizmente nao conseguimos fazer tudo porque apanhamos uma tempestade de neve a meio e tivemos de regressar para tras e fazer o caminho oposto para ver os restantes pontos.

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Os principais pontos do circulo dourado sao 3:

  • Parque Nacional Thingvellir

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  • Geysers
  • Cascata Gullfoss.

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No entanto ha muito mais para descobrir neste circuito:

  • Cratera Kerið

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  • Banho Geotermais Fontana
  • Glaciar Langjökull
  • Sólheimar
  • Skálholt

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So uma nota final. Fomos em Fevereiro, estava MUITO frio!! Entre -10 e -20 graus, motivo pelo qual as fotos possiveis com pessoas ficaram assim…

 

 

 

Viagens

Islandia – Impressoes e Custos

Chegou a altura de regressar ao passado. Infelizmente a viagem a Albania foi a ultima que conseguimos fazer. Tinhamos planeado revisitar a Madeira, ir a Bali, China e Filipinas mas todos esses planos foram cancelados pelo coronavirus.

2016 foi o ano de festejar a entrada na nova decada e como tal fizemos algumas viagens com amigos, uma das quais a Islandia.

Nenhuma visita a Islandia fica completa sem ir pelo menos duas vezes ao pais. Uma durante o inverno, para experienciar o gelo sem fim, as auroras boreais, cascatas congeladas e os dias bem curtos e outra no Verao, para experienciar o sol da meia noite, ver os lagos, os campos verdejantes e o que esta por baixo daquele gelo todo.

Nos apenas fizemos a visita de Inverno pelo que espero um dia regressar durante o Verao.

Impressoes sobre a Islandia? Quando aterramos sentimos que estamos noutro planeta… Toda aquela imensidao, o silencio, as estradas sem fim… O unico arrependimento foi mesmo termos ficado tao pouco tempo, so ficamos 3 noites/2 dias… Por outro lado e’ um pais caro. Mas caro mesmo, o pais mais caro para onde ja viajei. Tao caro que recomendo que as pessoas levem uma mala com algumas comidas instantaneas se nao querem rebentar a conta… Para terem ideia pagamos £50 por 4 bebidas num pub e £15 por pessoa num subway!

Vamos entao aos custos… Infelizmente nao tenho todos mas tenho os principais:

Voos: Ida com a Easyjet, regresso com (a falecida WOW) – £298 para os dois

Alojamento (Airbnb): £236 para os quatro

Blue Lagoon: £80 para os dois

Carro: £68 para os quatro

Tour Northen Lights: £70 para os dois

Total por pessoa excluindo custos no local: £300

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O clima no Reino Unido e eu

Uma das coisas que mais me perguntam desde que me mudei para o Reino Unido e’ como consigo lidar com a chuva. Sabendo que o Reino Unido nao seria a partida um destino tropical, sabia que a chuva seria algo que me iria acompanhar durante grande parte dos meus dia. No entanto nao sou uma pessoa que necessite de muito sol. Nao sou pessoa de ir para a praia ao fim de semana, ir a uma esplanada, de estar em contacto constante com o sol, nem fico de mau humor se nao vir o sol durante algum tempo, para mim nao foi dificil.

Obviamente que quando saio de casa e esta um dia de ceu aberto fico muito mais feliz. No entanto nao sinto que os dias nublados piorem o meu mood do dia, o meu mau feitio vive por si so, alimentado a sol e a chuva.

Um dia decidi pesquisar sobre precipitacao anual no Reino Unido e descobri que afinal chove tanto como em Portugal, nao sei se as pessoas sabem disso. Por aqui nem sequer uso guarda chuva. Se estiver a chover muito abrigo-me porque sei que em menos de 5 minutos vai passar.

Mas é claro que o tempo no Reino Unido nao e’ perfeito. Primeiro e’ o facto de estar “sempre” nublado. E’ algo inquestionavel e chato mas pronto, acontece. Segundo o facto de durante o inverno escurecer muito cedo. Dói na alma ver que as 4 da tarde já é de noite escura.

Mas sabemos que a primavera volta sempre. E com ela os dias mais compridos, o sol espreita e aproveitamos muito o exterior. Nós não porque somos mais de indoor mas mesmo assim aproveitamos mais o nosso jardim do que jamais aproveitei em Portugal. Fazemos mais grelhados num ano do que fiz na minha vida toda em Portugal. Acho que a sensação de que sabemos que o tempo bom não dura sempre faz-nos não deixar para amanhã o que podemos aproveitar hoje.

Por fim o facto de existir chuva e humidade o ano todo faz com que a paisagem esteja sempre verde, e não há nada que nos encha mais o olho do que um campo ou uma floresta bem verdinha.

É o que eu chamo de copo meio cheio!