Amazing Osaka

Este post e’ apenas para falar de um achado queo J. encontrou em Osaka. Por norma nao compramos cartoes de turistas nas cidades mas este valeu a pena. O unico senao e’ que nao e’ muito facil de perceber como comprar. No nosso caso optamos por comprar numa estacao de metro, o que implicou falar com o guarda que estava junto as cancelas, explicar que queriamos comprar (sabe Deus como conseguimos que nos entendesse…), entrar na platforma para encontrar o escritorio da administracao da estacao e comprar. Nao se esqueca que provavelmente tera de pagar em dinheiro.

Nos optamos por comprar o cartao de dois dias que custou 3300 yens. Se nao tivessemos comprado o cartao teriamos pago pelo metro + atracoes 5300 yens

Mais informacao aqui.

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Osaka – uma surpresa fantastica!

Osaka foi colocada no roteiro porque o J. queria muito ir. Eu por mim tinha passado esta cidade e tinha dado um salto a Coreia do Sul, no entanto ele ganhou J.

E ainda bem que isto aconteceu, eu adorei esta cidade! Passamos no total passamos dois dias na cidade que foi suficiente para cobrir todos os pontos.

Observatorio Kuchu Teien

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Museu de Historia de Osaka

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Dotonbori – bairro com imensos restaurantes, super interessante para visitar ao final do dia

Spa World – mais uma aventura nos Onsens no Japao. Muito importante para recuperar dos imensos kilometros que faziamos todos os dias.

Templo Shitennoji – nao fica nada no circuito turistao mas vale a pena!

Castelo Osaka

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Hep Five Ferries Wheel

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Tsutenkaku – bairro super engracado para visitar ao final do dia. Tenha em atencao que os restaurantes fecham cedo (tipo 9!)

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Hiroshima

Quando se pede a alguém no mundo que diga nomes de locais do Japão Hiroshima é um dos que estão no topo da memoria de todo o mundo, e não pelas melhores razões. A bombar nuclear que caiu no dia 6 de agosto de 1945 nesta cidade japonesa ficarão para sempre na historia negra da humanidade.

Hiroshima é uma cidade pequena, compacta que é possível de visitar toda a pé.

Dome da bomba atómica – enquanto se reconstruia a cidade de Hiroshima existiram várias discussões sobre o que fazer com o dome, uma vez que o edifício fazia parte da vida do dia a dia da cidade. No entanto a cidade decidiu manter as ruinas uma vez que não querem esquecer nunca o que a cidade passou.

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Parque e museu (memorial peace park and museum) – mesmo no centro da cidade e foi construído com o objetivo de imortalizar o sofrimento das vítimas que foram atinigidas pelo ataque. No centro do parque e’ possível encontrar uma tocha que estará sempre a arder ate a ultima bomba nuclear ser extinguida do mundo. O museu, que neste momento se encontra parcialmente fechado para reconstrução, coleciona e exibe pertences de pessoas que sofreram com o ataque da bomba atómica. Também é possível neste museu ouvir relatos das vitimas do ataque

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Hiroshima castle – situado na parte norte da cidade ajuda-nos a perceber a historia e evolução de hiroshima nos últimos seculos.  Dentro da pagoda é possivel visitor uma exposicao super interessante e vestir kimonos e de samurai de forma gratuita.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Proxima paragem: Miyajima!

Depois de 5 dias em Tóquio rumamos ao sul da ilha e assentamos arraiais em Hiroshima. O primeiro dia foi dedicado a ilha de Myiajima. Se, tal como nos decidiu partir de Hiroshima basta apanhar um comboio ate Miyajimaguchi (cerca de 30 minutos) e depois um barco ate a’ ilha de Myiajima. Todas estas viagens estão incluídas no JR pass.

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Na zona do porto encontrara uma zona comercial com imensas lojas, restaurantes e hotéis. Tambem e’ nesta zona que se encontra o Tori, o templo, a pagoda e… os veados! Existem imensos veados espalhados por esta zona. Tenha cuidado se decidir tocar-lhes, estamos a falar de animais selvagens, no entanto extremamente habituados ao contacto com pessoas.

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Myiajima e’ conhecida por ter o maior tori de madeira do Japão, no entanto as maravilhas desta ilha não se ficam por aqui. Aconselho que apanhem o teleférico ate ao cimo e depois facam a caminhada ate ao cimo da ilha, que visão do outro mundo!

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No entanto se o folego não chegar subam apenas o teleférico, existe uma plataforma no topo que tem uma vista bem bonita (mas não e’ nem de perto nem de longe a do cimo da montanha).

Depois da caminhada visitamos o templo mesmo em frente ao tori (nota, nao e’ necessario entrar no templo para entrar na praia onde esta o tori) e tiramos mais umas 500 fotos!

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Bairros de Toquio

Tóquio foi provavelmente a cidade que mais surpreendeu durante toda a viagem. Não sei se foi por ser a primeira, se o facto de não ter grandes expectativas ou de não saber o que ia encontrar, mas foi sem dúvida a grande surpresa (pela positiva, sem dúvida).

Visitar Tóquio é complexo porque as atrações estão espalhadas por toda a cidade. Assim sendo é melhor organizar o que quer visitar por bairros. Cada bairro tem características muito únicas que o diferencia dos outros. Aqui estão organizados pela ordem que os visitamos:

Palacio Imperial – lindo, lindo, lindo principalmente os jardins e acima de tudo, gratuito! 😊

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Asakusa – foi aqui que encontramos os templos mais bonitos de Tóquio, o Sensō-ji e o Asuka Temple. Também nesta zona se pode encontrar uma rua com imensas lojas de souvenirs, que eu pessoalmente não dispenso!

Ueno – conhecido principalmente pelo parque, que nos não tivemos tempo de visitar devidamente porque estava a escurecer quando chegamos. A nossa zona preferida foi a do lago, é tao perfeito que parece que estamos a ver uma pintura.

Akihabara – é nesta zona que ira encontrar lojas de jogo. Mas não pense que estamos a falar de poker, roleta, etc. Estamos a falar de jogos daqueles que todos nos jogamos em casa. Prepare-se para passar algum tempo nestas lojas, porque ficara fascinado com o profissionalismo dos jogadores. Não é incomum encontrar pessoas saídas de escritórios a irem jogar aqui. É super divertido, não perca! Nos gostamos tanto que voltamos mais uma noite!

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Shinjuku – esta foi das minhas zonas preferidas. Cheia de néon, tal como imaginei as cidades do Japão. É nesta zona que é possível encontrar a Piss Alley e comer yakitori, a zona de Kabukicho, cheia de entretenimento (inclusive o super famoso Robot Show). Também é nesta zona que se encontra o Golden Gai, uma zona super tradicional com dezenas de pequenos bares (pequenos mesmo, tipo 5/10 lugares no máximo).

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Shibuya – é aqui que encontra aquele que se acredita que é o cruzamento mais movimentado do mundo. A melhor vista é do primeiro andar do Starbucks. Foi também neste bairro que experimentamos um robot de sushi, super engraçado. Basicamente pede-se o sushi num tablet e ele chega através de um tapete rolante. É também nesta zona que se encontra o parque Yoyogi onde se encontra o templo Meiji Jingu. Ao domingo de manha (bem cedinho) é possível encontrar vários casamentos (super giro!!). Também nesta zona se encontra a Rua Takeshita (bairro Harajuku) onde poderá encontrar várias pessoas vestidas de uma forma pouco convencional (também ao domingo).

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Ginza – este é o bairro das lojas, das compras do luxo. Quando se chega a esta zona pode-se jurar que estamos numa cidade europeia. Não achei grande piada a este bairro, não sei se foi pela chuva, pelo facto de não ser pessoa de fazer grandes compras quando estou de ferias, no entanto é aqui que se localiza a flagship store da Uniqlo, uma cadeia de roupa japonesa que tem lojas por todo o mundo, onde aproveitamos para comprar varias pecas de roupa mais baratas do que na europa.

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Tsukiji – é aqui que vai encontrar o famoso mercado do peixe. Nos não fomos ao leilão do peixe mas demos uma volta pelas lojas e comemos o melhor sushi de toda a viagem num restaurante que estava aberto 24 horas. O bairro de Ginza e Tsukiji ficam bem perto um do outro.

 

Hakone e o Monte Fuji

Apesar das imensas criticas que li de varias pessoas que nao gostaram de visitar o Monte Fuji decidimos fazer uma visita. No entanto, como sabiamos dos riscos de  fazer esta visita decidimos entao fazer uma visita ao parque nacional de Hakone.

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Chegar a Hakone nao e’ a coisa mais facil do mundo.  Seguimos as dicas fantasticas que o J. encontrou neste blog.

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Esta viagem vale acima de tudo pelo trajecto em si. As vistas fantasticas que vimos tanto do comboio, do funicular como do barco sao de cortar a respiracao. Nao so da floresta (nao se esquecam que estamos no meio de um parque nacional), como do monte Fuji, que se consegue avistar durante varias vezes no trajecto.

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E se forem a Hakone nao se esquecam de comer os famosos ovos negros, segundo a lenda, adicionam sete anos de vida. Mas nao vale a pena abusar, so faz efeito ate dois ovos 🙂

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Ao final do dia nao se esquecam de passar num Onsen. Sendo esta uma zona termal sao varias as opcoes. Nao me recordo a qual fomos porque nao podemos tirar fotos la dentro mas foi optimo para relaxar no final de um dia tao comprido.

Não podes sentir falta do que não conheces

Isto começa a parecer quase uma rotina, cada mês é dedicado a uma temática mais sentimentalista. Depois da maternidade, do materialismo e das saudades, este mês abordo uma temática mais abstrata.

Cresci sem a minha mãe. Pronto, quem não sabia, fica a saber agora. Morreu quando eu tinha seis anos e lamento, mas poucas memórias tenho dela. E as poucas que tenho são estupidas. O nosso cérebro decora coisas parvas e o meu parece que só decora coisas mesmo anormais. Por exemplo, no outro dia comprei uma camisa bordada, não porque gostava (vá, até gostava) mas porque me lembrei que a minha mãe usava muito camisas bordadas.

Voltando ao assunto inicial, sinceramente não sinto falta da minha mãe. E porquê? Porque como não me lembro, não sei o que é ter mãe e ninguém pode sentir falta de uma realidade que conhece. Não sinto falta de ter uma mãe galinha que prepara o pequeno almoço e não deixa os filhos sequer se levantarem para ir buscar o garfo. Não só não sinto falta como acho estupido na verdade. Mães que mexem nas malas dos filhos já crescidos, que sofrem porque acham que os filhos estão a esconder alguma coisa. Lamento, mas como isso não foi uma realidade com que cresci não consigo compreender. Com o meu pai nos tinhamos de lhe dizer que tínhamos de ir comprar roupa porque a que tinha me deixava os tornozelos de fora, que havia compromissos ao fim de semana, que faltava assinar os recados na caderneta, que precisava de ir cortar o cabelo. Isso fez-me crescer com um sentido de responsabilidade que não vi muito nas pessoas a minha volta. E sim, cresci com imensas figuras maternais a minha volta: a minha tia, a minha avo, a segunda esposa do meu pai, a minha irmã. Todas foram muito importantes na minha vida e ajudaram-me a ver um pouco mais o mundo das mulheres. Mas não, não sinto falta da minha mãe. E não pensem que tive uma infância dura, pelo contrário felizmente. O meu pai e toda a minha família nos protegeram da dura realidade da vida, daquelas coisas menos bonitas. Oh que infancia boa 🙂

Tóquio na pratica

  • Como ir do aeroporto de Narita ate Tokyo

Se pesquisar no google aparecerao diversas propostas de metros e comboios mas e’ muito mais simples do que parece, apanhe o Keisen Skyliner que o deixará mesmo no centro da cidade (Ueno) em 40 minutos. Um truque que descobri mesmo na véspera que achei super útil e não vi em nenhum blog foi comprar o comboio com volta mais metro e Toei para 3 dias e que foi uma super poupança. O bilhete pode ser comprado na estacao do aeroporto e pode juntar mais 24, 48 ou 72 horas de metro.

Mais informacoes sobre custos dos passes aqui.

  • Metro Tóquio

Sempre me descreveram o metro de Tóquio como sendo super confuso e difícil de usar.

Verdito? Não e sim.

Não porque quem já usou metros em várias cidades não terá grande dificuldade em se orientar em Tóquio. Ainda mais porque hoje em dia com o amigo Google as pesquisas sobre que transportes apanhar são feitas na hora.

E sim porque existem linhas circulares e três empresas de transportes de combóio/metro dentro de Tóquio. Na verdade pouca diferença existe entre elas e mal se nota quando se apanha o Toei, o metro ou o comboio. Na verdade a grande decisão está em que bilhete comprar. No nosso caso tínhamos Japan Rail card para quase todos os dias da viagem e este é válido para os comboios dentro de Tóquio (fáceis de identificar porque a minha começa por J), por isso só precisamos de comprar bilhetes para o Toei e metro, que custava 900 yens por dia. Quando calcularem se vale a pena ou não não pesquisem por número de vaigens mas sim por comboios/metros/toeis que vão apanhar para chegar ao destino uma vez que ao passar de umas linhas para as outras vão ter de sair e voltar a entrar no metro (ao contrario do que acontece por exemplo em Londres). No nosso caso utilizamos o Japan Rail card quando estávamos a usar o comboio (era só mostrar ao senhor que estava na barreira) e o diário para os outros (Toei e metro). Até hoje ainda estou para descobrir quais eram os toeis e quais eram os metros porque pareciam todos iguais…

  • Como se organizar em Tóquio?

Aconselho que vejam com antecedência o que querem ver e agrupem por zonas/bairros para de facto conseguirem cobrir vários pontos. Se não o fizerem vão andar sempre a saltar de zona para zona e perderão muito tempo!

Japão – o itinerário

Não pensem que vão descobrir a pólvora por aqui. Sabíamos de antemão que não iriamos ver tudo o que queríamos pelo que baseamos a construção do nosso roteiro em dezenas de outros que vimos em diversos sites e blogs.

Dia 1 – Viagem – apanhamos um voo por volta das 10 em Londres com escala em Amesterdão.

Dia 2 – Chegada a Tóquio bem cedo, aproveitamos para explorar

Dia 3 – Visita a Hakone para ver o monte Fugi

Dia 4 a 7 – Tóquio

Dia 8 – Day trip a partir de Hiroshima para Miyajima

Dia 9 – Hiroshima

Dia 10 – Day trip a partir de Osaka para Nara e Kobe

Dia 11 e 12 – Osaka

Dia 13 – Era suposto ser Kyoto mas por causa do terramoto foi um dia perdido

Dia 14 a 16 – Kyoto

Dia 17 – Regresso a Londres, mais uma vez com escala em Amesterdão

 

O que mudaria? Como perdemos um dia por causa do terramoto acabamos por apressar muito Kyoto por isso mais um dia por la teria sido melhor.

Japão – custos

Regressamos há uma semana e meia do japao e estou com preguiça de escrever sobre a viagem. Não tem sido fácil porque foi uma viagem completamente louca no ritmo e nas emoções. Mas isto devagarinho começará a sair. Comecemos então como sempre pelos custos:

Voos: £413.12 por pessoa com a KLM com escala em Amesterdão

Hotéis: £914 por 15 noites para os dois – cerca de 61 libras por noite ou £30.5 por noite por pessoa

JR Pass: £300 por pessoa

Refeições: £245 por pessoa

Transporte (não incluído no JR Pass): £87.5 por pessoa

Outros custos: £123.5 por pessoa

Total: £1582.2 por pessoa

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